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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2007, 09h:50 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

DEBATE

Jacy é uma das raras negras no Poder em MT

   Em meio ao debate neste 20 de novembro, Dia Nacional de Consciência Negra, uma triste constatação: a professora Jacy Proença é uma das raras negras mato-grossenses a chegar ao poder na vida pública. Ocupa hoje a cadeira de vice-preifeita da Capital. Ela representa um universo de negros e pardos, que chegam a 44% no país e a 56% no Estado. Na Prefeitura de Cuiabá há, além de Jacy, somente outros três negros compõem o staff do governo Wilson Santos: Carlos Carlão do Nascimento (Educação), Celcita Pinheiro (Assistência Social e Desenvolvimento Humano) e o secretário-adjunto de Esporte e Cidadania, Aurélio Augusto. Considerando o quadro de 14 secretários, a negritude ocupa espaço inferior a 1%.

   Na Câmara Municipal, dos 19 vereadores, apenas dois (0,3%) se identificam como negros: Luiz Poção e Marcos Fabrício (ambos PP). “Eu não sou pardo, nem moreno, sou negro e com muito orgulho”, disse Poção. "Agora tem aqueles com características negras, mas que não se assumem. Outros discursam em defesa da igualdade racial, mas na prática é outra coisa. Por exemplo, na Assembléia Legislativa, não tem parlamentares e no máximo há uns dois assessores negros”, completa Poção.

   Perguntado sobre o assunto, o presidente da Assembléia, deputado Sérgio Ricardo (PR), preferiu não incendiar a polêmica. Afirmou apenas que os 24 deputados não discriminam ou não têm preconceitos racial. Diz não saber quem ao certo é negro seja deputado, seja assessor. “Eu entendo que a Assembléia é unânime na defesa da igualdade e a gente não fica detalhando ou dividindo”, declarou o parlamentar.

    Da bancada federal mato-grossense (8 deputados e 3 senadores), o democrata Jonas Pinheiro se considera o único negro. “Eu e minha esposa (ex-deputada Celcita Pinheiro) somos negros”, disse o senador. O mesmo ocorre no staff do governo Blairo Maggi (PR). O governo Blairo Maggi conta somente com um negro entre as 22 secretarias: o coronel PM Orestes Oliveira, secretário-chefe da Casa Militar.

   São poucos os magistrados e membros do Ministério Público negros. Dos 30 desembargadores do Tribunal de Justiça, por exemplo, somente Díocles de Figueiredo e Omar Rodrigues de Almeida são negros.

    Para a União Nacional dos Negros pela Igualdade e também e o Conselho Estadual do Negro, o negro não ocupa espaço no poder público por falta de competência, mas sim porque a democracia racial no país é uma balela.

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Comentários (11)

  • Ezio Luis Carneiro Pedroso | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Gostaria de cumprimentar em nome da professora e vice-prefeita Jacy Proenca pelo dia 20/11.

  • Carla | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    o Bisavô dos Ilustres Magistrados, Gilmar Mendes (STF), Italo Mendes (TRF1), Yale Mendes e Francisco Mendes (Juízes de Direito de MT), era negro, Joaquim Pereira Ferreira Mendes, e foi presidente do TJMT por duas vezes e considerado um dos maiores Magistrados que este estado já teve !!! Parabéns para essa raça que ajudou e ajuda a construir o nosso país !!!

  • Ivan Deluqui | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vocês esqueceram um dos mais combativeis das desigualdade raciais de cuiabá MT e do Brasil, e ocupa um quadro de destaque na administração da capital que o secretario adjunto de governo o profº RALDO ALMEIDA que foi autor da lei 3991/00 que criou o feriado da consciencia negra, e que cuiabá foi a segunda capital a adotar o feriado depois do rio de janeiro, também ocupa lugar de destaque no governo municipal RUSEVELT COELHO ocupando o fundo municipal de educação uns dos papeis fundamental na administração, também GONÇALO que ocupa a pastade gastos publicos da secretaria de finanças do municipio e varios outros que eu podia citar, mas VALEU a redação lembrar daesta classe tão valorosa e que tão contribui ao nosso minicipio, estado e PAIS.

  • fernanda bonier de castro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Essa reportagem ilustra mais uma "qualidade" do governo blairo maggi, ou seja, a gente já sabia que ela não gostava de meio ambiente, não gostava de cuiabano, e agora, podemos dizer, não gosta de negro.

  • marcelo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    acho que no brasil na maioria das vezes não há racismo pela cor da pele, raça e sim pelo que as pessoas tem ( dinheiro)... se um negro namorar uma pessoa da cor branca a mãe pode até olhar distorcido, se souber que tem poder aquisitivo alto, estudo olhará com outros olhos.....

  • Maneporrete | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Grucon está completamente sem vida à anos. Abandonado a própria sorte,sem nenhuma atividade e sem a sua finalidade social. Porque? O que aconteceu? Podem me responder por favor!!!

  • iracema | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eu ando indignada com essa supervalorização do racismo.
    Querem aumentar mais ainda o racismo querendo implantar cotas a negros.
    Fico pensando como fica o branco pobre. Esse está mais marginalizado que qualquer pessoa. Não tem vez nunca.
    O que é preciso é melhorar a qualidade da educação para todos que quiserem estudar com afinco, pois estudar é muito difícil e não para qualquer pessoa.

  • Lane Costa - Professora | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não poderia deixar de comentar essa matéria!

    Minha dissertação de mestrado versou justamente sobre a ascensão de negras e negros cuiabanos.

    Com o título "A Pequena Burguesia Negra Cuiabana - Um Estudo Sobre a Formação de Sua Conciência Política", procurei desvendar a trajetória, pensamento e ação de negros e negras que estão ocupando posições de destaque na sociedade cuiabana.

    Cuiabá possui uma parcela significativa de negros e negras pertencentes à classe média (que eu, por opção e afinidade com a tradição marxista, em minha dissertação chamo de "pequena burguesia).

    Confesso que tive mais dificuldade em encontrar mulheres negras ocupando posições de destaque do que homens, mas mais em função de uma delimitação etária minha, do que propriamente pela ausência das mesmas em cargos de responsabilidades.

    Não estou aqui negando as dificuldades encontradas por essas mulheres e homens em ascenderem, ao contrário, o que estou é que não dá pra negar que existe uma parcela significativa que ocupa cargos e posições de destaque. Poderia citar inúmeros deles só em Cuiabá e mais um tanto no Estado, mas correria o risco de ser indelicada.

    Esse é um debate bom, que precisa ser enfrentado e para o qual me coloco a disposição.

  • Ruth | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Peço desculpas aos negros, indios e todos os que foram prejudicados no passado e no presente por brancos ou por qualquer outra raça.
    Também sinto-me orgulhosa pelo crescimento humano que os negros estão tendo, são inteligentes e lindos como qualquer um outro ser humano, só acho que agindo dessa maneira, ou seja, instituindo dia de negro, cota em universidade seria uma maneira de se descrimar. Dia de negro, dia de branco, do amarelo são todos os dias.
    Acho que deveriam dar mais valor a cor de pele tão linda que têm e não acreditar que são diferentes dos outros.

  • medeiros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    No seu famoso discurso “My Dream”, Martin Luther King Jr. enalteceu as passagens da Declaração de Independência americana, que prega um tratamento isonômico das pessoas, considerando que todos são iguais perante a lei. Depois ele condena os atos de violência contra os negros, que eram, de fato, vítimas de absurdos nos Estados Unidos. O racismo intencional era combatido, portanto. E a passagem mais famosa e importante diz que ele tinha um sonho, de que seus quatro filhos iriam um dia viver em uma nação onde não seriam julgados pela cor da pele, mas sim pelo conteúdo do caráter. Perfeito! Justo, íntegro e admirável. Devemos julgar indivíduos por suas ações individuais, por suas crenças morais e sua conduta, por seu caráter enfim. Palavras de um dos maiores líderes negros da América.

    Mas tanto o regime de cotas raciais adotados no Brasil como o feriado do “Dia da Consciência Negra” vão à contramão dessa mensagem. Estão fomentando cada vez mais o racismo no país que, até então, convivia bem com sua miscigenação “racial”. Um branco que for barrado de uma universidade por conta do regime de cotas racistas terá o ressentimento alimentado contra os negros. O caso dos irmãos gêmeos foi sintomático, onde um deles entrou pelo regime de cotas e o outro foi vetado. É isso que estão estimulando no país: abandonar totalmente os conceitos de mérito individual e adotar como critério a cor da pele, ainda sujeito a erros grosseiros como este. Se o indivíduo é negro, amarelo, pardo ou branco, isso não diz absolutamente nada acerca de seus valores e caráter. Existem negros admiráveis e negros pérfidos, assim como brancos admiráveis e brancos pérfidos. Mas ninguém é admirável apenas por ser negro, até porque não há escolha moral nisso. Seria como admirar alguém por ser alto ou baixo. Não faz sentido algum.

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