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Segunda-Feira, 30 de Junho de 2008, 09h:12 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:21

Artigo

Jornalista duvida da credibilidade de impressos

   Em artigo, o polêmico jornalista Antônio de Souza questiona a credibilidade dos veículos de comunicação impressos da Capital, já que, segundo ele, a idoneidade e a independência de alguns jornais impressos sempre foram colocadas em dúvida, em função da promiscuidade das relações que seus dirigentes costumam ter com os "poderosos de plantão". "O oficialismo e o adesismo na cobertura de alguns fatos só favorecem o enriquecimento dos grupos que controlam as empresas. As maiores vítimas são a verdade e os funcionários explorados, que trabalham sem receber", avalia.

   Por outro lado, o articulista Antonio de Souza critica a falta de interesse dos próprios jornalistas em discutir a permanência do jornal impresso em razão da expansão da internet e, consequentemente, do jornalismo digital. "Curiosamente, aqui em Mato Grosso, é raro encontrar alguém do meio que revele algum interesse, por menor que seja, em discutir o futuro do jornal impresso". Já em relação à "exploração" pela qual passam os jornalistas, conforme Antônio de Souza, deve ser fiscalizada pelo Sindicato dos Jornalistas que, segundo ele, deveria fazer uma parceria com o Ministério Público Estadual. (Pollyana Araújo)

    O artigo de Antônio de Souza, intitulado "Jornais e Jornais sem Futuro", está postado logo acima à esquerda, na seção Artigos.

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Comentários (8)

  • CARLOS ROBERTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PARABENS ANTONIO, VOÇÊ FOI CORAJOSO, E CORRETO EM SUAS AFIRMAÇÕES.!!

  • Jornalista | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O que é pior são falsos moralistas que são muitos. Principalmente nos grandes veículos, fazem o que mandão e pensam que são grande coisa. É preciso discutir a ética de verdade e não meiaética. Quanto a não pagar, o Diário de Cuiabá é um deles. É preciso acabar com os chantagistas e com os que aceitam ser chantageados. Porque os jornalistas sérios, que são muitos ainda, são colocados na vala comum. Basta andar pelos corredores da Assembleia, Camara, AMM entre outros órgãos.

  • Wendell Oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Temos um jornal impresso e concordados com o artigo, infelizmente não tem ficalização para diferenciar o jóio do trigo, dai qqualquer um monta jornal e sai por ai se achando dono da verdade e em alguns casos até ameaçando autoridades. é lamentário e no médio norte de Mato Grosso é idêntico a situação.

  • Paulo Mattos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Antonio de Souza pode ser ferino, mordaz, audacioso; mas temos que encantar-nos com a sua sinceridade e com alguns de seus artigos que colocam em discussão fatos importantes da sociedade em que vivemos. A imprensa escrita exerce um papel de fundamental importância dentro de nossa sociedade, seja informando, seja formando os seus leitores. Compete-lhe, acima de tudo, ao trazer conhecimento e informação ao público em geral, instá-lo ao debate, aguçar o seu sentido crítico, permitir a sua manifestação em torno dos mais variados e diversos assuntos do dia a dia e que dizemrespeito direto à sociedade em que vivemos. Através da mídia impressa arregimentamos conhecimentos os mais variados e, concordando ou discordando deles, fomamos opinião própria a respeito dos asuntos os mais diversificados. Desta forma, a necessidade de possuirmos sempre uma imprensa voltada aos interesses de seus leitores, aqueles que verdadeiramente formam opinião e contribuem para a discussão de idéias que podem ser necessárias à resolução de inúmeros problemas de nosso município, nosso Estado, nosso país. No entanto, uma imprensa subalterna, agregada aos poderosos de plantão, como se deduz das afirmações de Antonio de Souza, que desconhece seus próprios funcionários e lhes tratam como os mesmos trabalhadores escravos a cujos patrões dizem combater, deve ser eliminada - embora não o seja - da sociedade, por não trazer nenhuma contribuição econômica, cultural, política, desportiva, etc, para os seus leitores. Uma imprensa que não paga seus funcionários e os deixam em petição de miséria não pode, nunca, se dizer independente e cumpridora do exercício democrático da informação; muito pelo contrário, demonstra apenas o caráter oportunista de suas ações e desfigura por completo o império da informação idônea e voltada aos interesses coletivos. Nesse diapasão, deve-se sim discutir o futuro da imprensa e o seu papel no âmbito da sociedade. O futuro da imprensa escrita está na singular informação: se quer ela realmente contribuir com a informação idônea e democrática, proporcionando formação a seus leitores, contribuindo assim para o crescimento da Nação ou se quer ela ser submissa, voltada aos interesses apenas daqueles que, por um período, exercem o poder e junto com este, detém a chave dos cofres públicos que alimetam a vaidade e egoismo de alguns donos de jornais de nossa Capital e do país. Só para terminar: o jornalista, como qualquer outro trabalhador, não pode se permitir ser humilhado pela falta de pagamento de salários e sujeitar-se às imposições ditatoriais de seus patrões. Deunciem-nos publicamente e nas esferas legais. Assim, você estará começando a contribuir com uma imprensa verdadeiramente livre.

  • Zeca Tenuta | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    No ano de 1997 fui obrigado, por motivos financeiros, deixar o curso de Jornalismo, no 3º ano, que fazia em uma faculdade de VG. Confesso que apesar da frustração e do sentimento de perda, hoje vejo que me livrei de estar convivendo em um meio de hipocrisias e mentiras. Tudo que é veiculado na mídia, principalmente impressa, não reflete a verdade dos fatos. Quase sempre os interesses pessoais, econômicos e politicos, impôem uma versão deturpada da realidade. Tenho muitos e bons amigos trabalhando em condições de total pressão nos jornais e emissoras de TV de Cuiabá e, por conta de uma sobrevivência cada vez mais sobrevivência, terminam atropelando a ética e a decência que os norteou nas faculdades em que formaram.
    Hà que se, urgentemente, a classe provocar um debate sobre ética profissional, sob pena de tão nobre atividade humana cair em total descrédito diante da população em nosso estado.

  • Wendel Pinheiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Amigos e blogueiros da RD News...


    O artigo de Antonio de Souza reflete na verdade quais são os verdadeiros interesses dos grandes meios midiáticos. De fato, o direito à informação do cidadão, em toda a sua amplitude, é ofuscado por conta de interesses diversos e alheios aos interesses da sociedade, por conta de fatores políticos e econômicos, das mais diversas ordens e níveis.


    Quando o jornalismo encontra-se neste patamar, é porque infelizmente ele ainda não está preparado a exercer seu ofício em um regime baseado no Estado Democrático de Direito. Jornais que, em suma, demonstram, de forma patente, a falta de comprometimento com a coletividade e conchavado com diversos compromissos que impedem a imparcialidade no trato com a notícia e a apresentação de ambos os lados.


    Talvez, se ainda não há parcela de progresso em Mato Grosso, os grandes periódicos impressos e virtuais são, dentre os demais ramos, um dos vetores responsáveis por isso, ao trocar a sua independência e compromisso profissional por mancomunação a outros interesses de cunho estritamente político-econômico.


    Com as limitações presentes, faço votos que a RD News esteja à contramão do mau jornalismo. Que ela possa cumprir de verdade o seu papel, ouvindo os demais lados e averigüando a fundo os diversos fatores de um determinado fato ou notícia a ser veiculada.


    Parabéns, Antonio de Souza, pela sua coragem e independência das suas opiniões! Não é qualquer um, em pleno século XXI, que dispõe do compromisso vocacional da profissão do jornalismo com a sociedade civil. Quando a regra da maioria e calar e vender o pouco que tem de sua dignidade, você narrou a absoluta verdade. E se formos ver a fundo, no prisma marxista, podemos atestar que a mídia da grande Cuiabá, em esmagadora maioria, é o porta-voz da grande burguesia, em contraposição aos interesses populares.

  • Celso Bejarano Júnior | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Nobre o artigo de Antonio de Souza. Jornalistas perderam o rumo ideológico há um tempão e hoje são meros arremedadores, do tipo: fulano disse que... E nada mais. Alguns (jornalistas) acham normal isso. As maiores redações do Estado moram lá no suntuoso palácio dos deputados estaduais ou então naquele que acolhe o governador ruralista. Repórteres, bons repórteres, antes empregados em redações de jornais, são atraídos por uma merrequinha a mais. Tchau ideais, tchau jornalismo! Tudo bem, tem a tal da sobrevivência, corrente que não me convenceu e, dada a minha longa estrada, não deve convencer mais. E aí, de quem a culpa? Sei não, acho que devemos debater isso lá no Sindicato com a Keka Werneck. Urgente. E se fossemos redigir um jornalzinho tratando do assunto, gostaria de ser o editor. E essa seria a manchete: Políticos compram jornalistas. Calma, não é um exagero, explicaria isso em reportagem firmada em fatos, jamais em versões. É isso.

    Celso Bejarano Jr.

  • Ramiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Comenta-se à boca pequena que, na midia só tem chantagista.
    Eu particularmente não acredito e até discordo.

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