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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008, 00h:08 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

SEGURANÇA PÚBLICA

Grupo de extermínio age na região do Araguaia

  O Araguaia vive sob tensão após a notícia, inclusive em manchetes nos principais jornais de Goiânia, de que um grupo de extermínio estaria agindo em Aragarças, vizinha de Barra do Garças. O depoimento de um sobrevivente de uma chacina, afirmando que reconheceu um sargento da PM como autor dos disparos, resultou na prisão de 5 militares, sendo eles tenente Camilo, aspirante Gustavo, sargento Celso e os soldados Diniz e Fernando.

   Na quarta (13), a promotora de Justiça, Vânia Marçal, pediu a prisão do sargento Celso e determinou busca e apreensão na casa de outros militares. No dia seguinte, a lista de detidos aumentou com a inclusão dos outros citados e no mesmo dia os acusados foram transferidos para Goiânia. O juiz Cristian Assis não concedeu entrevista, mas confirmou que há indícios contra os militares principalmente com relação ao último crime onde foram mortos Rosivaldo e João Paulo. A testemunha, que estava sendo protegida pela polícia de Barra do Garças, também estava no bar e foi baleada na coxa e disse que reconheceu o sargento Celso durante a chacina.

   A delegada Azuen Albarello, que iniciou as investigações, passou o caso para o delegado regional Cleiton da Silva, de Iporá e para a divisão especial da Civil de Goiânia. A prisão dos militares contou com agentes especiais e apoio da Policia Federal de Barra do Garças. Aragarças vinha sendo palco de uma série de crimes em sequencia. Seis jovens foram executados no ano passado e 3 neste início de 2008 e um décimo assassinato em Barra do Garças, também atribuído ao mesmo grupo.

   "Não podemos afirmar que se os militares estão envolvidos, mas vamos investigar e por isso eles foram presos" frisou Cleiton. Chama atenção que a testemunha baleada, quando estava no Pronto Socorro, chegou a ser ameaçada por militares de Aragarças, fato que chamou atenção do coronel Barbosa e confirmou com a prisão dos acusados. O juiz Cristian Assis disse que dificilmente o major Henrique permanecerá na cidade e acredita que pelo menos a transferência dos militares deverá ocorrer. (Ronaldo Couto, de Barra do Garças)

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