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Quarta-Feira, 12 de Março de 2008, 17h:22 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

VARIEDADES

Governador quer tirar gestão ambiental da Sema


Em reunião com prefeitos e empresários, Maggi critica divergências entre ações do governo federal e estadual
Foto: Ednilson Aguiar/Secom

  Agricultores e madeireiros, a maioria dos 19 municípios mato-grossenses listados entre os 36 que mais desmatam no país, anunciaram nesta quarta que vão para o enfrentamento com o governo federal. Sinop, que não está incluso, também entrou na briga e cobra uma ação efetiva nesse sentido também do governo Blairo Maggi. Os segmentos se reuniram no Palácio Paiaguás com o governador. Este até ameaçou encerrar o pacto de gestão florestal, que resultou na transferência de atribuições do Ibama para com a secretaria estadual de Meio Ambiente, entre elas de licenciamento em propriedades rurais, autorizações para planos de manejo e transporte de madeira.

    Segundo o governo do Estado, o Ibama não está cumprindo o Termo de Cooperação Técnica fechado em 2005. "Não adianta existir um termo, se o Ibama vem aqui, senta à mesa e fecha uma acordo, mas volta para o Estado e toma outra atitude". A insatisfação de Maggi tem duas razões: primeiro, o decreto do governo federal que dita punições para os municípios que mais desmataram no Estado. Segundo, a operação Arco de Fogo, deflagrada na semana passada em Sinop com vistas a combater a exploração ilegal de madeira.

   O prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB), criticou a atuação da Polícia Federal e  Força Nacional de Segurança no município comandada pelo Ibama. Ele fala em abuso de poder e baderna. "Temos até denúncia de assédio sexual a camareiras de hotel onde os agentes ficaram hospedados. Carros andavam em contramão. O que encontramos foi algo degradante", relatou Leitão, que no ano passado chegou a ser detido pela própria PF sob acusação de fraudes em licitação.

   Divergências

   A divergência está posta. De um lado ação severa do governo. De outro, Maggi é cobrado para que represente os agricultores e madeireiros como um gestor aguerrido. O governador e madeireiros preferem radicalizar e encerrar o pacto entre Estado e Ibama. Já as lideranças políticas como, por exemplo, o deputado estadual Dilceu Dal Bosco, afirma que tirar a gestão ambiental da Sema não vai resolver. "Precisamos de uma ação de lideranças que cobrem uma posição mais respeitosa do governo federal". (Simone Alves)

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Comentários (6)

  • Senhor Entendiado | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Precisa-se sim é trocar a gestão da SEMA, mas isso fica para o destino cuidar pq o governador demonstra com isso ser inerte nesta área!!! Que indignação geral é essa q não consegue sensibilizar o homem??? POxa vida!!!!!

  • Sergio P Martins | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O único responsável pelo descrédito da Sema perante os órgãos federais e a sociedade matogrossense, é tão somente do Governador Maggi, que sei lá porque , insiste em manter esse Secretário e sua equipe de incompetentes.

    Nunca vi, em anos de residência neste Estado, tamanha irresponsabilidade com a coisa pública.

    Governador: A Sema precisa de direção!

  • Ricardo Rocha Junior | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Ibama foi afastado de suas funçoes por ter provas autenticas de corrupção, o que vemos são uma verdadeira farra da impunidade, desde a Operação Curupira onde varios agentes do IBAMA foi pego em corrupção, estao todos impunes, trabalhando e voltando a atividade corruptiva, basta ver a quantidade de notificações expedida por agentes daquele orgão dando prazo de dois dias para apresentar documentos ambientais que levam anos para serem conseguido neste estado, depois entram em contato com esses notificados com ameaças de que se nao forem cumpridas a notificação seraão multados e pedem acordos, que tipo de acordo seria este, deveria todos que tem notificaçlão desse agente que tem nome de um ex presidente da nossa república, se calarmos estamos consentindo que esses corruptos continuem a nos intimidar BASTA.

  • José Marcondes (Muvuca) | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Está muito claro que toda a orquestração da Ministra Marina da Silva é no sentido de retomar a gestão ambiental do estado.

    Faz-se a operação: diminui-se o dematamento, aí eles vão embora e o INPE vai e divulga que o desmatamento voltou a aumentar. Declara-se a incompetência do Estado e toma-lhe suas atribuições. Pronto! Está concluída a estratégia da Ministra, que sonhava mandar na Amazônia.

    Todo o interior sabe dos maus "costumes" cometidos pelo arrogante órgão federal quando aqui apitava.

    Ao invés de devolver, o governador deveria "demover" o Ibama daqui, expulsá-los, baixar um decreto proibindo a atuação do órgão aqui, e restabelecer a autonomia do estado, propugnada no pacto federativo.

  • ANDREIA TURRA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SR. governador, o que o Sr precisa fazer é colocar os funcionários pra trabalhar, não adianta ter 100 funcionários se tds eles estão aqui dentro da Sema, o nortão precisa de gente atuando lá, no foco do desmatamento, e precisa tb de funcionários que não se corrompam, Sinop em especial precisa de politica educativa e não repreensiva como pude ver pela televisão, é uma falta de respeito com os trabalhadores honestos, que pagam seus impostos, que colaboram com a sociedade,precisa estudar uma forma de ser feito o reflorestamento, e se isso não for cumprido tomar atitudes drasticas, não de força mas sim de incentivos.Polícia Federal e Ibama quiseram mostrar serviço de maneira errada, o Ibama principalmente por ser um órgão cheio de corrupção, põe o povo da qui pra trabalhar, ou será que pra lá ninguém quer ir,o nortão tambem precisa sobreviver.Acorda gente.

  • Débora | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ah da um tempo bando de madeireiros. Vocês querem destruir cada árvore que ainda está em pé até chegar a um ponto e perceber que NÃO SE COME DINHEIRO.
    È isso aí Polícia Federal, vamos prender e fechar empresas que desrespeitam o meio ambiente. Vamos acabar com essa farra no Nortão.

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