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Segunda-Feira, 26 de Outubro de 2009, 07h:07 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

PALÁCIO PAIAGUÁS

Governos pós-divisão incham máquina e ignoram reforma

  Entra e sai governo e as problemáticas de um Estado inchado, burocrático e lento continuam, enquanto o setor privado está a anos-luz dessa discussão. Uma das promessas do governo Blairo Maggi, empossado em janeiro de 2003, seria promover uma ampla reforma administrativa. Essa proposta praticamente foi arquivada. A estrutura do primeiro escalão, por exemplo, acabou se ampliando para 23 secretarias. O governo argumenta que teve de engavetar o projeto sobre reforma por causa do aumento da demanda diante de um Estado que detém orçamento na casa dos R$ 8 bilhões anuais e com quase 100 mil servidores públicos.

 Fernando Ordakowski
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Governadores pós-divisão Frederico Campos, Júlio Campos, Carlos Bezerra, Jayme Campos, Dante e Maggi

   Os eleitores traçam comparativos dos governadores eleitos e/ou reeleitos pós-divisão (com exceção do biônico Frederico Campos), processo consolidado em 1979, com surgimento do vizinho Mato Grosso do Sul. As opiniões se dividem. Uns garantem que somente nas gestões Frederico (79/83), Jayme Campos (91/94) e Dante de Oliveira (1995/2002) foram desenvolvidos projetos de reforma. Frederico, por exemplo, criou espécie de lei orgânica regional, mas não conseguiu efetivar as mudanças.

   Por outro lado, há outros que acusam os governos dos irmãos Júlio e Jayme Campos de "implodirem" a máquina, com criação de órgãos e empresas como Cemat, Bemat, Sanemat, Cohab, Metamat, Cepromat, Iomat, Cormat e Codemat. Nem todas surgiram sob os Campos. As que foram extintas deixaram passivos àquelas que são mantidas até hoje. São por situações como essas, de administradores inconsequentes e que se sentiram à vontade devido à falta de regulação, que o Estado de Mato Grosso não possui mais capacidade de endividamento. Até nos anos 1990 não existia a Lei de Responsabilidade Fiscal, que veio a impor limites sobre as gastanças.

   Nesta época de pré-campanha, os eleitores começam a entrar na discussão sobre quem fora o melhor gestor, traçam perfil dos virtuais candidatos a governador em 2010 e já partem para a bolsa de apostas. De um lado, se vê um Blairo Maggi oriundo da iniciativa privada que priorizou projetos de infraestrutura, com avanço na construção de rodovias e casas populares, mas bate-cabeça em outros setores, como no social, saúde e meio ambiente.

   Dante passou os oito anos com discurso na redução do tamanho da máquina, demitiu quase 10 mil servidores e construiu meia dúzia de casas populares. Agora, Maggi abriu 10 mil vagas para serem preenchidas por meio de concurso público cujas provas serão aplicadas no próximo mês. Os populistas Carlos Bezerra e Jayme Campos "pintam" seus governos como "os melhores da história de Mato Grosso" e, com esse discurso, sonham em voltar ao Palácio Paiaguás, nem que sejam como coadjuvantes.

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Comentários (9)

  • clementino nogueira de sousa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Antes de problematizarmos a política de subjetivação de cada governo é preciso trabalharmos algumas questões: 1) Em que medida avançamos na educação ,na saúde,na segurança? Quais reformas foram fundamentais para o Estado?Como que cada governo instituiu o seu regime de verdade?Houve mudança nas práticas políticas nesses 30 anos?Qua foi a prática discursiva e não discursiva entre público e o privado de cada governo?Em que medida a imprensa (jornais,televisões ,blogs )foram independentes do Estado nesses 30 anos? Para responder tais questões é preciso pesquisar em cada mensagem como que cada governo constituiu discursivamente a sua arte de governar.

  • Roberto Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É uma pena perder a oportunidade de mudar o conceito de administração publica. O inchço do Estado leva a necessidade de aumentar a arrecadação, com isto, sacrifica-se a população e as empresas para manter um Estado ineficiente com prestação de serviços precários. Exemplo disso é o nivel da Segurança Publica, Educação e Saude.
    Todos sabem que o problema do Estado é a manutençao de muitos servidores que fingem trabalhar, é acomodar os pedidos de politicos que vendem apoio ao governo, e os governantes ñão conseguem quebrar essa cultura. O Povo precisa se indignar e rediscutir o Estado ideal, aquele possivel de pagar e compativel com a qualidade esperada nos serviços prestados.
    Não é possivel continuar pagando tudo para não ter nada.

  • joao manoel | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esses governos de Antes, e ate Jaime campos eram todos uma bagunça...não tinha ministério publico para fiscalizar e bate duro como hoje....pq que vcs acham que todos ex-governadores são milionarios?????De agora p frente temos que colocar pessoas novas chega de Bezerra, Jaime todos demagogos...

  • Rodemilson Barros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Infelizmente servidores que foram sacrificados pelo Governador Dante de Oliveira, perderam seu direitos trabalhistas, pessoas que tinham mais de 20 anos servindo o estado foram demetidos sem nem uma explicação e não se resolveu nada. Concordo que máquina esta inchada mais temos que ver que o nosso estado ficou imenso. Mas ném por isso os servidores do estado efetivos devem fazer corpo mole no seu trabalho, tem que melhorar o atendimento ao público a final são eles que pagam os seus salários.

  • Marcelo Ribeiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    São 06 governadores eleitos e  mais 08 vices(computado o Silval) aposentados com salário de governador.
    O povo sabe disso? Aguentamos isso? Fui...

  • ÁLVARO JOSÉ ORMOND | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Qto. ao inchaço, lembro que como 1dos 15 membro MDB, numa reunião com MAGGI na campanha de 2002 ele disse que os Estado tinha 3500 cargos de confiança, e que no seu governo, trabalharia com 1200, e vimos que ao invés de diminuir ele aumentou a estrutura para gararntir a governabilidade e dar emprego aos apadrinhados de seus conmparssas. No ser. púb. é assim, tem servidor que trabalho por 2 ou 3 outros ganham por 10 e não produz por 1, isso é Brasil! Quem paga as contas é o povo, que é apenas um detalhe.

  • INHANA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PARABENS PELA MATERIA!

    Todos sabememos que tinhamos tudo para ser o melhor estado do Brasil, mas precisou vir alguém não um matogrossense ganancioso para dar um pouco de dignidade para o povo matogrossense porque os filhos da terra só pensaram e amelhar o patrimonio publico e transferindo a riqueza gerada pelo estado para os proprios bolsos achavam que os cofres publicos eram a lâmpada de aladim pluft pluft e o dinheiro aparecida como por encanto nas minas de ali baba então companheiros abram o olho o povo estam até com a lingua seca e só olharem os balanço antes da divisão e pos divisão até o inicio deste governo para saber quem mais triplicou da divida do estado. Os servidores trabalham e muito e sempre foram desvalorizados pelo coroneis ficamos mais de 9 anos sem recomposição salarial nos idos de 80 um servidor publico ganhava inicial 5 salarios minimos qdo bl entrou ganhavam menos de 2 e ainda querem retornar !.........hoje depois de quase 30 ainda não chegamos nem a 7 que seria o minimo que um pai de familia e capacitado precisaria ganhar para se ter dignidade

  • J.luiz Gattas Monteiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pela maneira que voces publicam certas materias, dão-nos entender que o RDNews surgiu apenas para destilar odio contra os ex-Governadores Julio e Jaime Campos,do DEM de Várzea Grande.Esses orgaõs que voces citam nesta materia comos se fosse criadas na adminstração dos CAMPOS já existiam em MT antes até deles entrarem na politica.Por exemplo,a CEMAT foi criada no Governo Ponce de Arruda,em 1956 (julio tinha apenas 9 anos,e jaime 4 anos de idade)e voces culpam eles. A Cohab,foi implantada em 1971 no Governo Fragelli,fruto da criação do BNH em Brasilia,os irmãos Campos siquer haviam ingressado na vida pública. Ora bolas, deixe de destilar odio gratuito. O unico orgão criado no Gov.JULIO foi a FUNDEPAN(Fundação de Defesa do Pantanal),presidida pelo eng Gabriel Múller,para cuidar do meio ambiente pántaneiro. Jaime fez a primeira reforma admistrativa de MT,com técnicos vindos do Ceará,após o lamentavel Governo do Bezerra.Foi ele que extinguiu a Casemat,a Codeagri,e preparou a privatização da Cemat e Bemat(que lamentavelmente envez de ser privatizado pelo DANTE,foi extinto causando grandes prejuizo ao Estado de Mt. Por favor seja justo pelo menos desta vez seo Romilson.

  • carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Veja bem, para aprovar qualquer coisa na vida privada é só um OK do chefe e acabou, na vida publica não.. precisa passar por um monte de processos ser aprovado por muitas pessoas.. nós temos sorte que está saindo muitas obras, pq o tramite disso é muito enroladas..

    não é culpa de ninguém é o sistema que funciona assim.

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