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Quarta-Feira, 12 de Setembro de 2007, 18h:40 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

SENADO

Julgamento de Renan teve pugilismo e insultos

Confronto entre deputados federais e seguranças, na porta do Salão Azul

     Pugilismo entre deputados e seguranças, tapa na cara, luta corporal, xingamentos e uma cena de vexame nacional transmitida ao vivo por emissoras de rádio e TV. Foi assim que começou o julgamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), diante da decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) que assegurou a presença de deputados na sessão secreta.

     Os deputados Raul Jungmann (PPS-PE) e Fernando Gabeira (PV-RJ) entraram em confronto com policiais quando tentaram entrar no plenário, depois do sinal verde do presidente da sessão, Tião Viana (PT-AC). Um dos policiais, enquanto trocava sopapos com Jungmann, deixou uma arma de choque não-letal, uma Taser, cair no chão a poucos metros da entrada do plenário. Quem levar o choque de 50 mil volts é derrubado na hora.

     Segundo os seguranças, não havia a intenção de acertar Jungmann. Se tivesse sido atingido, no entanto, o deputado teria perdido a força física por alguns instantes, tempo suficiente para ser imobilizado. Dedo em riste e aos palavrões, o deputado do PPS de Pernambuco avançou sobre o segurança.

    No meio da confusão, Gabeira, mais franzino do que Jungmann, foi jogado contra a porta de vidro que dá acesso ao plenário. Na tentativa de defender-se, aos safanões, alcançou o rosto de Tião Viana.  "Inadvertidamente, eu dei um soco no presidente Tião, mas já nos beijamos", afirmou, mais tarde, o deputado do PV do Rio, que se desculpou com ele e foi perdoado.

      O empurra-empurra fez a deputada Luciana Genro (PSOL-RS) perder o cartaz que pretendia exibir no plenário em sinal de protesto. "Sessão secreta é a negação do Parlamento" era a frase escrita na cartolina que sumiu depois que ela levou um chute que lhe cortou o calcanhar. "Se houve quebra de decoro nesse episódio, foi por parte dos seguranças porque nós estávamos autorizados a entrar no plenário", disse.

     As agressões aos deputados levaram o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a fazer uma manifestação pública. Chinaglia considerou o fato "inadmissível e inaceitável" e cobrou providências de Tião Viana. O presidente da Câmara disse que ninguém pode sofrer violência no Legislativo e que, se fosse com senadores na Câmara, teria aberto uma investigação rigorosa, imediatamente.

    Precavido, o segurança que deixou cair a Taser procurou o Instituto Médico-Legal (IML) para fazer um exame de corpo de delito e mostrar que também saíra ferido do confronto. Outros dois seguranças da presidência do Senado também acabaram no serviço médico da Casa, fazendo curativo em ferimentos que tiveram na canela. "Nós tomamos soco, cotovelada, foi uma tsunami", queixou-se um dos chefes da segurança do Senado, ressaltando que atrás da meia dúzia de deputados que tentavam entrar no plenário, vinham dezenas de jornalistas. (Com Agência Estado)

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Comentários (4)

  • Antonio Cavalcante Filho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A luta contra a corrupção e a impunidade só alcançará êxito quando a sociedade brasileira, lhe der importância e prioridade, ao compreender que, na vida pública, ela é algo indispensável ao longo e penoso processo de superação de penúria em que há séculos vive o nosso povo.

    Se os bilhões que nos são roubados todos os anos, ao invés de enriquecerem ladrões, fossem aplicados em benefício da população, há muito já teríamos erradicado a miséria e o analfabetismo neste país.

    O resultado do caso Renan Calheiros e tantos outros, só vem comprovar que os nossos títulos eleitorais estão jogados na lama. E fomos nós mesmos que jogamos.

    As propagandas eleitorais dizem: Você tem um direito. Seu direito é SER OBRIGADO a votar. Você precisa escolher entre o roto e o rasgado. Se preferir temos também o sujo ou o encardido. Você decide, pois é um cidadão livre.

    Somos livres sim, pra sermos obrigado a votar naqueles que vão nos explorar. E é assim, que nesse Pais da corrupção, todo o poder emana dos corruptos. Embora, eles continuem fazendo de conta, que o exercem em nome de um povo secularmente lesado.

  • gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Estamos no Brasil, Camâra Municipal de Cuiabá,Assembléia Legislativa e agora o senado, pura engenharia em prol da corrupção. Só a sociedade para dar um basta nisso tudo. Como a corrupção tem a idade da colonização do Pais, tudo indica que esta praga vai continuar a prosperar.
    A absolvição de Renan passa a ser um istimulo para a impunidade. O pior disso tudo que a indignação da maioria da população brasileira vai somente até o travesseiro. Porque ao acordar aparecem outras denúncias. Eu estou fazendo a minha parte e VOCÊ?

  • Suzi Oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Nós já deveríamos estar acostumados, com essas manobras e malandragens dos politicos, pois me parece que a população até gosta; seria bom se acabasse, mas ficaria chato.
    Esse cidadão que diz que faz sua parte (gilmar brunetto), será que faz mesmo.
    Acho que ele deve ter uma chupeta em algum orgão do estado, tipo DAS, DEM ou é fantasma.

  • Maneporrete | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    - ABSOLVIÇÃO DE RENAM- EM BAIXA; A-Veja B-Folha de S.PauloC-José Serra -D-O Blog da Candinha-PNB- E-Horário nobre da GLOBO F-Paulicéia Desvairada G-Formadores de opinião-desde 2002- EM ALTA-A- Valéria pelada B-Playboy C-Arroba do boi D-Antidepressivos.

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