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Quarta-Feira, 27 de Fevereiro de 2008, 20h:33 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

CONFRONTO

Governador critica suspensão das obras do PAC

   O governador Blairo Maggi (PR) defendeu nesta quarta as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Mato Grosso. "São  obras são importantes, essenciais para a saúde pública e também para a preservação do Pantanal". As obras do PAC nas três principais cidades mato-grossenses (Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis), orçadas em R$ 521 milhões, estão sob suspeita e foram  trancadas por ordem judicial.

   Em junho do ano passado, o presidente Lula foi recebido com festa em Cuiabá e, ao lado de Maggi, que o apoiou no segundo turno das eleições de 2006, anunciou o lançamento do PAC em MT. A paralisação dos procedimentos de licitação foi requerida pelo Ministério Público Federal. Em tom de cobrança, Maggi destacou a necessidade e "a magnitude" do PAC. Ele  apontou para a procuradoria ao fazer um desabafo contra o cancelamento das obras.

     "É ruim para Mato Grosso. A administração pública é máquina de moer gente, porque além das necessidades da população tem toda a questão da legislação, tem toda a questão do MP, tem Tribunal de Contas." Em seguida, o governador declarou: "Têm 300 pessoas para nos cuidar e têm 3 milhões (de mato-grossenses) para nos  cobrar."

   Dois dos municípios onde o PAC emperrou são administrados por prefeitos do partido do governador - Várzea Grande e Rondonópolis. Maggi, que reside em Rondonópolis, ressalvou que não conhece as especificações técnicas dos editais de licitação e que "a única participação" do Estado no PAC são contrapartidas em conjunto com as prefeituras, que somam o equivalente a 16% do custo total previsto.

    Ano eleitoral

 O procurador da República Thiago Lemos de Andrade, que aponta supostas irregularidades  nos editais, avalia que está em curso um processo de açodamento e pressão da União para realização das obras que, a seu ver, são a grande bandeira do governo  federal. O procurador também atribui ao ano eleitoral a pressa dos municípios  em tocar os empreendimentos com recursos da União. "Creio que não há (precipitação)", rebateu Maggi. "O programa foi lançado há  mais de um ano. É tempo suficiente para montar e colocar a obra para funcionar." (Fausto Macedo, Agência Estado)

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Comentários (4)

  • Leocadio Melo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O que o Blairo falou é a mais pura verdade. Muitas das soluções não chegam por conta da burocracia. O Tribunal de Contas todos sabem para que serve: para nada. É um antro de políticos em fim de carreira.

    O MP emperra tudo, ve irregularidades em tudo. Os promotores viraram os reis da cocada preta, os donos da razão. Não tão nem ai para a população. Se faltou uma virgula, pronto! Já tá irregular.

    E tudo isso na resolve nada, pois a corrupção corre frouxa e a populaçao continua a mingua!

  • jose medeiros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    o blairo perdeu uma oportunidade de ficar sem dizer nada sobre este assunto.
    pois este negocio de licitação é coisa seria, trata-se de milhoes de reais, onde empresas de pessoas muito proxima dele estavam na iminencia de abocanhar boa parte deste quinhao.
    entao eu pergunto, nao é melhor que se suspenda esta coisa toda e se de a transparencia que um certame deste requer. é melhor prevenir do que remediar. Aqui em rondonopolis mesmo este imbroglio ja detonou com o discurso de competencia honestidade e transparencia do Adilton.
    pelo que saiu na imprenssa está claro que houve no mínimo incompetencia e falta de transparencia, falta verificar se a honestidade nao saiu arranhada também.

  • Rafael Damian | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Blairo perdeu a oportunidade de ficar quieto!

    E ainda culpam o MP e o TCU...

    Pois bem, todos dizem que políticos "roubam", não dizem?

    Dizem sim, é quase de conhecimento popular!

    Agora, alguém sabem como isso funciona?

    É só virar político ir lá e "roubar", abrir o cofre e ver a grana lá e meter a mão?

    NÃO, NÃO É!

    Um dos meios para se "roubar" dinheiro público é EXATAMENTE NOS PROCESSOS DE LICITAÇÃO!

    É nos meandros destes processos que o dinheiro público vai embora!

    Mas é tudo bem camuflado!

    Não se "rouba" tudo!

    Aqueles que "roubam" fazem da seguinte forma, pegam 1 milhão de reais para comprar merenda escolar, montam o processo, com o número de empresas correto, ai, já combinados, muito bem acertados, fazem as propostas e uma delas ganha, BINGO!...A empresa ganhou a concorência, e vai vender para o estado sua mercadoria e certamente receber, em troca, o cidadão que licitou, o agente político que estava por detrás, recebe uns 200 mil, e assim vai... esse é um dos esquemas, fora os demais...

    Acho que as pessoas deveriam se orgulhar de verem as instituições que mantemos, fazerem algo por nós, FISCALIZAR, é para isso que serve o MP e o TCU e eles estão fazendo uma economia sem tamanho para os cofres públicos.

  • Milton Ribeiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pimenta nos olhos dos outros é refresco!Aí dói né Governador?, isso para Você sentir o que o Cidadão comum passa quando vai cadastrar uma Empresa em um orgão do Governo!, ou quando protocoliza um processo, por exemplo na SEMA, quando os orgãos do Governo exige documentos absurdos, dificultando a vida do contribuinte! Flexibilidade às vezes faz bem. É preciso preparar os técnicos para que desde a publicação do Edital até a abertura dos envelopes, sejam legalistas e não corporativistas; processo licitatório no Brasil,acima de R$. 10.000.000, deveria ser feito pelo Poder Judiciário, assistido pelo MPF. É uma pena, porque as obras do PAC, são de suma importância à população, mas a Lei é para ser cumprida, JUS ESPERNIANDI, não resolve.....

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