Últimas

Quinta-Feira, 03 de Maio de 2007, 01h:22 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

LEGISLATIVO

Maggi ameaça pedir os cargos dos rebeldes

Os 7 que não votam com governo no projeto original sobre os PMs são Riva, Maksuês, Muniz, Pátio, Rabello e Avalone 

  Dos Estados Unidos, de onde só retorna na próxima terça (8), o governador Blairo Maggi, em conversa telefônica com o seu líder Mauro Savi nesta quarta, mandou um duro recado aos deputados rebeldes. Avisou que não recuará dos projetos sobre a carreira e salário dos militares e do veto à proposta do deputado José Riva, que insiste na fatia de 30% do Fethab para as prefeituras.

   Segundo Maggi, os projetos devem, sim, entrar na pauta para serem votados na Assembléia. Somente dessa forma saberá quem está ou não com o governo. Chegou a dizer que aqueles que se oposuserem à aprovação já podem se definidos como inimigos do governo e que perderão os cargos indicados na administração estadual. Cada parlamentar, em tese, deveria ter apresentado até 10 indicações para segundo e terceiro escalões. Alguns, porém, só conseguiram emplacar dois.

     Rebeldes

    Pelos posicionamentos tomados até agora, sete não estão com o governo, pois na visão do governador fizeram um pacto para votar contra os três projetos originais que tratam da carreira e promoções dos policiais militares. São eles: José Riva e Maksuês (ambos PP), Percival Muniz (PPS), Zé Carlos do Pátio e Walter Rabello (os dois do PMDB), Wallace Guimarães (DEM) e Carlos Avalone (PSDB).

   Como o bloco representa minoria diante de um quadro com 24 parlamentares, cada um dos sete decidiu continuar com a manobra para postergar ao máximo a aprovação das mensagens. Nesta quinta, o deputado Muniz pediu vistas aos projetos, impedindo-os de serem apreciados em plenário. O combinado é que a cada semana um faça igual.

   Os rebeldes defendem a necessidade de apresentação de ao menos cinco emendas, uma delas para assegurar os mesmos reajustes proporcionais para praças e oficiais militares, coisa que o governo não aceita.

  Essa situação está irritando Maggi. Acuado, o líder do Executivo, deputado Savi,  telefonou para ele, enquanto transcorrida a sessão desta quarta. Lamentou a dificuldade de acelerar a votação das mensagens. Ouviu do governador um recado duro. Maggi disse que não era para recuar e que, ao final, saberia que vota ou não com o governo.

Postar um novo comentário

Comentários (2)

  • Marcelo Leite Ferraz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
    0
    0

    O Estado de Mato Grosso sob a égide da Constituição Federal de 1988, onde a democracia rege o bom entendimento entre os poderes,vivencia um retrocesso ao tempo da ditadura onde corenéis ditam normas de comportamento. Destarte, o Governador Blairo "Amaggi", OPS: Maggi, quer impor seus interesses partidários de qualquer maneira, e assim o faz usando a máquina pública para desarticular a deliberação e a opinião dos representantes do legislativo, que representam o anseio popular. Todavia, somos reféns de uma política arcaica e imperialista movida pelo poder do capital que ainda em pleno 2007 rege a sinfonia dos políticos mato-grossenses, todos cantando no mesmo tom do Maior monocultor do mundo: Blairo Maggi.

  • FABIANA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
    0
    0

    PENSO QUE O GOVERNADOR ESTÁ PENSANDO NO BEM COMUM, ENQUANTO OS DEPUTADOS QUEREM AGITAR E CONSEQUENTEMENTE VALORIZAR OS PRAÇAS MILITARES E DESSE FORMA PROVOCAR UMA RUPTURA NA POLÍCIA MILITAR, POIS SE OLHARMOS A SITUAÇÃO PELO OUTRO LADO DA MOEDA CONSEGUIREMOS ENTENDER A SOLICITAÇÃO DOS OFICIAIS, QUE ALÉM DE TRABALHAREM IGUAL AO PRAÇA É RESPONSAVÉL AINDA POR ATOS ADMINISTRATIVOS DA CORPORAÇÃO. NA VERDADE SERÁ QUE É SÓ O PRAÇA QUE É MAL REMUNERADO.

PGR monitora delação de ex-deputado

jose riva 400 curtinha   Membros do alto escalão da Procuradoria-Geral da República, que rejeitou a proposta de delação de José Riva (foto) na esfera federal por causa de omissão de crimes, estão monitorando os bastidores do acordo de colaboração, agora entre o Ministério...

Fritado no PDT e buscando o Aliança

antonio galvan 400 curtinha   Fritado no PDT, o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan (foto), pretende agora procurar espaço em um partido considerado de direita. E está se movimentando para assumir em MT o comando do Aliança pelo Brasil, partido que está sendo criado pelo presidente Bolsonaro. O sojicultor se mostra,...

Lúdio e incógnita sobre quem apoiar

ludio cabral 400 curtinha   Em 2010, com PT rachado, o hoje deputado estadual Lúdio Cabral (foto) não apoiou Carlos Abicalil, do seu partido, para o Senado. Preferiu virar cabo eleitoral de Pedro Taques, que se elegeu. Agora, para este pleito suplementar ao Senado marcado para 26 de abril, para preencher a vacância devido...

Cotado à cadeira de desembargador

francisco faiad 400 curtinha   É forte o movimento nos bastidores entre os juristas, dentro e fora da OAB/MT, pela indicação do nome de Francisco Faiad (foto) pela classe Quinto Constitucional à cadeira de desembargador. Bem articulado e com bom conceito no meio jurídico, Faiad foi presidente da OAB/MT por dois...

Pivetta promete permanecer no PDT

allan kardec 400 curtinha   O empresário Otaviano Pivetta, que se tornou o mais badalado nesta fase de pré-campanha ao Senado por causa da grande logística em torno do seu nome, se encontra numa saia-justa. Para líderes do Podemos com os quais passou a ter afinidade política, como os senadores Álvaro Dias e...

Ao Senado, 2 partidos e apoio para EP

elizeu nascimento 400 curtinha   Elizeu Nascimento (foto), terceiro-sargento PM licenciado, não é nada bobo. Ex-vereador pela Capital e no mandato de deputado estadual, Elizeu hoje controla o DC-MT e ainda levou aliados de confiança para o PSL-MT, partido que ainda está ligado ao presidente Bolsonaro e que só de...

MAIS LIDAS

ENQUETE

facebook whatsapp twitter email

Na sua opinião, como está indo o Governo Bolsonaro...

excelente

bom

razoável

ruim

péssimo

não sei

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de um mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.