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Quinta-Feira, 24 de Janeiro de 2008, 17h:29 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

JUDICIÁRIO

Lessa cobra maior orçamento e promete cortes

Desembargador Paulo Lessa, presidente do Tribunal de Justiça  Presidente do TJ revela que agora, após inauguração de 7 varas especializadas, começa "racionalização" de recursos

 O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Lessa, reclama do orçamento de quase R$ 400 milhões do Judiciário. Segundo ele, é insuficiente para atender às demandas. "Para o Judiciário funcionar melhor pedimos um acréscimo de R$ 12 milhões, mas não fomos atendidos", avalia. Ele observa que está ajustando a estrutura do Judiciário dentro das limitações e, mesmo assim, prossegue na consolidação de alguns projetos, como o funcionamento, desde esta quinta, das sete varas especializadas. "O nosso orçamento é muito deficitário, por isso estamos tomando providências para adequá-lo à realidade".

   O Judiciário conta com um orçamento R$ 16 milhões maior para este ano se comparado ao exercício de 2007. Lessa observa que agora, após a instalação dessas novas varas, o TJ começa a fazer racionalização de recursos. "Tem outros estudos em análise para a suspensão de varas desnecessárias". Segundo ele, não há previsão do número de varas que podem ser extintas, pois tudo ainda está sob estudo. Das receitas correntes líquidas do Estado, 6% são destinados ao Judiciário cuja maior despesa é com folha de pessoal.

   Celeridade

   O presidente do Judiciário mato-grossense explica que com a formação dessas varas especializadas, os processos serão agilizados com maior rapidez, já que cada vara fica responsável por uma área específica, como, por exemplo, da política-partidária. Para esse caso, foi criada a vara contra o Crime Organizado, Ordem Tributária e Econômica e Administração Pública. "Essa vara não visa atingir alguém (político) especificamente. Não queremos favorecer A ou B. Estamos tomando uma atitude em prol da sociedade, já que é a sociedade quem nos paga. Ela (sociedade) tem direito de ter uma resposta à altura", enfatiza Lessa.

   Foram criadas ainda as varas especializadas em Ação Civil Pública e Ação Popular, Direito Agrário e  Direito Bancário. Antes, eram denominadas de cíveis. Agora ganham nomenclatura específicas. (Pollyana Araújo)


Paulo Lessa, em seu discurso, durante a solenidade de inauguração das sete varas especializadas

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Comentários (11)

  • DONIZETE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O POVO MATOGROSSE TENHE QUE TRABALHA SO PARA O JUDIARIO E COMO FICA O RESTO DOS PODERES , VAMOS TER QUE TRABALHAR PRA ELES TAMBEM A ESCRAVIDÃO AINDA EXSTE?????????

  • Maria Eugênia Guimarães | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Senhor Presidente Paulo Lessa, é fácil resolver o problema de orçamento do TJMT, apenas com algumas atitudes:
    1) Parar de dar aumento "exagerado" no salário dos magistrados;
    2) Cortar gastos "exagerados" com flores para o Gabinete da Presidência;
    3) Não comprar veículos de última geração para "apodrecer" no pátio do TJMT;
    4) Licitar corretamente sem "exageros" materiais para o TJMT;
    5) Não contratar empresas de mudanças, para trocar móveis de uma sala para outra;
    6) Evitar comprar "exageradamente" adoçantes que já estão vencidos nos depósitos.....etc....etc....enfim análise as licitações que estão disponíveis em seu próprio site; Tudo isso é um tremendo "exagero" no orçamento do TJMT....principalmente deixar de demagogia com os seus servidores. Sabendo trabalhar com seus próprios recursos, alias, são as TAXAS,EMOLUMENTOS COBRADOS PELOS CARTÓRIOS E CUSTAS PROCESSUAIS mais caros do Brasil, o TJMT poderá contribuir com a redução da carga tributária para a população matogrossense.

  • Ramiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Atendendo ao princípio da transparência pregado pelo atual presidente do tj; Será que o Presidente do poder informaria para a população, quanto dos 400 milhões ele gasta com a folha de pagamento e diarias de viagem?
    Com a palavra o Sr. Presidente do TJ.

  • Celso Mangel | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O TJ deveria seguir o exemplo do Tribunal de Contas do Estado, colocando às claras em seu "site" na internet, os numeros de suas despesas realizadas. (Salários, beneficios, ajudas de custos, combustível, passagens, diárias, hoteis e restaurantes, verbas de representação, etc...etc...)

  • Amauri Dracena | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns Dr.Paulo Lessa. Se o Judiciário tem melhorado é gracas ao senhor.

    Abraços.. Fui

  • Gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O MCCE e a sociedade agradecem o presidente Lessa pela ousadia de criar as novas varas, principalmente a vara de combate ao crime organizado, a corrupção praticada pelos agentes públicos e politicos é a mais perversa e que prejudica a qualidade do seviço público. Os processos contra aqueles que desviaram mais de R$ 100 milhões dos cofres da Assembléia que andavam a passos de tartaruga tenham agora mais celeridade, esperamos que o juiz indicado tenha todo o apoio e condições para executar o seu trabalho com dignidade.

  • Gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Em tempo, reconhecemos a atução do corregedor Desembargador Dr Orlando Perri, derepente futuro presidente para dar continuidade ao trabalho.

  • D. Souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A sociedade matogrossense, por certo, saberá contabilizar os lucros decorrentes da proposta inovadora e até audaciosa do desembargador Paulo Lessa, de promover uma "varredura" na impunidade dominante em Mato Grosso. Só o fato de alijar da disputa deste ano algumas pessoas com muita "culpa no cartório", este, já terá sido um grande passo rumo à tão decantada moralidade pública. Aí sim, está uma forma de se fazer justiça às claras. O povo felicita por ações nesse sentido.

  • Maria Eugênia Guimarães | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Carla Okamura | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    CHEGA DE SER APARECIDO E COMECE A TRABALHAR, AFINAL PRESIDENTE DO TJ É PRA TRABALHAR, SÃO APENAS DOIS ANOS, E PASSA RÁPIDO, E EU NÃO VEJO A HORA, TÔ SENTINDO NA PELE COMO FUNCIONARIA DO TJMT.

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