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Quarta-Feira, 25 de Novembro de 2009, 15h:53 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

CONCURSO

Maggi diz continuar com Unemat, mas troca coordenação

   O governador Blairo Maggi (PR) anunciou que a Unemat vai continuar à frente da organização do maior concurso da história de Mato Grosso, mas que toda a parte organizacional ficará a cargo da secretaria estadual de Administração (SAD) e que os servidores estaduais devem auxiliar na realização das provas. A coordenação geral não ficará mais sob a professora Geysa Atala Curvo, em cuja residência houve busca e apreensão de computadores e documentos na noite do último sábado, poucas horas antes da tentativa frustrada de se realizar o concurso com 271 mil inscritos para 10.086 vagas. Ela e outras três pessoas ligadas à Unemat estão sob investigação do Ministério Público. Por enquanto, não já comprovação de fraudes envolvendo Geysa mas o Palácio Paiaguás determinou o seu afastamento do certame.

  Maggi estuda, inclusive, criar um site para que os funcionários que queiram ajudar na realização do concurso façam uma espécie de adesão. Apesar de defender a Unemat com “unhas e dentes”, no caso das supostas fraudes cometidas por funcionários da instituição, que são investigados pelo Ministério Público, Maggi anunciou que toda a coordenação do concurso foi trocada. “O reitor me comunicou que uma nova equipe já foi nomeada”, conta Maggi.

   Ele foi questionado várias vezes sobre às críticas feitas pelo Ministério Públicos e deputados sobre a permanência da Unemat. Justificou que poderia ter escolhido o caminho mais fácil: demitido o secretário da SAD, Geraldo de Vitto, e aberto licitação, mas que isso seria uma medida que demanda tempo e que prefere não “jogar a história da Unemat fora”. “Levaríamos ao menos seis meses para conseguir lançar o concurso. Seria o caminho mais fácil, mas prefiro continuar com esse grupo”, reforça Maggi.

   Ele reconheceu várias vezes a sequência de falhas cometidas e garantiu que elas não ocorrerão. “Teremos mais policiamento, as provas serão elaboradas com maior atenção e os fiscais serão melhor selecionados e vão receber outro tipo de treinamento”, garante. Ainda segundo ele, os candidatos aprovados no concurso público que acontece em janeiro e fevereiro de 2010 vão ser empossados antes de abril, data limite permitida pela legislação, já que no próximo ano acontecem as eleições. Ele pondera que apenas as pessoas que concorrem àquelas vagas onde serão necessárias outras etapas classificatórias não vão ser chamadas até abril. “Apesar da alteração na data, não teremos este problema”, assegura Maggi. Um fato curioso é que apesar do secretário de administração e do reitor da Unemat, Taisir Karim estarem ao lado de Maggi, ele não os deixou responder a nenhuma questão formulada pela imprensa. “Deixa que eu respondo”, dizia Maggi. (Patrícia Sanches)

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Comentários (53)

  • Manuella | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Foram gastos 5 milhões para a realização do concurso, que foi um fiasco. Será necessário mais 5 milhões para realizar outro concurso. Provavelmente o Governo gastará mais uns 3 milhões com propagandas para amenizar a imagem negativa que ficou para o governo. Agora eu pergunto: Quem vai pagar esta conta ? Dinheiro para o fiasco o Governo Maggi tem, mas para investir na saúde pública não tem. E agora Governador, se explique para a população. A saúde pública carece de mais investimentos na capital; Há falta de medicamentos na farmácia de alto custo que é gerida pelo estado. Queremos um posicionamento deste governo, pois o Governador e seus assessores são funcionários do povo. E o patrão deles (o povo) quer explicação.

  • AMILCAR COSTA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Na condição de mestre na área de manejo florestal, fiz minha inscrição para disputar uma vaga para o cargo de perito criminal – especialidade engenharia florestal.

    Como foi a primeira vez que se estava abrindo essa oportunidade, vários profissionais com titulação a nível de mestrado e doutorado, fizeram sim as provas acreditando na lisura e na competência da UNEMAT para gerir esse megaconcurso.

    Gostaria que o prezado colega fizesse junto com uma banca de professores desta instituição, uma avaliação qualitativa da prova que foi aplicada para a cargo de perito criminal e ainda busque de quem foi a responsabilidade pela elaboração dessa e das outras provas , pois o nível de conhecimento que foi exigido estava a nível de 2º grau, muito abaixo do que era esperado pelos candidatos que se prepararam adequadamente de acordo com o edital.

    Acredito que os professores compromissados com a UNEMAT, devam lutar para que se esclareça e se responsabilize a quem de direito, pois esta parecendo que a intelectualidade docente foi excluída da organização, haja visto as declarações do Reitor na imprensa, alegando apenas problemas de logística.

    Como até agora não vi comentários sobre o nível das provas que foram aplicadas, conclamo os professores desta Universidade para que lutem contra esse Reitor, pois ele deveria utilizar todo a capacidade do seu corpo docente e não apenas um pequeno grupo de protegidos, pois parece ter sido esse o verdadeiro problema, seguindo a linha de raciocínio de que existem centenas de professores gabaritados com mestrado e doutorado, que não compactuariam com toda essa calamidade.

    Acredito que muitos dos candidatos já tiveram a oportunidade de chegar a uma conclusão sobre o nível e estão sim, com muitas dúvidas sobre a lisura deste processo tão conturbado até o momento, pelas informações que estão sendo veiculadas pela imprensa.

    Aguardo a divulgação dessa investigação, pois se não for divulgado em 30 dias, quem foram os responsáveis pela elaboração dessas provas de baixíssimo nível, com o seu imediato afastamento do novo processo seletivo, estarei desistindo de participar da nova etapa em janeiro/fevereiro, porque ainda acredito, que o mérito deva ser a única fonte balizadora em qualquer processo seletivo público e não o poder da influência do “ sobrenome “, tão comum aqui em Mato Grosso, onde o uso do poder econômico e político, vem prevalecendo sobre a ética.

    Com a palavra o corpo docente da UNEMAT, que deve uma resposta a todos os candidatos e a sociedade matogrossense. Que a busca pelas devidas responsabilizações e a luta pela qualidade e a lisura do concurso, sejam a marca deste novo processo seletivo que esta sendo elaborado, sob pena de ver denegrir definitivamente os sonhos dos candidatos, como também a imagem pública da UNEMAT, pois ao insistir com a mesma equipe que elaborou as provas, vai comprovar o despreparo da Universidade e a incompetência do Reitor, além de comprometer sim a lisura do processo seletivo.

    Amilcar José da Costa
    Engº Florestal
    CREA RN 170443749-0 ajc442@hotmail.com

  • aroldo arruda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    voces acham que o governador não sabia dessa bagunça, dessa safadeza que ia ser colocando apadrinhados em efetivo no estado? é que a bungunça foi tanta que o tiro foi pela culatra....só engana bobó...

  • Mauro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quem vai pagar a conta do fracasso?
    Aos lesados pela incompetência administrativa do governo Blairo Maggi não restará outra alternativa senão recorrer à Justiça para tentar reaver seus prejuízos. Uma solução demorada e trabalhosa, mas uma solução.
    Mas quem pagará a conta do dinheiro público gasto com esse fracasso? Quem pagará os R$ 5 milhões já dispendidos na realização do maior fiasco administrativo da história de Mato Grosso? E quem pagará pela realização do novo concurso?
    Se depender do governo esta conta cairá nas costas do contribuinte. Mas isso é justo? Afinal, quem decidiu realizar o concurso com a inexperiente Unemat? Quem se omitiu ou não planejou corretamente a logística do concurso? Quem não assumiu a responsabilidade pela gestão do concursos quando tinha obrigação de fazê-lo? Quem assumiu o risco de promover um certame dessa magnitude e de custo estratosférico sem o mínimo de cuidado e planejamento?
    A resposta está na ponta da língua, está na palma da mão: Blairo Maggi e seu secretário de Administração, Geraldo De Vitto, são os únicos responsáveis tanto pelo fracasso quanto pelos prejuízos causados ao erário e às milhares de pessoas lesadas pela monumental falta de gestão e logística na aplicação das provas do concurso público.
    Blairo e De Vitto vão pagar do próprio bolso o prejuízo que causaram? Dificilmente, mas seria o justo. E é neste sentido que se espera que o Ministério Público aja: que cobre do governador e do secretário, na medida de suas responsabilidades, a devolução ao erário de todo o prejuízo que direta ou indiretamente causaram aos cofres públicos e aos concursandos.
    Blairo e De Vitto negligenciaram, autorizaram uma instituição sem a menor tradição na execução desse tipo de serviço a realizar um trabalho que exige alta especialidade. E fizeram isso porque tinham pressa em viabilizar a contratação dos concursados antes do prazo permitido pela legislação eleitoral. Agiram, pois, no interesse eleitoral, exclusivamente. E esta é a única razão para que tenham delegado à Unemat uma tarefa que todos sabiam, inclusive o Ministério Público, que a instituição não detinha a menor competência para realizar.
    Mas Blairo e De Vitto, apesar das recomendações do MP, insistiram. Queriam escapar da obrigação de realizar uma concorrência pública nacional para contratar a elaboração e aplicação do certame. Porque tinham pressa eleitoral na condução do concurso. As declarações públicas, em particular do secretário De Vitto, não deixam dúvidas sobre as intenções eleitoreiras a cerca da realização daquele que deveria ter sido o maior o concurso público do País.
    Blairo Maggi e Geraldo De Vitto são - repito - os únicos responsáveis pelo fracasso e pelos prejuízos. E são eles, pela negligência, imperícia e imprudência - com claro interesse eleitoral - quem devem ser responsabilizados por todos os prejuízos causados aos cofres públicos.
    Oxalá seja este o entendimento do MP, porque será o cúmulo da injustiça que a conta dessa desfaçatez recaia sobre o contribuinte.

  • Claudio Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Conversa pra boi dormir! Gostaria de saber se algum funcionário da AMAGGI desse um prejuizo de 5 milhões ao Blairo, o que é que ele faria? O fato é que os dois patetas deram esse prejuizo ao Estado, sem falar do prejuizo causado aos concurseiros, e isso não pode ficar assim, afinal, o dinheiro e arrecadado a custa do suor do povo, principalmente os mais pobres.
    O de Vitto é incompetente por não ter feito um correta previsão do numero de inscrições, não planejou e nem acompanhou a execução, apenas acreditou que ao final seria glorificado pois se acha muita coisa. Não foram os fiscais e os coordenadores que deram as orientações e diretrizes do trabalho errado que foi realizado. É muito nobre querer proteger a instituição UNEMAT mas é lamentável proteger a quem prejudicou o Estado tanto financeiramente quanto em sua imagem. Pense melhor governador pois assim o senhor ganha dois votos e perde 200 mil.

  • jose b s gomes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A CAMARILHA DO PSDB ESTA APOSTANDO TODAS AS FICHAS NO INSUCESSO DO CONCURSO. O TIRO PODE SAIR PELA CULATRA. E SE NÓS QUE PRECISAMOS DO EMPREGO ACHAR OU IMAGINAR QUE ESSE POVO DO WILSON SANTOS ESTA CONTRA A REALIZAÇÃO DO CONCURSO, VAMOS FICAR DE QUE LADO.

  • zequinha da v. operária | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O governador Blairo Maggi já marcou outra data para a realização do grande concurso, digo grande fiasco do estado de MT.
    Mas uma coisa é certa o Ministério Público vai querer saber do resultado das investigações.
    Este grande fiasco vai ficar na história de MT.
    Blairo perdeu e perdeu milhares de votos com este fiasco.

  • P. RODRIGUES | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PODE ATE SER GRANDE EMPRESÁRIO.... NOSSA MAS QUANTA BURRICE QUANDO TRATA DO r$ PÚBLICO, DO RESPEITO AO SER HUMANO E AS GARANTIAS DO CIDADÃO PAGADOR DE IMPOSTOS. UMA COISA É CERTA ELE NÃO ADMINISTRA SUAS EMPRESAS , COMO ADMINISTRA ESTE ESTADO; E DA-LHE SOJAAAAAAAAAAAA DISSO O OMINHO ENTENDE

  • Sergio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESTA CLARO NA DECLARAÇÃO DO GOVERNADOR QUE ESSE CONCURSO TEM FIM ELEITOREIRO!!!

    QUAL O PROBLEMA DE DEMORAR 06 MESES PRA REALIZAÇÃO DO PROXIMO CONCURSO


    DESDE QUE SEJA TRANSPARENTE E CORRETO!!

    ABRAÇOS!!

  • Gislane | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Apoio essa decisão apesar de todo o acontecido, pois não há mais tempo para outra Bancada Elaboradora retomar do começo, leva muito tempo e nós que estamos realmente com vontade de passar num concurso não podemos ficar nos pegando em coisinhas, é momento de agir contra o tempo. Temos que nos unir porque críticas nesse momento não melhora a situação. E quanto ao Sr. Governador, agiu certo, provando que realmente é um homem sério, de palavra. Apesar de muitos falarem que é um concurso eleitoral ( ele não precisa disso para se eleger), tem que usar a cabeça e aproveitar a oportunidade e parar de reclamar. E quanto aos que trabalharam, hoje no MTTV o secretário falou que vai pagar todos.

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