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Quarta-Feira, 06 de Fevereiro de 2008, 21h:22 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

BARRA DO GARÇAS

Líderes políticos não dão o último adeus a Varjão


Cortejo fúnebre do ex-prefeito Valdon Varjão, em Barra do Garças
Foto: Mayke Toscano

  Várias lideranças políticas ignoraram a morte de Valdon Varjão, que foi deputado federal, senador e prefeito por dois mandatos de Barra do Garças. Uma das personalidades mais carismáticas e folclóricas do Araguaia, ele faleceu no domingo em Cuiabá, de falência múltipla dos órgãos, aos 84 anos, e seu corpo foi velado na Prefeitura de Barra do Garças até o dia seguinte.

   Dos 24 deputados, somente Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB), foi ao velório. A Câmara Municipal tem 10 vereadores e, destes, só Ronaldo Couto (PMDB) fez o mesmo. Até mesmo o prefeito Zózimo Chaparral (PC do B), que batizou o carnaval de Galáxias para lembrar o discoporto (pista para pouso de disco voador), projeto de autoria de Varjão, não foi dar o último adeus a colega. Chaparral estava em Porto Velho (RO) e por lá ficou. Argumentou que teve que acompanhar também o velório da mãe de sua namorada.

    O deputado federal Wellington Fagundes (PR), que possui empresas e base eleitoral no município, se mostrou ausente. Os familiares de Varjão lamentaram também a ausência de ex-políticos da região, como os conselheiros do Tribunal de Contas, Alencar Soares e Antonio Joaquim.

    No caso de outro conselheiro do TCE e tido como representante do Araguaia, Humberto Bosaipo, sua falta já era esperada. Acontece que, em meio a uma demanda jurídica entre a servidora Helena Jacarandá e Varjão pelo comando do Cartório do 1º Ofício de Barra do Garças, Bosaipo se aliou à primeira. Helena chegou a ser presa em abril do ano passado na chamada Operação Lacraia, sob acusação de envolvimento em esquema de fraudes - leia mais aqui.

    Valdon Varjão era o tabelão do cartório. Como estava adoentado, designou o seu neto Danilo Varjão para substituí-lo. Agora, com a morte, o governo do Estado deve realizar concurso público para preenchimento da vaga de chefia do cartório. Trata-se de um processo similar a de uma concessão.

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Comentários (4)

  • Anônimo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    tem que tirar essa velharada do poder e colocargente compente e capaz, esse corrupitos velhos, como essa helena e seu filho, teriam que estar e na cadeia, uma pena que nao posso dizer porque!

  • Beatriz Barbosa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Deputado Daltinho faz corretamente a parte dele, já os demais "adversários" não conseguem entender a importância de Valdon Varjão na política Barragarcensee e estadual, lamentavelmente.

  • Danilo Varjão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Muito verdadeira sua matéria. Eu como uma das pessoas que acompanharam as punhaladas recebidas pelas costas do meu avô, nunca imaginei que existisse tamanha ingratidão por parte de pessoas que se diziam amigas dele. Me decepcionei com muitas coisas e pessoas e hoje carrego a decepção como um sentimento mais próximo de mim. Como muitos dizem: você é o que possue. Quando meu avô tinha o poder nas mãos tinha muitos amigos, que sempre frequentavam a casa dele, principalmente em épocas eleitorais, tinha um amigão e advogado como braço direito, que se juntou também a funcionária substituta traidora. Hoje podemos comprovar como a falsidade impera dentre estes interessados no poder. É com grande pesar que acompanhei a falta dos antigos amigos do meu avô no velório, mas Deus há de olhar por eles, pois a hora de cada um chega e com isto não levarão nada do que o poder deu a eles. E agora nem mesmo a dignidade.

  • Julio José de Campos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ao tomar conhecimento da morte do inesquecivel amigo e velho correligionário Valdo Varjao, fui ao HOSPITAL Santa
    Rosa, dar os meus pesames e um abraço aos seus familiares,em especial na sua filha Maria Honoria que cuidou com muito carinho do per nos ultimos anos de sua vida. Mato grosso,

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