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Segunda-Feira, 11 de Janeiro de 2010, 12h:50 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

INVESTIGAÇÃO

Juíza do RS condena ex-deputado e multa Vedoin

O ex-parlamentar disse achar um absurdo decisão de juíza já que MT e DF não levaram adiante

    Embora em Mato Grosso e no Distrito Federal as acusações contra o ex-deputado federal Érico Ribeiro (PP) tenham sido arquivadas por sugestão do próprio Ministério Público, no caso da máfia das ambulâncias, desbaratada em 2006 pela Polícia Federal, o ex-parlamentar foi condenado pela 2ª Vara Federal em Porto Alegre. Terá de devolver R$ 10 mil e pagar multa de R$ 30 mil. É o que revela o jornal Zero Hora desta segunda (11). A decisão da 2ª Vara Federal também condena o empresário mato-grossense Luiz Antônio Vedoin, acusado de, junto com o pai Darci Vedoin, da Planam, liderar esquema de compra superfaturada de ambulâncias para os municípios a partir de emendas junto ao Orçamento Geral da União. Na mesma sentença, Luiz Vedoin foi condenado a pagar R$ 30 mil. Já o pai Darci e o sócio Flávio Santos Silva se viram livres do pagamento de multa.

   De acordo com o jornal gaúcho, o ex-parlamentar teve os bens bloqueados e os direitos políticos suspensos por 10 anos. Conforme a decisão da juíza substituta, Paula Beck Bohn, Ribeiro fica proibido de participar de qualquer processo de licitação pública. O jornal conta ainda que o progressista é acusado de ter apresentado, em troca de propina, emendas ao orçamento da União para beneficiar a empresa Planam, que mantinha sede no Distrito Industrial de Cuiabá. O esquema manipulava licitações de ambulâncias, que eram superfaturadas.

    Em entrevista ao Zero Hora, o ex-deputado afirmou que entrará imediatamente com recurso para anular a decisão que, segundo ele, é “completamente estapafúrdia”. Ribeiro ressaltou ainda que as denúncias foram arquivadas em Mato Grosso e no Distrito Federal por sugestão do Ministério Público. “Foi lá que os fatos ocorreram e me consideraram inocente. Agora a Justiça de Porto Alegre acata essa acusação baseada em jornais? É um absurdo tão grande que não acredito que tenha ocorrido”, afirmou.

    Em MT

    A Operação Sanguessuga desbaratou há quatro anos um esquema de fraudes na saúde. Conforme a Polícia Federal, a quadrilha, comandada pela Planam, negociava com parlamentares e assessores emendas ao Orçamento para municípios em troca de propina. O grupo manipulava licitaçõe, principalmente de ambulâncias, que eram superfaturadas. Entre os acusados de Mato Grosso, entraram na lista vários deputados, ex-parlamentares, prefeitos e ex-prefeitos, como Wilson Cargnin, de Nova Canaã do Norte. Responde por adquirir ambulâncias superfaturadas dos Vedoin. O deputado federal Pedro Henry é um dos acusados.

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Comentários (3)

  • edivan campos | Segunda-Feira, 11 de Janeiro de 2010, 21h15
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    edivan campos, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Rafael Costa | Segunda-Feira, 11 de Janeiro de 2010, 17h44
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    Olha o deputado pedro henry só não apareçeu ainda na lista de convocação da seleção brasileira...isso é uma vergonha um deputado cassado continuar no cargo,que brasil é este que estamos vivendo....fora PH....

  • alessandro | Segunda-Feira, 11 de Janeiro de 2010, 14h32
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    O Ministério Público não tem esse poder de considera-lo inocente. Certamente foi uma sugestão bem articulada. E pelo que sei nenhum juís é louco ao ponto de condena-lo sem provas concretas. Meus parabens ao Judiciario do RS, mais uma vez demonstrando pq é um dos melhores do País.

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