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Sexta-Feira, 24 de Julho de 2009, 11h:11 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

REPERCUSSÃO

Inquérito revela ameaças a testemunhas de fraudes na Câmara

   O inquérito da Delegacia Fazendária que descobriu fraudes em licitações na Câmara de Vereadores de Cuiabá mostra que o grupo supostamente comandado pelo ex-presidente da Casa, Lutero Ponce (PMDB), atuou até o mês passado, poucos dias antes de deflagrada a operação Crepúsculo. Isso se deu principalmente através da coação de testemunhas e tentativa de manipulação de depoimentos.

   A atuação recente do grupo é apontada em pelo menos um depoimento, o do empresário Clailton Rocha Soares. Ele afirmou aos delegados ter sido procurado no dia 1 de junho por Hélio Hudson Ramos, apontado como o advogado responsável por articular empresas que participaram de licitações fraudadas na Câmara nos anos de 2007 e 2008.

   De acordo com o depoimento, Hélio lhe procurou no mês passado para entregar uma pasta contendo a documentação de uma empresa que foi aberta em seu nome. "A pasta continha documentos da C. R. Soares que foi criada para serviços de fotocópias que ele (Hélio) admitiu que nem foram prestados", relata.

   Segundo o empresário, Hélio lhe procurou para entregar a documentação e, ao saber que o Clailton havia sido convidado a depor da Delegacia Fazendária, pediu que informasse que tinha vencido uma licitação no valor de R$ 75,3 mil em 2008.

   O empresário relatou ainda que, desde o contato, passou a sofrer ameaças de desconhecidos, que lhe abordavam pelas ruas e pediam para assegurar perante os delegados fazendários que o serviço de fotocópia foi integralmente prestado à Câmara no ano passado. As revelações fazem parte do inquérito encaminhado à Justiça no último dia 17 e que A Gazeta teve acesso com exclusividade.

   O inquérito é parte da operação Crepúsculo, deflagrada pela Delegacia Fazendária no dia 29 passado, quando foram efetuados mandados de prisão, busca e apreensão. As investigações levaram ao indiciamento de 19 pessoas, incluindo o ex-presidente Lutero Ponce (PMDB), já que o grupo teria fraudado licitações que movimentaram R$ 7,5 milhões nos anos de 2007 e 2008. As fraudes foram detectadas depois que o atual presidente, Deucimar Silva (PP), apontou um rombo de R$ 3 milhões somente nas contas de 2008 e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou as contas de 2007 em votação polêmica.

   Revelações - Conforme A Gazeta revelou ontem, o inquérito mostra ainda que Lutero sonegou ao menos R$ 511 mil em impostos federais, nomeou servidores sem o consentimento deles para fraudar processos licitatórios e teria até pago parte da campanha com dinheiro público.

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