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Sexta-Feira, 30 de Maio de 2008, 00h:58 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

MEIO AMBIENTE

Insegurança jurídica é entrave, admite Daldegan

  O secretário de Estado de Meio Ambiente, Luis Henrique Daldegan, disse, em entrevista ao RDNews, que o grande entrave na gestão ambiental em Mato Grosso está na insegurança jurídica e documental, que "trava" principalmente as propriedades rurais. Explica que, às vezes, o proprietário ingressa com pedido de Licença Ambiental Única (LAU) e surgem questionamentos sobre desmate feito há algum tempo. Aí, é necessário toda uma checagem, inclusive em áreas consolidadas. "O importante não é o tempo para análise de um processo, mas o parecer seguro que atesta a qualidade do projeto no sentido de garantir sua sustentabilidade".

  Para Daldegan, os 781 servidores da Sema já coloca a secrestaria como a mais bem estrutura se comparado aos demais Estados da Amazônia Legal. Ele contrapõe os questionamentos de que MT é considerado o líder em desmate. Assegura que o Estado é o único que faz "fiscalização rigorosa" a partir dos indícios de irregularidades apontadas pela Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). "Nós temos mais estrutura e somos o único Estado que buscar fiscalizar de forma adequada e repreensiva. Temos gestão, tanto que há resultados, principalmente nas autorizações para exploração florestal com saldo em metros cúbicos".

   Daldegan acompanha nesta sexta, em Belém (PA), o governador Blairo Maggi na reunião do Plano da Amazônia. O presidente Lula e os ministros Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) e Carlos Minc (Meio Ambiente) também participam do debate sobre zoneamento da região e o combate ao desmatamento.

  O secretário admite que há falhas, mas aponta avanços no setor. "Quando começa a mexer a ferida para resolver o problema dói, mas depois, passando remédio, sara. O que estamos fazendo é buscar melhorias". Diz que a Sema faz trabalho de fiscalização de ilícitos ambientais, licenciamentos de empreendimentos em propriedades rurais e tem implementado política de recursos hídricos, já que busca avaliar a qualidade de projetos, como de irrigação, e monitora a água dos principais rios.

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Comentários (7)

  • silvia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eh!, mas o problema está no caracter de certo funcionarios, que so estão lá para favorecer as falcatruas.

  • LUIZINHO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Enquanto o Governo do Estado, através da SEMA estiver somente discutindo problemas, não resolverão a questão ambiental mato-grossense. Aliás, ninguém conseguirá resolver, haja vista a complexidade que é, mas precisa haver vontade política e medidas eficientes ou capazes de inibir essa voracidade dos madeireiros clandestinos. É um absurdo o que vem acontecendo. Prende um, prende mil e cada dia aumenta o número de ocorrencias. A PF vai prender todas as pessoas ligadas ao setor madeireiro, mas os Governos Fedral, Estadual e Municipal não contratam fiscais, não dispõe de estrutura capaz de inibir os ilegais e falam demais, sem nenhuma solução plausível. ABSUUUURDO!!!!

  • Durval Carneiro Gomes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pobre Daldegan....peça exoneração do cargo, seria mais digno de sua parte.

  • Milton Ribeiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Realmente, agora estou convencido de que falta é competência!
    Sei que é deselegante, uma afirmação desta, mas...por favor Daldegan, admitir?....creio que o pedido de demissão é a coisa mais digna que o Sr. pode fazer!

  • edson nogueira novaes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Está explicado porque a politica ambiental do estado de mato grosso é uma lástima que dá dó. também pudera, coloca amadores. O que intriga é que embora esteja comprovada a incompetência dos atuais gestores da sema, o governador não muda, dando a entender que existem outros intere$$es em jogo.

  • Marieta Etico | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Certamente o que falta é respeito pelo contribuinte que paga quase mil funcionários, fora os extras, para se ter um resultado pífio, onde os comandantes são os proprios autores dos prejuizos causados para o nosso Planeta.
    Achar isto ou aquilo não resolve, o mundo anseia por decisões acertadas, e não por decisão de aprendiz de feiticeiro, mas sim do proprio, então seo maji, o seu comentário.

  • Josué | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PEDE PRA SAIR. PEDE PRA SAIR

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