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Domingo, 05 de Abril de 2009, 14h:46 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

MUDANÇA

Ipea diz ser inviável criar novos Estados; 3 em MT

 O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta um estudo que detecta a inviabilidade, na prática, das propostas pela criação de três novos Estados a partir da divisão territorial de Mato Grosso, que já teve território reduzido em 1979 para o surgimento de Mato Grosso do Sul. Os dados constam do estudo "Custos e Funcionamento das Unidades Federativas Brasileiras e suas Implicações sobre a criação de Novos Estados", feito por Rogério Boueri, pesquisador do Ipea. Estão em tramitação no Congresso Nacional propostas para criação dos estados do Aripuanã, Araguaia e do Mato Grosso do Norte. Segundo o Ipea, esses novos Estados teriam baixa densidade populacional. As propostas trazem imprecisões, o que devem levá-las para o arquivo. Há ainda um outro projeto em defesa da criação do Território do Pantanal.

   O Ipea aponta que o Estado de Aripuanã exclui os municípios de Colniza e Rondolândia, embora eles já existissem na época da proposta. No caso do Estado do Araguaia, o institituto avalia que a proposta não relaciona os municípios que ficariam situados no interior da nova unidade, como Nova Santa Helena, Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada, Novo Santo Antônio, Nova Nazaré e Santa Cruz do Xingu. Todos foram "esquecidos" no projeto original.

   Ao todo são 14 projetos pela criação de novas unidades da Federação. Se todos eles forem aprovados, o país ganharia 14 novos Estados e territórios federais, passando a ter 41 no total. O assunto foi destaque na edição de O Globo deste domingo - confira aqui.

  Segundo as propostas, o Estado do Amazonas seria "fatiada" em 4 para surgir os Estados de Juruá, Madeira e Rio Negro, Solimões e Uirapuru. Em São Paulo seriam instituídos os Estados de São Paulo do Leste e São Paulo do Sul. Na Bahia surgiria o Estado Rio São Francisco. Minas Gerais se subdividiria em Estado do Triângulo e Minas do Norte. Já no Pará seriam criados os Estados do Carajás, Tapajós e Xingu. O instituto aponta que anualmente são necessários R$ 832 milhões para manter cada Estado brasileiro. Desta forma, se todos os projetos fossem aprovados e o custo fosse o mesmo para os territórios federais, apenas em um ano o país gastaria R$ 11,6 bilhões na manutenção das novas unidades da Federação. (Patrícia Sanches)


Dados do Ipea apontam impactos com a criação de 14 novos Estados, incluindo 3 projetos envolvendo MT

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Comentários (2)

  • Dicão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Com a corrupção impregnada nos três poderes da república, com a incompetência absoluta dos órgãos de fiscalização e considerando esses apontamentos dos estudos do IPEA é notório que o Brasil não aguenta mais inchar essa estrutura política nefasta.

    O que precisamos na verdade é valorizar os poderes, passando principalmente pela redução desses representantes que nada representam. Imaginem ter mais uma Assembléia Legislativa igual a de MT. Como disse o Sr. Otaviano Pivetta realmente atuam igual tosa de porco com muita gritaria e pouca lã.

  • Luis André Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Seria bom o Riva, Eliene Lima e outros políticos de Mato Grosso que na busca de reeleição andam por aí pometendo transformar currutelas e vielas abandonadas pela própria classe política em novos municípios falidos.É bom que os políticos leiam a C.F. que estabece a viabilidade econômica como um dos pressupostos para criação de novos Estados e de novos municípios

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