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Quinta-Feira, 03 de Abril de 2008, 20h:33 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

VARIEDADES

Índios invadem o Paiaguás e tiro provoca tensão


Os índios protestam e chegam a ser barrados por PMs no  Paiaguás 

  O Palácio Paiaguás viveu momentos de tensão e tumulto nesta quinta (3), quando foi invadido por cerca de 200 índios armados de tacape, arco e flecha, em busca de atendimento pelas autoridades. Os índios entraram pelo portão da Casa Militar, que estava aberto. No jardim central que dá acesso ao gabinete do goverrnador, encontraram um oficial e alguns policiais militares quem trabalham na segurança do Paiaguás.

   Protestando aos gritos, eles assustaram o corpo da guarda. Os policiais resistiram à entrada dos índios. A tensão aumentou e levou um oficial a sacar um revólver e disparar um tiro de alerta em pleno jardim do Palácio Paiaguás a poucos metros do gabinete do governador Blairo Maggi, que almoçava tranquilamente com o deputado Juarez Costa (PMDB). Com o tiro, a ação policial espalhou e derrubou muitos índios que, sabidamente, passaram a gritar "somos protegidos por lei federal". Eles são resguardados pela Constituição Federal, que os considera inimputáveis, portanto, não podem ser presos e são de responsabilidade da União.

    Eles buscavam no governo Maggi apoio para reabrir em Cuiabá o escritório de representação da Funai em Mato Grosso que foi transferido para Juína. Querem manter os dois escritórios.

     Duas horas depois o governador descobriu que eles não protestavam contra a administração estadual. Só queriam apoio. Aí ficou mais fácil serem recebidos por Maggi. Uma comissão de 16 índios e caciques foi recebida no gabiete pelo chefe do Poder Executivo e, mais tarde, pelo secretário de Justiça e Segurança Pública, delegado federal licenciado Diógenes Curado.  Aliás, Curado esteve no palácio no início da balbúrdia, mas preferiu sair de fininho, antes de subir as ascadas de acesso ao gabinete do governador. Só retornou mais horas depois.

   A pedido da comissão, Maggi e Curado falaram com o presidente da Funai, Márcio Meira, que se comprometeu a estar em Cuiabá para resolver o impasse. Maggi, que não é cacique e nem tem pajé para fazer previsões futuras, acabou se dando bem, tanto que depois de saírem do gabinete, os índios dançaram e festejaram no jardim, onde inicialmente pareceria território inimigo.


Após tensão, Maggi atua como interlocutor e é cumprimentado
Foto: Ednilson Aguiar

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Comentários (4)

  • CARLOS ROBERTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    AINDA BEM QUE NÓSSOS INDIOS NÃO SÃO MAIS TÃO CARAS-PÁLIDAS COMO ANTIGAMENTE, SE NÃO O SR JUAREZ COSTA, COM CERTEZA, IRIA VIRAR UM DEPUTADO NO ROLETE, E O SR ROBERTO DORNNER TERIA O CAMINHO LIVRE PARA SER PREFEITO DE SINÓP,,HE HE.,,

  • rafael | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SE ÍNDIO É INIMPUTÁVEL E PROTEGIDO POR LEI FEDERAL, MAS PODE VOTAR? COM A PALAVRA SEU MAGGI!

  • Zé Timbó | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vocês observaram que o Brairo não ia atender os índios se fossem cobrar alguma coisa? Só foram atendidos porque falaram que iam pedir apoio! Esse Brairo está do lado do povo? Aposto que se fosse um bando de agricultores individados o Brairo os receberia se titubear, pois são farinha do mesmo saco, são gente que só pensa em lucro, só pensa neles. Fora Brairo e Turma da Botina.
    Brairo e Turma da Botina, vocês sabem trabalhar, mas apenas em suas lavouras e para obterem lucro, governar é coisa séria, governar é abdicar dos interesses próprios em nome dos interesses da coletividade.

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A assessoria do governador está falhando. Há mais de uma semana que os índios querem falar com o governador para tratar desse assunto (a sede da FUNAI em Juína) e são barrados. Oras, cadê o grupo de inteligência para fazer o levantamento disso tudo? Acho que o tumulto não precisaria chegar ao Palácio porque dar tiro para o alto poderia não funcionar e, depois, o que os caras estão querendo está correto mesmo (a única coisa que o governador poderia fazer foi o que fez, coisa simples e possível). Agora, francamente, o que Mato Grosso não precisa agora é ter gente ferida ou morta ao lado do Palácio Paiaguás.

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