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Sexta-Feira, 23 de Maio de 2008, 08h:20 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

MEIO AMBIENTE

Maggi erra ao ignorar Inpe e confrontar ministro

  Ao invés de aceitar os dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que vem apontando aumento da derrubada de árvores em Mato Grosso e adotar medidas duras que venham a frear o desmate na Amazônia, o governador Blairo Maggi prefere a política do enfrentamento. Maior produtor individual de soja do mundo, ele vive contestando os números e, em defesa dos produtores e madeireiros, resolveu até trombar com o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, assim como havia feito com a antecessora Marina Silva.

   Maggi já prepara nova investida contra o governo federal para segunda (26), quando Minc divulgará novas estatísticas sobre desmatamento na Amazônia e mostrará que o índice de Mato Grosso cresceu mais de 60% nos primeiros 5 meses deste ano em relação ao mesmo período no ano passado. O governador evita fechar o cerco contra madeireiros para não azedar a relação com o setor. Acha também que conta com apoio do presidente Lula, quando, em verdade, Minc começa a atuar sob orientação do próprio Palácio do Planalto.

  Falta ao governador postura de estadista. Não basta se prender nas indicações do Deter, sistema de detecção do desmatamento em tempo real, e ignorar o Inpe, que se tornou referência no país. Ao invés de mirar para as contestações e no frágil discurso de que está havendo perseguição e descriminação para com MT, o governador deveria impôr a lição de casa por mais rigorosa que seja.

   A secretaria de Meio Ambiente vive um barril de pólvora. Os processos não andam. Falta estrutura para atuação tanto interna, quanto externa. Há até sugestões demais para se avançar na área ambiental, tanto que a CPI da Sema instalada pela Assembléia apresentou ao Palácio Paiaguás quase 100 dicas.

   O impasse vai continuar, enquanto o "rei da soja" que conduz um Estado amazônico que queima e desmata ao arrepio da legislação e motivado pela política do passado de desbravar fronteiras para o avanço da agricultura e não mostrar humildade, reconhecer falhas e se articular melhorar com o governo federal.

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Comentários (15)

  • Germano Souza Cruz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    As atitudes de Blairo Maggi só comprovam que o mesmo é descompromissado para com a natureza, para com as futuras gerações, pois pratica atos típicos de empresários retrógados que só pensam no momento, que têm os olhos voltados para sí e sua família. É gente que já destruiu a natureza nos estados do sul e agora que dissiminar a destruição em Mato Grosso. O povo não deve se manter inerte quanto á esta situação, MUITO MENOS CONCEDER PODER à gente desta espécie. O Brasil já tem àreas produtivas desmatadas o bastante para sustentar sua gente, os agricultores devem investir mais em tecnologia para produzir mais em menor espaço, e não buscar mais espaço para cultivar, devem ser mais racionais e pensar que seus filhos e netos talvez não conhecerão sequer um pássaro voando em matas. FORA TURMA DA BOTINA! FORA MOTO-SERRA DE OURO. TU ÉS PERSONA NON GRATA EM MT.

  • Ana Maria Bezerra | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Dia 21 de maio esteve a wwwf prestando informações a ONG Sempre Verde que possui 1 milhão de hectares no Amazonas-Apui.E eles foram unanimes em afirmar que o Minc irá fechar cada vez mais o cerco a devastação.Falta em minha opinião ao Governador de Mt chamar todo o pessoal ligado ao setor ,inclusive as OngS e dizer o que vamos fazer,até porque outros governadores jah fizeram e o resultado tem sido visto ,como foi feito anteriormente no Acre e agora no Amazonas,para se ter uma idéia o zomeamento do estado do Am será feito pela wwf.Esta atitude mudaria a visão que foi vendida do Governador ,colocando-o como alguem que precisa de ajuda não de crítica.
    Não será desmerito fazer isso,afinal o problema é globalizado como a solução deverá ser.
    Ana Maria Bezerra
    Eng.Agro-Diretora Executiva
    Sempre Verde

  • Amado Amador | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Palavras duras, caro Romilson! Entretanto, concordo com parte delas, pois acho mesmo que o governador está mal influenciado. Oras, se apreciamos posturas rígidas quando da defesa dos interesses de Mato Grosso isso significa interesses de todos de Mato Grosso, e não de dois segmentos econômicos apenas. Sendo assim, bancar o guri contrariado com o novo ministro, do tipo que faz pirraça porque não gosta, é muito ruim, porque o razoável seria apoiar o Ministério do Meio Ambiente fortalecendo a própria Secretaria do Meio Ambiente.

  • CARLOS ROBERTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SOU CONTRA O DESMATAMENTO DESORDENADO, MAS O GOVERNO FEDERAL NÃO PODE BAIXAR MEDIDAS ESTREMAS SEM MEDIR AS SUAS CONSEQUENCIAS, OU SEJA, VAI SER UMA QUEBRADEIRA DANADA EM VARIOS MUNICIPIOS.!!

  • Jean M. Van Den Haute | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Na agropecuária, 20% do desmatamento se faz para a agricultura e 80% para a pecuária. Portanto, Blairo Maggi nem merece a Moto-serra de Bronze ... e O nomeado é ... o Rei do Gado, você sabe, aquele proprietário feudal do Estado de Mato Grosso que manda em tudo por aqui e que lidera uma comissão senatorial para se investigar si mesmo e faz chantagem para cima do Governo Federal, ameaçando ... Parar o Senado se a operação Arco de Fogo continua atrapalhando as suas falcatruas.
    Faz agora o que precisa ser feito Governador, não seja instrumento da feudalidade. O povo tem força e vai reconhecer os seus méritos.

  • Jacyara | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Concordo, com a maioria dos comentários, principalmente o editorial, que mostra uma postura insana e insenssivel de sua excelencia o senhor governador.
    O foco fixado por Blairo, representa o mesmo de um arriete sendo batido contra uma parede de pedras, efeito nenhum terá.
    A postura de estadista deve nortear seus pronuciamentos e seus procedimentos, grosserias como o ministro Magabeira está em um servicinho seguidos de risos e exposições para a imprensa, representa somente falta de preparo para a solução de uma situação delicada.
    Neste momento é que concorrem os seus secretários mais chegados: Novack para o blindar e Yuri para se expressar em ingles.
    Gente, Blairo precisa é de gente capacitada e decidida.
    Já fiz menção, aqui, ao nome de Holden Tretini, acredito que seja o cidadão capaz de contornar esta situação e evitar as situações constrangedoras de falta de rumo do senhor governador.
    Quanto a devastação da floresta, está feita, vamos correr para equalizar nosso estado e proteger de forma ordeira e flexivel, medidas de reflorestamento para a proteção das terras.

  • pedro celestino | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    esse minc, é o ministro idiota do planalto. é um mauricinho de copacabana, naõ conhece nada e fala muita merda. fecha a boca, e respeite a historia do gov blairo seu palhaço.

  • Helano ferreira bitencourt | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PARABÉNS ROMILSON PELO ARTIGO, ELE REFLETE A ABSOLUTA VERDADE DOS FATOS, DA NECESSIDADE DO GOVERNADOR DO ESTADO ENCARAR DE FRENTE OS PROBLEMAS AMBIENTAIS DO ESTADO E NÃO TENTAR ESCAMOTEAR, ENGANAR OU MAQUIAR OS FATOS. QUEM LÊ, ASSISTE TELEVISÃO E OUVE RÁDIO, SABE QUE O ESTADO DE MATO GROSSO ESTÁ COM UMA IMAGEM ALTAMENTE ABALADA, COMPROMETIDA MESMO, DEVIDO AOS CONSTANTES DESMANDOS QUE TÊM OCORRIDO NA ÁREA AMBIENTAL. INFELIZMENTE, O NOSSO GOVERNADOR NÃO TÊM TIDO A NECESSÁRIA CORAGEM PARA FAZER MUDANÇAS DE RUMO NESTA ÁREA, INOVAR, E ISSO OCORRE OU POR INTERESSE CORPORATIVO, DO SETOR DO AGRONEGÓCIO, OU PORQUÊ ESTÁ MUITO MAL ASSESSORADO NA SEMA. O GOVERNADOR PREFERE CONTRATAR ALGUMAS ONGS QUE SE SUJEITAM A FAZER O SEU MARKETING AMBIENTAL, MUITO FALSO POR SINAL, E ATENDER OS RECLAMOS ECONÔMICOS DO SEGMENTO QUE FAZ PARTE. SE NÃO QUISER ENTERRAR DE VEZ A IMAGEM DE MATO GROSSO, PRECISA TER OUSADIA, QUE ELE TANTO PROPALOU POSSUIR QUANDO DA SUA PRIMEIRA ELEIÇÃO, E QUE ACABOU NAUFRAGANDO PELA INÉRCIA E INCOMPETÊNCIA DE SEUS ASSESSORES, SOBRE DO ATUAL SECRETÁRIO DE MEIO AMBIENTE, SENHOR DALDEGAN, MUITO FRACO, SEM NENHUM COMPROMISSO COM O MEIO AMBIENTE E VIVE CRIANDO CLIMA DE TERRORISMO COM OS TÉCNICOS DA SEMA, POR SINAL MUITO DESMOTIVADOS. SE FOSSE O GOVERNADOR PASSARIA UMA BORRACHA EM TUDO ISSO, NOMEARIA O MARCOS MACHADO OU ALGUÉM LIGADO A ESTE, DE PREFERÊNCIA DO QUADRO TÉCNICO DA SEMA, CRIARIA UMA AGENDA AMBIENTAL PRÓATIVA, REFAZIA A POLITICA AMBIENTAL DO ESTADO, E SE ASSOCIAVA AS AÇÕES DO GOVERNO FEDERAL, DO NOVO MINISTRO DO MEIO AMBIENTE, EM VEZ DE FICAR PERDENDO TEMPO EM CRITICAR E CONTESTAR NÚMEROS DO INPE. O GOVERNO DO ESTADO TÊM QUE ASSUMIR OS ERROS HISTÓRICOS NA OCUPAÇÃO TERRITORIAL, DA NECESSIDADE DE RECUPERAR O SEU GIGANTESCO PASSIVO AMBIENTAL, E NÃO FICAR APENAS OLHANDO PARA O PRESENTE, MESMO ASSIM, DE FORMA INEFICIENTE, AMADORA. MUDE GOVERNADOR, ANTES QUE O POVO RESOLVA MUDAR POR SEUS PRÓPRIOS MÉTODOS DEMOCRÁTICOS.

  • Luiz Carlos Florentino | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Há uma guerra de informação. Sem dúvida o governo de MT têm que fazer a lição de casa, mas não dá prá baixar a cabeça e aceitar calado as imposições de quem está muito mais preocupado com a performance pessoal do que fazer uma gestão equilibrada no Ministério do Meio Ambiente.
    O próprio ministro disse que não conhece o Brasil. Disse também que o governador do Rio não abria mão do seu passe, e desandou a falar bobagens.
    - Pessoalmente gostaria de ver onde há + 60% de desmatamento. Se boa parte das áreas plantadas não foram sequer plantadas, e a maioria absoluta das serrarias estão fechadas.
    É preciso sair dos gabinetes e percorrer esse Estado, antes de tirar conclusões precipitadas.

  • Jose Carlos Bartolomeu | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Lendo estes comentarios, nem parece que estou no Mato Grosso de um lado um governador brigando com o ministro por nossa causa, querendo que as coisas melhorem para Sinop,Vera, Carmen, Claudia, Feliz Natal etc. E nosso povo descontente, quantos estados nao gostariam de ter um governador deste. Ja acabaram com os estados deles, agora nao querem que o nosso progrida, vamos mostrar para eles como seremos grandes. VIVA O MATO GROSSO. TERRA QUE AMAMOS.

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