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Sexta-Feira, 17 de Abril de 2009, 14h:33 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

VÁRZEA GRANDE

Júlio Campos deve pagar R$ 21 mil por propaganda ilegal

 O Tribunal Regional Eleitoral (TRE)  julgou procedente o recurso interposto pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e condenou o ex-candidato a prefeito de Várzea Grande, Júlio Campos (DEM), e o seu filho Júlio Domingos Neto, a pagar individualmente a importância de R$ 21,5 mil por propaganda eleitoral extemporânea. Por unanimidade, a Corte do Tribunal reverteu a decisão de juízo de primeiro grau, que tinha absolvido os acusados.

 Segundo consta nos autos do processo, Júlio Neto distribuiu “praguinhas”, adesivos e “patrocinou” cerveja a torcedores que acompanharam a final da 1ª Copa Cidade de Várzea Grande, no miniestádio Dito Souza, no Cristo Rei. O evento atraiu cerca de mil pessoas. Júlio Neto chegou numa caminhonete Mitsubishi, de cor preta, e a estacionou à rua Deputado Miguel Marcondes, próximo do miniestádio - veja mais aqui. Um veículo Gol, de cor vermelha e placas JWD-6502 de Várzea Grande, com três pessoas, serviu de apoio. Em seguida, o filho do então candidato democrata, com mais três amigos, todos bem trajados, se infiltraram na torcida.

 Em meio aos cumprimentos, com apertos de mãos, abraços e muitos afagos, o cabo eleitoral do pai distribuía "praguinhas" - adesivos colados sobre a roupa -,  com a frase "Várzea Grande quer (a palavra quer vazado em branco)". Também colou adesivos em veículos e motocicletas. Júlio Neto até agraciou alguns torcedores,  pagando latinhas de cerveja, o que, em tese, caracteriza abuso do poder econômico na fase de pré-campanha eleitoral.

 A relatora do processo, juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, considerou que a ação não se trata sequer de propaganda subliminar porque tem a intenção óbvia de promover o ex-candidato Júlio Campos. Todos os demais membros do Pleno acompanharam o entendimento da relatora. (Sandra Costa)

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Comentários (5)

  • Alberto Romeu Pereira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Os atos praticados por Júlio Campos Neto em Várzea Grande são corriqueiros na política. A Justiça Eleitoral não está presente como deveria durante o período de eleições, que a cada ano encurta mais. O Ministério Público Eleitoral deveria se planejar e estar incontinenti presente nestes períodos, até pelo fato de que as eleições ocorrem apenas a cada dois anos e os recursos estão ai, como estão sendo aplicados em estruturação física do órgão. Mas paralelamente a ação da Justiça Eleitoral há algo que os candidatos devem começar a escolher desde já: sua assessoria jurídica para a campanha. Pegar um oportunista, pára-quedista, que diz que entende de legislação eleitoral é sepultar uma campanha. Contar com um adevogado que diz que a denúncia pode ser feita depois, que há tempo, etc... na verdade não cola. É melhor descartar o assessor de imediato que fazer roleta-russa durante o processo eleitoral. E pior, pós eleitoral. A Justiça faz o seu papel. Criticada ou não, lenta ou não ela julga. Mas para isso precisa estar profundamente informada dos fatos e que estes tenham embasamento e provas. Coisas que faltaram em eleições em algumas cidades de Mato Grosso, por irresponsabilidade, negligência, incompetência e desinteresse de alguns assessores jurídicos, os fatos passaram. Como cegonhas com carros, como cheques como provas de compra de votos, como cestas básicas apreendidas e tantas outras coisas que foram ignoradas pelo jurídico sob o argumento que depois a gente vê. Isso não existe em campanha. Sobra banana para alguém. Este alguém que pagou e vai amargar o prejuízo e com uma campanha ganha, ´mas tomada de assalto pelo poderio econômico, pela esperteza que virou a noite véspera da eleição. Portanto, é importante frisar: sem showmício, sem brindes, sem cestas básicas.... as eleições vão passar por dois setores: comunicação e jurídico. Então que o candidato já se arme para entrar na batalha.

  • ANTONIO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    FINALMENTE A JUSTIÇA TARDA MAS NÃO FALHA, INAGEM O QUE JAYME FARÁ QUANDO EM CAMPANHA AO GOVERNO, MP FICA DE OLHO...................

  • Marcelo Arruda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Romilson me lembro quando o senhor divulgou a matéria de que Julio Neto estava cometendo o crime eleitoral.
    Lembro também que Julio Neto fez um comentário aqui neste mesmo veículo que os adesivos eram parte de uma campanha de cunho social para pessoas menos favorecidas.
    Ta aí o resultado foi multado e a ação social que ele desenvolvia e era objeto de propaganda nunca foi apresentado.
    Tinham que ser condenados a perder os direitos politicos e ficarem inelegiveis por algum tempo porque a pena pecuniaria eles podem pagar com as aposentadorias de Julio Campos, agora acrescentada por um auxilio moradia que o TC concedeu a ele recentemente.
    Moralidade já na politica, parabéns juiz prolator da sentença.

  • Leite | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    AINDA NÃO SEI PORQUE ROMILSON, VC NÃO PUBLICA MINHAS OPINIÕES , NEM AO MESMO DIZ O PORQUE.
    VOU TENTAR DE NOVO.
    EU ESTAVA LÁ NO MINI ESTADIO E É UMA VERDADE SIM , ESTE JULIO NETO COM ROUPAS DE MARCA NO MEIO DE NÓS POVÃO,NEM DISFARÇAVA.
    QUERO DIZER QUE NÃO ADIANTA ESTE POVO CCHEGAR SOMENTE NA EPOCA DE CAMPANHA E AINDA POR CIMA QUERER SER DIFERENTE DA MASSA

  • Júlio Campos Neto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quero Agradecer ao povo de Várzea-Grande.
    Esta eleição foi um marco na minha vida. Conhecer cada um de vocês foi um prazer imenso. Atender os mais necessitados diariamente. Atender o povo da minha cidade é um privilégio que espero que Deus me de sempre.
    Tive a oportunidade de conhecer cada canto da minha cidade, cada bairro, e fico feliz por onde ter passado ter deixado minha alegria e o meu sorriso como mostra esta foto.
    O povo de Várzea-Grande é um povo aguerrido, lutador, que tem na esperança uma força motivadora que faz enfrentar todos os problemas da vida e de uma péssima administração pública.
    O que fiz, antes, durante e depois da eleição fiz com o intuito de ajudar e servir a minha cidade e o meu povo.
    É facil ficar dentro de um escritório no ar condicionado criticando ou julgando o próximo. Difici é sair de sol a sol, de porta em porta, lutando por um mundo mais justo e uma sociedade mais humana.
    A pergunta que faço, a este pleno, que julgou a distribuição de praguinhas de uma ação social pela criação da Unemat em minha cidade, por que vocês não julgam os crimes cometidos pela administração Domingos na minha cidade ? Por que vocês não julgam os crimes de peculatos já inumeras vezes denunciados por este mesmo corajoso veículo de comunicação ?
    Julgar praguninhas e distribuição de cerveja vocês são capazes, e como se isso fosse relevante ou tivesse força de alterar a força do uso da máquina administrativa nas eleição que se passou.
    Por que vocês não julgam as contratações acima do limite permitido pela lei de responsabilidade fiscal realizado pela administração do prefeito Murilo dormindo no ano 2008 ?
    Por que este pleno não julga a compra de voto discarada nas esquinas das escolas municipais realizadas por cabos eleitorais do atual prefeito ?
    Deixo desde já a minha indiguinação com esta decisão. Primeiro porque realmente o movimento Várzea-Grande Quer Universidade pública existiu e o Deputado Guilherme Maluf em sua audiencia pública na camara de Vereadores de Várzea-Grande é testemunha viva deste movimento. Segundo, porque este pleno possui em pauta assuntos de maiores relevancias não só para várzea-grande como para várias cidades de Mato-grosso a serem julgadas do que praguinhas e distribuição de cerveja.

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