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Sexta-Feira, 23 de Novembro de 2007, 13h:53 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

Perfil

Henry foi vice-prefeito e quase chegou a ministro

   O médico-anestesista e deputado cassado Pedro Henry (PP), 50, conseguiu salvar o mandato em meio à acusação de envolvimento no mensalão, escândalo que quase derrubou o governo do presidente Lula em 2005. Enfrentou até CPI e foi absolvido pelo plenário da Câmara. Agora, perde o mandato, a partir de uma representação do MPE junto ao TRE. Foi acusado de comprar votos em Cuiabá em sua campanha à reeleição no ano passado.

   Henry está no terceiro mandato e vai enfrentar uma batalha jurídica no TSE para reaver a cadeira, a ser ocupada pelo suplente Chico Daltro. Ele iniciou sua carreira na vida pública como vice-prefeito de Cáceres, pelo PPS, em 1992. Depois foi diretor-administrativo da Sanemat. Depois, elegeu-se deputado federal pelo PDT, em 1996. Em 1998, foi eleito novamente pela Câmara, desta vez pelo PSDB. Seu terceiro mandato veio em 2002, pelo PPB (atual PP), quando teve 120.840 votos, até então o mais votado da história da bancada federal mato-grossense. No ano passado, mesmo enfrentando uma série de denúncias, se reelegeu com 73.312.  Também foi filiado ao PTB, de 1989 a 1991, mas não exerceu mandatos eletivos pelo partido.

     Henry foi acusado pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de ser um dos responsáveis pela distribuição do mensalão no PP e de oferecer compensações financeiras para que deputados trocassem de partido. O relator do processo contra Henry no Conselho de Ética, Orlando Fantazzini (PSOL-SP), pediu a cassação. O relatório, no entanto, foi rejeitado, por nove votos a cinco, pelos membros do Conselho. A rejeição do primeiro relatório obrigou o Conselho a designar novo relator, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que elaborou um novo parecer pedindo a absolvição.

   Irmão do prefeito cacerense, Ricardo Henry, Pedro Henry foi denunciado em todos os escândalos recentes no Congresso Nacional. É um dos 40 mensaleiros que respondem a processo no Supremo Tribunal Federal até por formação de quadrilha. O mato-grossense chegou a assumir a liderança da bancada do PP na Câmara. Tinha trânsito livre no Palácio do Planalto e foi até convidado pelo presidente Lula para assumir o Ministério. Divergências internas e briga com o então presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, impediram-no de virar ministro. Agora, sem mandato, perde força política.

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Comentários (6)

  • paulo ferreira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ate que emfim. parabems tre de mt, vamos moralizar a imoralidade.

  • joao arruda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns ao Romilson pelo site, apenas uma correção, em 1996 não tivemos eleições gerais, foi em 1994 que PH chegou a suplencia de deputado federal pelo PDT, numa aliança com PSDB e PT, em 1996, Roberto França ganhou a prefeitura de Cuiabá e Henry assumiu sua vaga. Entre 1995 a 1996 PH ocupou o cargo de presidente da Sanemat. Sendo eleito deputado em 1998, 2002 e 2006. Antes em 1996 disputou e perdeu a prefeitura de Cáceres.

  • Antônio Fernandes do Amaral | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Apesar de ainda não acreditar que realmente Pedro Henry vai perder o mandato, já que pode recorrer ao TSEe ao STF, quero parabenizar o TRE de MT pela corajosa e audaciosa decisão.
    Com decisões assim, passo a acreditar nesta Justiça Eleitoral e também que o voto do cidadão honesto passa a ter valor democratico!
    Quem sabe nas proximas eleições os cidadãos de bem possam ver sua vontade respeitada, pois os compradores de votos não poderão mais agir!
    Viva a JUSTIÇA, Viva a DEMOCRACIA!!

  • marcos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    esta de parabens o TRE MT e o blog do romilson de mostrar a foto 05 aonde aparece os dois sanguessuga e FORA MESMO PH volta pra tomar conta da sua fortuna construida em tao pouco tempo o DINHEIRO DO PEDRO E FEMEA E DO RESTANTE DO POVO MATO GROSSENSE E MACHO

  • Ademar Adams | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tem razão o cometarista João Arruda, em parte porém. Quando em 1994 PH ficou suplente do PDT, o titular era Antônio Joaquim. Quando o Dante traiu Brizola e passou a apoiar FHC, precisou tirar A. Joaquim da Câmara, pois, este atuava como autêntico pedetista, fazendo oposição.
    Então Dante deu ao hoje conselheiro do TCE, uma Secretaria de Estado, dessas sem pasta, só para compor.
    Assim, o traíra PH assumiu o mandato federal e logo depois, trânsfuga e traidor dos seus eleitores, virou tucano

  • Placido Ferreira dos Santos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O problema é o conjunto da classe política e as regras que essa turma estabeleceu ao longo dos anos, transformando a corrupção e a compra de votos em um "costume". Se não vejamos, em sã consciência, o que muda com a saída de pedro henry e a nomeação do senhor chico daltro como deputado federal? absolutamente nada, primeiro porquê quem elegeu o próprio chico foi pedro henry, e todos sabem disso, inclusive os juizes do TRE, e então, o que pode garantir que a forma de eleger do senhor daltro foi diferente do seu "padrinho" pedro henry? segundo, não é segredo para ninguém que sabe só um pouquinho de política deste Estado que o senhor daltro sempre foi um "avião", sempre pulou de partido em partido conforme muda o governo do palácio paiaguás, ou seja, é um político sem ideologia, que usa das mesmas "artimanhas" dos seus companheiros do PP e pior, usa de estratégia de velhos politicos de usar o poder para proteger apaniguados, muitos deles vivem na sombra do poder. MORAL DA HISTÓRIA: POVO MATOGROSSENSE, SEM PEDRO E COM CHICO, É TUDO A MESMA COISA, OU SEJA, VAMOS TOMAR JUIZO EM ELEGER REPRESENTANTES SÉRIOS E ÉTICOS PARA REPRESENTAR O NOSSO ESTADO EM BRASILIA.

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