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Terça-Feira, 21 de Agosto de 2007, 08h:35 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

VARIEDADES

Hino de MT tem novo ritmo, mas letra só cita MS

    Criado em 1919, o hino de Mato Grosso inova na melodia, mas mantém a mesma letra que faz referência a duas cidades de Mato Grosso do Sul, Estado desmembrado em 1979, e não cita nenhum município do MT pós-divisão. São sete minutos de filme. O musical produzido pelo Sebrae/MT mostra belas imagens da região. O fundo musical ganha modernidade com incremento de misturas de ritmos. O que acaba por deixar passar desapercebido é a referência que faz às cidades de Corumbá e Dourados, com largas diferenças culturais unidas a Mato Grosso apenas pela referência histórica. 

    A melodia registra uma nova forma com a participação do maestro Emilio Heine. Os recursos do aúdio-visual veio para abrilhantar e chamar ainda mais a atenção. O vídeoclipe foi produzido com tecnologia de cinema e apresenta belezas naturais como o Mirante, em Chapada dos Guimarães, dança típica, patrimônios históricos e outros símbolos. A economia também ganha destaque. São imagens da pecuária, agricultura, turismo e indústria. 

     Lançado na abertura da Feira do Empreendedor no último dia 15, o vídeo tem o objetivo de despertar um novo interesse pelo símbolo maior do Estado. A produção levou quatro meses para ser concluída e contou com a participação de 270 profissionais, entre músicos, cantores, técnicos de criação, produção, gravação e direção de vídeo, em sua maioria mato-grossenses. Todos trabalharam para não deturpar a melodia e, sim, deixá-la atrativa. A letra foi escrita por dom Francisco de Aquino Correa, criador e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. O poeta e escritor foi eleito governador aos 32 anos. Criou a "Canção Mato-grossense" reconhecida em 1983 como Hino Oficial de Mato Grosso.

    Na nova versão, surgem 50 instrumentos diferentes, compondo música erudita, pop rock, rasqueado e hip hop. Não poderia faltar a já clássica viola de cocho. Na paisagem, a Velha Guarda do Rasqueado de Raiz - os saxofonistas China e Bolinha e o conjunto 5 Morenos. Um trecho do hino foi inserido na melodia Patati Patatá, do mestre Albertino, pai de Bolinha. Outra participação considerada especial é a da tribo indígena da etnia Nhambikwara, juntamente com o pesquisador dos ritmos mato-grossenses, percussionista Sandro Souza. Ele toca a bruaca, um instrumento típico do Pantanal.

    A aldeia Waklitsu localizada no município de Sapezal, faz parte do cenário. Também participa a orquestra de Flautas do Instituto Flauta Mágica com o maestro Gilberto Mendes. Além dos músicos tocadores de viola de cocho Bruno, Carol e Estela. O toque de Hip Hop ficou por conta do Grupo Linha Dura e DJ Taba, da Central Única das Favelas (CUFA-MT), a cantora Vera Capilé, o Grupo Vanguart, umas das melhores revelações musicais do país e o grupo vocal masculino Alma de Gato que abre com seis vozes, o hino tradicionalmente cantado em uma só voz. (Simone Alves - RDNews)

Confira no vídeo o novo ritmo do Hino de MT,
preparado pelo Sebrae especialmente para o RDNews.

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Comentários (8)

  • DE SOUZA JONAS | Domingo, 28 de Abril de 2019, 11h39
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    O Hino de Mato Grosso tem uma linda melodia, de certa forma com as primeiras notas com tempos parecidos com os do Hino Nacional. A letra é do grande Dom Aquino, com linguagem própria da época de um parnasianismo que chegou atrasadamente ao estado. E em razão de ser uma letra LONNNGAAAA, não chama a atenção do cidadão mais jovem.

  • Edilberto Avelino dos santos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sou professor de história,estou tentando de forma simples e primária interpretar o hino de Mato Grosso,que sem sombra de dúvida é um hino interessante, para nós que não entendemos de música é um pouco díficil acompanhar.Sinto - me feliz de ter acesso a algo desta natureza que busca em um novo cenário envolver a diversidade cultural.
    Quando Dom Aquino no contexto de sua época enaltece os bandeirantes(alguns deles foram matadores de índios) e inocentemente na mentalidade de sua época chama de FEROZ o Paiaguás.Penso no contexto da época qual era a mentalidade de D. Aquino a respeito dos povos indígenas?.

  • Toninho de Souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O hino de Mato Grosso por sí só já é lindo, mas ficou maravilhoso com o novo arranjo musical. O video ficou show de bola.Trabalho perfeito, principalmente da edição de imagens. Parabéns a toda equipe que participou das filmagens e aos artistas que também deram um show de interpretação. Nota mil.

  • FRANCISCO CAMPOS | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns, Fabrício, Abel Santos, Vera Capilé e outros chega arrepiar, nós Matogrossenses sentimos emocionados e viajamos embalados no tempo de outrora, pela bela roupagem musical que vocês fizeram. Ficou magnífico e deslumbrante.

  • Francisco Monteiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não tive a oportunidade de ver o trabalho dos nossos artistas, porem conheço as suas qualidades artísticas e o quanto os mesmos já contribuiram com a cultura mato-grossense. Quanto citar as cidades de Corumbá e Dourados, não diz respeito as suas situações geográfica, mas sim onde os "cuiabanos" ajudaram a escrever a história do Brasil, marcando com os seus sangue a divisa da grande Nação brasileira. O hino se refere aos feitos históricos,tanto do General Antonio Maria Coleho, que partindo de Cuiabá retomou a cidade de Corumbá que se encontrava sob o domínio paraguaio, bem como do Tenente Antonio João Ribeiro, filho de Poconé, que resistiu até a morte a consentir a invasão do solo pátrio, tendo deixado registrado a célebre frase: "Sei que morro, mas o meu sangue e o dos meus companheiros servirão de solene protesto contra a invasão do solo da minha Pátria". São estes os motivos que me levam a defender ardorosamente a manutenção do nosso hino como ele foi escrito, pois tem a cara do povo mato-grossense.

  • Ademar Adams | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O comentarista Chico Monteiro fez bem em ensinar que as referências a Dourados e Corumbá no hino de Mato Grosso, são homenagem as episódios da Guerra do Paraguai.
    O hino é maravilhoso, e não deve ser mudado em nada. Acho válido quando fazem uma nova versão, mas o que é oficial permanece.
    Não conheço os hinos da maioris dos estados, mas dos que conheço, nenhum chega perto do hino mato-grossense.

  • Patricia Almeida | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    vale a pena apostar no áudio-visual da galera de MT. è assistir o vídeo pra ver que o pessoal tem potencial.

  • BÊ | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tá vendo como a parceria traz bons resultados. Muito bom. É acreditar pessoal e fazer. Vamos investir mais em projetos como esse

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