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Segunda-Feira, 15 de Dezembro de 2008, 00h:40 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

EMBATE JURÍDICO

Isabel evita que Júlio perca fazenda para Zahran

Fernando Ordakowski

  O ex-governador Júlio Campos, derrotado à Prefeitura de Várzea Grande no pleito deste ano, conseguiu barrar na Justiça uma ação movida pelo empresário Ueze Elias Zahran, dono do grupo que congrega várias empresas como a TV Centro América (Rede Globo), graças à intervenção no processo de sua esposa Isabel Campos.

  Por causa de dívidas da campanha a governador em 1998, Júlio já havia perdido para Zahran sua moderna fazenda São José do Piquiri, avaliada em R$ 5,6 milhões. Eis que a professora Isabel Campos ingressa com embargos, alegando ser casada com Júlio e dona do imóvel de 8,4 mil hectares. Ela alegou que não pode ser responsabilizada por dívidas políticas, ao ponto de perder o imóvel, do qual é também legítima proprietária. Isso levou a Justiça a conceder a Zahran somente 50% da propriedade. A outra continua sob domínio do casal Campos.

   Júlio contratou em 1998 a TVCA como produtora de sua campanha. Pagou somente parte da dívida. Como Zahran não conseguiu receber todo o dinheiro, algo em torno de R$ 1,5 milhão, resolveu então executá-lo na Justiça. A fazenda foi à leilão no ano passado. Ela está localizada às margens do rio Piquiri e abrange Santo Antonio de Leverger e Barão de Melgaço, já na divisa com Mato Grosso do Sul.

   Isabel Campos ingressou com recurso na Comarca de Santo Antonio de Leverger e o juiz Lídio Modesto deferiu pedido. Zahran recorreu ao Tribunal de Justiça. Assim, Júlio só não perdeu totalmente a fazenda graças ao casamento com Isabel em comunhão de bens. O imóvel tem 50% de área de reserva ambiental e 246 hectares de pastagem artificial. É considerado uma relíquia para a família Campos. Abriga entre outras características, um sobrado com mil metros quadrados e 36 divisões e varandas, uma piscina de alvenaria, galpão para máquinas e até uma pista de pouso com mil metros de comprimento.

   Júlio, que já ocupou as cadeiras de prefeito de Várzea Grande, deputado federal, governador e senador e se aposentou este ano como conselheiro do TCE, acumula dívidas não só de 1998. Ele saiu da campanha a prefeito deste ano, por exemplo, devendo mais de R$ 300 mil. Perguntado sobre essas pendências financeiras, Júlio resumo sua resposta em poucas palavras: "Não nego as dívidas. Estou tentando pagá-las".

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Comentários (17)

  • Luiz Carlos Campos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Júlio Campos, ao que parece, vai ver encerrada a sua carreira colecionando em meio às derrotas nas urnas algo mais especial - talvez títulos especiais.

    Vamor torcer para que ele não acumule o título de caloteiro.

    Em tempo - Nem demorou tanto. Três a quatro meses foram suficientes para a gente entender por que aquela obsessão para ser eleito prefeito...

  • Julio Cabral Neto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A CAMPANHA FEZ JULIO DEVOLVER UM POUCO DO QUE ROUBOU A VIDA TODA. É A DERROCADA DO IMPÉRIO DO MAL DE MATO GROSSO.

  • Marcelo Arruda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Na hora de ganhar dinheiro com a política dona Izabel participou, agora na hora de pagar dívidas da atividade ela não é política, simples né?
    Essa família tá mostrando a verdadeira face aos matogrossenses, é só esperar que atitudes como essas dos outros irmãos Campos no futuro.
    Por tudo isso não podemos permitir que o estado volte às mãos desse povo.
    Campos nunca mais.

  • Jacyara | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Marcelo Arruda, o senhor pode falar de quem quiser mas, da Professora Isabel Campos, le falta competencia e conhecimento.
    Isabel Campos, sempre foi independente, com cultura academica superior ao de Julinho, e sua correção é proverbial.
    Sempre falou em alto e bom som: Não participo de desonestidades, alem de mais, foi uma das melhores primeiras damas deste estado.

    Obrigado,

    Pela Cuyabania, Jacyara.

  • antonio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Vilson Nery | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Essa grana que o Julio Campos deve ao Zahran se refere a débitos (não declarados - Caixa 2) da Campanha Eleitoral de 1998, omitidas na prestaçao de contas entregue à Justiça Eleitoral.

    Deveria a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal agir em relaçao ao Julio Campos com o mesmo rigor que destina ao Dep. Alexandre Cesar, acusado do mesmo delito.

    Ou será que a Justiça é cega contra uns, e não tem a mesma acuidade visual em relaçao a outros? O peso e o rigor da lei difere quando ao destinatário da norma? A Justiça tem dois pesos e duas medidas?



    Vilson Nery

  • Marcos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • José Messias | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É D.Izabel tem que defender mesmo o patrimonio porque se o Júlio perde tudo voce também perde. Fora que voces foram casados por muitos anos e tiveram filhos, mesmo separados o vínculo ainda continua, principalmente se não estão separados legalmente se o Júlio perde voce também perde, por isto está agarrando de unhas e dentes isto não é mesmo?

  • Paulo Mattos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Embora seja histórico e de conhecimento de todos, mais uma vez fica cristalinamente comprovado aquilo que já se tornou público de há muitas décadas: Júlio Campos, o Julinho Bereré é, comprovada e injustificadamente, a não ser pela sua intransigente má fé, um grande caloteiro. Um dos maiores da existência política e social de Mato Grosso. Quando Governador, ainda em fase de enriquecimento, deixou à mingua o funcionalismo público, atrasando os salários em até cinco meses ou mais, tornando o funcionário público de Mato Grosso um bando de esmoleres, que, naqueles tempos, viviam à custa de familiares e amigos que se compraziam com a depauperação do povo de Mato Grosso. Adepto inveterado da banana, Júlio Campos teve a desfaçatez, despreparo, arrogância e petulância de ir à televisão e a outros órgãos de imprensa mandar uma banana aos funcionários públicos, a quem devia milhões de cruzeiros, ou cruzados, ou sei lá que moeda vigente da época. O povo, não tão ardente como ele, e nem todos comensais de bananas, aproveitou as eleições futuras para dar-lhe o troco e, em consequencia, o mesmo povo mandou que ele colocasse as bananas de que tanto gosta no local que melhor lhe aprouvesse. Tudo isso ocasionado pela sua má fé para com as pessoas e reconhecida capacidade de esquivar-se, ainda que na Justiça, de pagar suas contas. Ridículo esse Júlio Campos que, unindo-se à Professora Izabel, formam uma dinâmica dupla de mal pagadores, independente ter sido ela primeira ou segunda dama do Estado.

  • Willian Santos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Essa fazenda devia ser leiloada e o dinheiro devolvido aos cofres da Pref. de V.Grd.

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