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Terça-Feira, 24 de Abril de 2007, 07h:30 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

ARTICULAÇÃO

Governador não deve nomear mais Silval na Sinfra

   Acostumado a tomar decisões e depois recuar, o governador Blairo Maggi (PR) não deve mais nomear Silval Barbosa (PMDB) na secretaria de Infra-Estrutura. O próprio vice-governador, que já esteve com um pé na pasta da Educação, não demonstrou interesse no cargo. De todo modo, está mantido o acordo para a Sinfra passar a ser conduzida pelo PMDB. O deputado federal Carlos Bezerra, presidente regional da legenda, estuda indicação de um outro nome.

   Mesmo com atuação mais técnica que política, Maggi conseguiu atrair para a administração quase todos os partidos. O último foi o PT, que se reúne na sexta (27) para oficializar a indicação do nome do deputado Ságuas Moraes à Educação.

  Integram o governo o PR, PMDB, PTB, PP, PSB, PPS, DEM, PDT e, agora, o PT, além de várias legendas nanicas. Somente o PSDB não compõe a gestão estadual, apesar de, na Assembléia, os seus dois deputados (Chica Nunes e Carlos Avalone) atuarem como aliados.

   Nestes quatro anos e quatro meses de goverrno, Maggi já promoveu mudanças em quase todas as secretarias. Para ampliar o arco de alianças resolveu abrir o primeiro escalão para contemplar aliados que estão na bronca, como o PMDB. Adiantou que, se necessário, contemplará a sigla peemedebista até com três secretarias.

  Como as articulações visando os pleitos de 2008 e 2010 já começaram, o governo usa os cargos como trunfo para "amarrar" aliados e partidos. Mesmo assim, o PP do deputado José Riva e o DEM dos senadores Jaime Campos e Jonas Pinheiro sinalizam para ruptura. Sonham com projetos políticos para as eleições gerais fora do grupo de Maggi.

    Estrutura

    No comando de um orçamento anual de R$ 6 bilhões, Blairo Maggi controla quase cinco mil cargos comissionados. Ao menos três mil foram fatiados entre os partidos aliados. Constantemente, alguns dirigentes de siglas pequenas ameçam romper com a administração. Tudo não passa de pressão por cargos. O governador nomeou, por exemplo, os próprios presidentes de siglas nanicas para cargos de terceiro e quarto escalões.  Foi o suficiente para conter a rebeldia dos aliados.

   Ao todo, a máquina estatual emprega cerca de 82 mil servidores, incluindo inativos, lotados nas 24 secretarias, empresas, órgãos e autarquias - confira os principais cargos no quadro ao lado. O Estado gasta mais de R$ 115 milhões mensais com a folha. Os salários no Executivo variam de R$ 380 a R$ 11 mil. O vencimento médio do funcionalismo é de R$ 1,8 mil.

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Comentários (5)

  • pedro noronha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eu se fosse o Vice Governador Silval mudava para o ALASKA. Eita HUMILHAÇÃO!!!!

  • pedro noronha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Desde quando Vilceu é Técnico? A desculpa de ser técnico é conversa fiada eles(Pagot e Blairo) devem ter recebido uma ameaça do Vilve que unico mérito dele foi tentar arrumar a desordem deixada pelo Pagot.Vilceu em qualquer governo sério não seria aproveitado.O perfil do Marchetti é de empregadinho igual o Augustinho moro, Dóia...pessoas sem qualificação.

  • Machado de Assis | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    De fato concordo com o comentário do Pedro Noronha acima, esse secretariado da turma da botina é fora de série, qualificação: Empregados da AMAGGI, Waldir Teis, Augustinho Moro, Pagot, sendo que o primeiro se destaca, no exercício do cargo, por ser cantor. O segundo (Augustinho)não se destaca em nada, apenas em destruir a saúde, onde nada funciona a contento, mas os recursos são gastos......já o Pagot é o tirano de botina...Nunca se viu tanta desorganização num governo só...

  • MIRANDA MUNIZ | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Prezado Romilson,
    Você na condição de jornalista político bem informado, só cometeu um "escorregão" em não registrar o PCdoB na sua relação dos partidos que não estão integrando o Governo Blairo Maggi. No mais, sua análise está excelente. Parabéns!
    Saudações Comunistas!
    Miranda Muniz - Presidente do PCdoB/MT

  • Erivaldo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Blairo Maggi ganharia mais apoio popular acabando com esse empreguismo. Pena que a teoria dele de reforma acabou esbarrando na barganha politica.
    Como diria os antigos "tava com a faca e o queijo na mao" pra mudar o cenario. Nao aproveitou!

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