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Sábado, 05 de Maio de 2007, 21h:07 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

JUDICIÁRIO

Indiciamento de Malta traz preocupação a Serys

  O indiciamento do senador Magno Malta (PR-ES) pela Polícia Federal por suposto envolvimento com a máfia das sanguessugas não representa um bom sinal para a senadora mato-grossense Serys Marly (PT). A exemplo de Malta, a parlamentar petista foi investigada e inocentada por unanimidade pelo Conselho de Ética do Senado por falta de provas. Mesmo assim, a PF indiciou Malta por suposta formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Serys foi absolvida no julgamento político. Resta saber se ela enfrentará agora complicações no campo jurídico.

   O esquema liderado por Darci e Luiz Trevisan Vedoin, pai e filho, donos da Planam, que funcionava em Cuiabá, consistia em destinar recursos de emendas parlamentares junto ao orçamento da União para compra superfaturada de ambulâncias. Já foram indiciados 33 ex-parlamentares por envolvimento na chamada máfia das sanguessugas. O escândalo estourou há um ano.

   Além dos congressistas, a PF abriu inquéritos para investigar a eventual participação de 26 prefeitos com a quadrilha. As investigações são presididas pelo delegado Diógenes Curado. A previsão é conclui-los no próximo mês.
O senador Magno Malta (PR-ES) e os deputados federais Benedito de Lira (PP-AL), Eduardo Gomes (PSDB-GO), João Magalhães (PMDB-MG), Marcondes Gadelha (PSB-PB), Nélio Dias (PP-RN), Ribamar Alves (PSB-MA), Wellington Fagundes (PR-MT) e Wellington Roberto (PR-PB) são investigados sobretudo por formação de quadrilha e corrupção passiva, mas em alguns casos também por lavagem de dinheiro.

   Os dois casos

   Sobre Malta, ouvido na quinta (3) na sede da PF em Brasília, de onde saiu indiciado, pesa a acusação feita pela família Vedoin de que teria dado a ele um automóvel Fiat Ducato como propina para a apresentação de emendas, no valor de R$ 1 milhão.

   Quanto à Serys, que acabou tendo sua campanha a governadora prejudicada no ano passado devido ao envolvimento do seu nome na máfia dos sanguessugas, a acusação feita por Luiz Vedoin era de que pagara R$ 35 mil de propina ao genro da senadora, Paulo Ribeiro, na expectativa de destinação de emendas. Serys não só negou envolvimento no esquema como, ao final do processo no Senado, ingressou com ação na Justiça contra Vedoin.

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Comentários (1)

  • voz do povo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A família Vedoin foi vítima de extorsão por parte desses parlamentares. Sua parte era a venda das ambulancias e a Planan cumpriu a entregas dos bens. Como não tem imunidade parlamentar, agora são os culpados mais fáceis de apresentar à sociedade. O direito a ampla defesa se manifestará de forma quase sigilosa, no ambito policial/judicial e o povo matogrossense e brasileiro jamais saberá o desfecho. A senadora e os deputados sempre negaram veementemente e com muita agressividade, o que reforça o pressuposto de seus envolvimentos. Somos temerosos, inclusive os profissionais da notícia são temerosos, pois a cúpula é quem tem o poder, nomeia quem prende, quem investiga, e talvez até quem julgue. Se não dançar conforme a música, dançou!

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