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Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2008, 17h:02 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

JUDICIÁRIO

Juiz manda prender jornalistas e impede registro

      O depoimento nesta sexta da ex-escrevente Beatriz Árias, acusada de liderar um esquema de corrupção que cobrava dinheiro de ex-detentos e presos para facilitar o andamento de ações criminais na Vara de Execuções Penais de Cuiabá, acabou sobrando para profissionais da imprensa. Três foram detidos: o cinegrafista da TV Centro América (Rede Globo), Marcos Alves, o repórter-fotógrafo do jornal A Gazeta, Otmar de Oliveira, e o cinegrafista da TV Record Canal 10, Belmiro Dias.

      Como o processo corre em segredo de Justiça, o juiz Rondon Bassil Dower Filho não autorizou que fossem feitas filmagens e/ou fotografias, muito menos que a imprensa tivesse acesso à sala de audiência no Fórum Criminal da Capital, sob alegação de que poderia atrapalhar o andamento do depoimento. 

     Os assistentes entraram em uma ante-sala e aproveitaram a porta entreaberta para registrar imagens, enquanto outros jornalistas tentavam ouvir o depoimento de Beatriz e de outros quatro acusados. O juiz Bassil deu ordem de prisão para os três. Com a confusão armada, o corregedor-geral do Tribunal de Justiça, desembargador Orlando Perri, foi chamado para intervir no caso. Ele se reuniu com o advogado do Sindicato dos Jornalistas, Francisco Faiad, juntamente com os assessores jurídicos dos veículos onde atuam os profissionais que foram detidos. O juiz não quis saber de conversa e só liberou os três após assinarem um termo, se comprometendo a não divulgar imagens em vídeo ou foto.

     Faiad chegou a argumentar que o registro não atrapalharia o caso, mas o juiz foi irredutível. A presidente do Sindjor, Keka Werneck, se mostra revoltada com a prisão. Para ela, o magistrado agiu com arbitrariedade. "Não sei até que ponto o juiz pode agir e dar ordem de prisão. Creio que ele está certo, mas chegou a gritar com todos os jornalistas. Ele se excedeu", disse a jornalista. A sindicalista afirma que pretende divulgar nota de repúdio contra o juiz Rondon Bassio, o que será decidido em reunião. (Simone Alves)

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Comentários (13)

  • Artur Rocha Oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Gostaria nesta hora muito própria, de deixar meu repúdio em relação a atitude de uma parte da mídia, não só neste estado mas em todo o país. O jornalismo é uma nobre profissão, mas não pode se auto promover a poder soberano que paira sobre a lei, pois bom é lembrar que todos são iguais perante a mesma. Muitos da imprensa evocam os maus tratos e toda a "fumaça" deixada pela ditadura há pouco mais de 25 anos, mas não se pode justificar um erro pelo outro. Os jornalistas, antes de profissionais são cidadãos sujeitos aos mesmos ditames legais dos demais cidadãos como eu e você, caro leitor. Portanto, a você Romilson Dourado, que tem sido "a voz do povo na internet", deixo o meu repúdio a todos os jornalistas que se consideram semi-deuses e tentam ferir a Constituição e a honra do povo. Obrigado!!

  • José Luiz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Juiz agiu de forma antidemocratico. Ele deveria prender bandido e não trabalhador.

  • Marcos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Infelismente esta é a nossa justiça, qando se trata dos escandulos de corrupção envolvendo membros da mesma ai entra o tal de segredo de justiça para proteger a imagem do judiciario.
    Vamos dar um basta nisto se houve corrupção tem que escancarar e mostrar a população quem são os corruptos e corruptores.
    Isto é uma vergonha Sr. Desembargador Dr. Paulo Lessa.

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Por mim o juiz agiu corretamente. Quantas vezes os jornalistas invadem espaços sem autorização e filmam sem autorização? Os programas policiais se mantém nesse tipo de coisa, eles divulgam imagens de pobres diabos e omitem os bacanas. Agora quero ver escracharem o juiz como fazem com os barnabés. Quero ver a coragem dessa rapaziada.

  • Anônimo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • cuiabano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tóóóóóóóóóóma !!!!!

    Se o troço corre em SEGREDO DE JUSTIÇA, não é pra nenhum gaitao ficar querendo dar uma de repórter "ixpeeeerrrrrrrto" e querer ganhar espaço.

    E outra: Salvo melhor Juízo, tem dois que podem decretar prisão - Delegado de polícia e Juíz. Então, não tem "xixi minha nega", fez m... tomou na tarraqueta.

    Isso é pra largar de ser besta...

  • Paulo Cesar Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O juiz está certinho, pq estes jornalistas pensam que sao donos da verdade, e que suas camaras e voz estao acima da lei....................nao é assim, tem que respeitar ordem judicial..............e esta presidente do sindicato tem que ficar quietinha, pq ela nao tem moral para argumentar um fato como esse.....................neste caso, nao deveria ser outra a atitude do magistrado quenao esta............parabens excelencia

  • marcos de moraes gomes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    foi uma medida incompativel,por parte da justiça,tendo em vista que o papel da imprensa é nos informar.no ano passado reporteres filmaram conversa de ministro do supremo tribunal federal,porem,a imprensa nao foi penalizada,nem me lembro de que os ministros questionaram o fato.

  • SILVIO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    EITA DR. RONDON BASSIL, GOSTEI, JA PENSOU SE TODOS DESRESPITASSE ORDEM JUDICIAL, ESTARIAMOS EM UMA ANARQUIA.

  • Mauro Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Temos que lembrar a alguns magistrados que eles sao de carne e federao qdo irem desta para melhor, eles nao estao acima do bem e do mal. A reforma judiciaria urge.. Que feio dot"o

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