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Quarta-Feira, 12 de Agosto de 2009, 20h:23 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

PAC

Juiz determina que empreiteiras devolvam quase R$ 30 mi

  O juiz federal Julier Sebastião da Silva decretou o sequestro e a indisponibilidade dos bens das nove empresas envolvidas em esquemas ilegais nas obras do PAC em Cuiabá. O montante chega a R$ 28,5 milhões. As empreeteiras são alvo da Operação Pacenas, realizada pela Polícia Federal, que por meio de documentos e gravações telefônicas, constatou a existência de uma quadrilha que fraudava licitações para a escolha de empresas de construção civil que realizariam as obras em Cuiabá e Várzea Grande.

   As empreiteiras que compõem o Consórcio Cuiabano são Três Irmãos Engenharia Ltda, que pertence aos irmãos Marcelo e Carlos Avalone; a Gemini, do ex-prefeito Anildo Lima Barros; a Construtora Concremax, de Jorge Pires; e a Lúmen Consultoria, Construções e Comércio Ltda. Elas terão de devolver cerca de R$ 6,2 milhões cada. Já as empresas que fazem parte de Consórcio LGL Engenharia e Saneamento Ltda, que são a Construtora Geosolo, Lage Engenharia e Pavimentação Ltda e a Lince Construtora e Incorporadora Ltda, tiveram nada menos que R$ 898 mil sequestrados pela Justiça. O Consórcio SPE Sanebem Saneamento, que tem como construtora a Augusto Velloso S/A e Tejofran de Saneamento e Serviços Ltda, terão também de devolver cerca de R$ 466,5 mil cada.

   A Operação Pacenas, que culminou na prisão de 11 pessoas acusadas de envolvimento de fraudes em processos licitatórios, teve início na segunda (10) pela PF. Foram cumpridos ainda 22 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, além de outros cinco em São Paulo, três em Goiânia e um no Distrito Federal. O juiz Julier Sebastião determinou bloqueio de recursos às empresas acusadas a partir da 17 de junho.

   As investigações iniciaram em 2007 pela Superintendência da PF em Mato Grosso, a partir de irregularidades detectadas pelo Tribunal de Contas da União e pelo Ministério Público Federal e do Estado. As acusações sustentavam que empresas já eram vencedoras das licitações mesmo antes do processo licitatório, pois os concorrentes ajustavam o conteúdo das propostas antecipadamente, oferecendo dinheiro e parte dos contratos firmados com a Prefeitura de Cuiabá. (Lisânia Ghisi)

O que pesa contra cada um dos presos na Operação Pacenas sob "Efeito PAC"

José Antônio Rosa, ex-presidente da Sanecap - intermediava encontros e direcionava licitações
Marcelo Avalone, dono da Construtora Três Irmãos - acusado de oferecer suborno para eliminar empresas concorrentes e de fechar acordos de subcontratação
Carlos Avalone, ex-deputado estadual e sócio da Três Irmãos - acusado de participar da realização de subornos e acordos de subcontratação
Jorge Pires Miranda, dono da Concremax - subornava empresas e realizava esquemas de subcontratação
Anildo Lima Barros, ex-prefeito da Capital - participou de subornos e de acordos de subcontratação
Luiz Richter Fernandes, presidente da Sinduscon - participou de acordos espúrios que afastavam licitantes de Campo Grande (MS) e de Maringá (PR)
Alexandre Schuttz, presidente da Sincop - ajudou Richter nas ações para  afastar empreiteiras de fora do Estado, como de Campo Grande, dos processos licitatórios
Adilson Moreira da Silva, membro da comissão licitatória de Cuiabá - auxiliava ora a comissão de licitação, ora prestava serviços a empresários licitantes
Ana Virgínia, a Naná,  presidente da comissão licitatória de Cuiabá - "recebeu" cerca de R$ 50 mil, autorizados por José Rosa, sem motivos devidamente esclarcidos
Milton Nascimento, presidente da comissaão licitatória de Várzea Grande - manipulou resultados da licitação para os recursos do PAC no município
Jaqueline Favette, membro da comissão licitatória de Várzea Grande - participou de manipulação dos resultados da licitação sobre recursos do PAC em VG

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Comentários (20)

  • Ricardo Dias | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns Dr. Julier. A sociedade mato-grossense o aplaude por essa atitude de coragem. E Polícia Federal pode continuar a investigar que mais podres de Anildo Lima Barros e Jorge Pires irão aparecer.

  • Clemente Pereira Nascimento | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Mas que absurdo !!! E o Taldo PH que embolsou uma pancada destas empreiteiras. O que aonteceu com este cidadão ? Sim, os caras levam a garna e os empreiteiros são presos !! Esse tal é o que dizem: Manda e desmanda na CEF !!!! Como é que é Sr. Julier, Vs. Exa sabe de quem falamos !!! Sim.. é ele mesmo, o politico !!!

  • danilo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    então vale a pena furtar dinheiro publico? pq os sinicos, cara de pau , não tem medo de ficar 2 ou 3 dias presos , ai sai fica tudo blz....tapinha nas costas.....e a população só fica vendo, e ainda é capaz desses caras palidas fazerem uma festinha rindo de nossa cara...

  • Rogério | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Se o Milton e o José Rosa manipularam a licitação do PAC, quem garante que as demais licitações que ocorreram nos ultimos 5 anos não foram manipulados?? O que acha do MPE fazer uma devassa nas duas prefeituras?? ou o MPE tem medo ??? eu Desafio o MPE a encarar essa empreitada!!! vai achar muita fraucatua.

  • Felix | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Senhor Adilson Moreira da Silva é servidor comissionado da Assembléia Legislativa do Estado de Mato-Grosso, aonde responde pela Grupo de Licitações do Poder Legislativo.
    E me parece que não poderia desempenhar as funções de consultor de licitações junto a Prefeitura e junto às empresas acusadas, pelas limitações de seu cargo em comissão.

  • Ana Rosa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESSA DE DEVOLVER DINHEIRO, EU PAGO PRA VER SE SERAH DEVOLVIDO. SE FIZESSEM PARTES DOS TRÊS PS, CONCERTEZA SE ROUBASSEM BANANINHA DE UM BULICHO IRIAM PARA O CARUMBEH. MAS ESSES AI, VÃO SER SOLTOS E CONTINUARÃO FAZENDO O QUE SEMPRE FIZERAM.COM ESSA JUSTIÇA BRASILEIRA????DUVIDO.....

  • magalhães | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Puxa vida mas que boa noticia, até que em fim uma pessoa de carater, para mostrar a essa corja que o crime não compensa, parabens Juiz da Liga do Bem , Parabens Drº Julier, esse é o caminho que a população espera de todas as pessoas que investiga esse tipo de roubo, há se com a Tia Chica fosse assim!!!! Cortar na carne, pegar pessado lá onde doi mas no bolço desse povo sem moral, que delapida o povo. Sequestrar todo os bens desse povo, para não comprar liminar. Essa e a melhor punição para esses larapios do erario publico. Que bença uma luz no fim do tunel.

  • paulo ricardo velloso | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Romilson, pessoas ligadas a inteligência tucana já levantaram informações valiosas sobre pessoas e situações que culminaram nesta operação da policia federal. Não resta dúvida que neste caso o juiz julier estrapolou muito suas prerrogativas legais, abusou do lado emocional lembrando o seu tempo de militante petista. Tudo leva a crer que este magistrado está agindo por puro interesse politico, como também para atender apelo de certo amiguinho empreiteiro, que não vou aqui citar o nome, mas, toda a sociedade cuiabana conhece muito bem, e que ficou de fora de vários processos licitatórios na gestão wilson santos. Pois bem senhores, para sintetizar, digamos que foi claramente constatado nessa operação a associação entre pessoas com interesse econômico com outros personagens com interesses políticos, e deu no que deu. Wilson Santos de agora em diante, deverá ficar mais esperto com alguns assessores, aqueles que frequentavam sistematicamente o seu gabinete, e as vezes o acompanhava em reuniões em brasilia e em são paulo. Não vamos citar nomes, pois isso caberá a justiça investigar, até para não comprometer este comentário, que serve de alerta sobre as sórdidas manobras que ocorrem no meio politico, muitas vezes motivadas por intereses econômicos frustrados, como a desse lobista tranvestido de empreiteiro, cidadão que é muito hábil em fazer tráfico de influência, é amigo de juizes, desembargadores e de pagot, pois já foi visto muitas vezes em ele.

  • Flávio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Cade o jornalismo sério e comprometido com a verdade?

    A questão dos 50 mil para Ana Virginia já foi comprovado que tratou de equívoco do Juiz Julier. Era uma homonima recebeu indenização por desapropriação.

    E, em relação ao José Antônio Rosa, a acusação que existe contra ele é somente advocacia administrativa, e não direcionar licitações.

  • Professor | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Com todo respeito que tenho pelo sr. juiz, mas isso está cheirando POLITICAGEM ou seja perseguição política.

    Nos outros PODERES os abusos com dinheiro público está ai para todos verem, nem precisa fazer nenhuma investigação.

    COM A PALAVRA o sr. juiz.

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