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Domingo, 13 de Abril de 2008, 07h:26 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

AGENDA

Maggi pede socorro a Lula para contornar crise

  À frente de um Mato Grosso celeiro da produção agrícola, mas na lista de campeões em desmatamento e sob pressões internas e externas, o governador Blairo Maggi decidiu pedir socorro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Será recebido no Palácio do Planalto, nesta segunda, às 16h30, para uma audiência com o aliado. Antes, terá uma conversa dura com a ministra Marina Silva (Meio Ambiente).

   Maggi é cobrado por produtores, empresários e pela classe política no sentido de intervir junto ao presidente da República para barrar as ações da Operação Arco de Fogo, que fechou o cerco contra 19 municípios mato-grossenses campeões em desmatamento na Amazônia Legal. Essas regiões onde o comércio madeireiro predomina passaram a sofrer uma série de restrições que começam a comprometer o desenvolvimento socioeconômico.

  Para piorar, o Ibama divulgou uma relação em que constam 1,3 mil propriedades embargadas por "abrigarem atividades ilegais contra o meio ambiente". A lista foi divulgada em 1º de abril e, de lá para cá, começou a ser "depurada". Caiu para menos de 400. Agora, esses produtores, madeireiros, pecuaristas e outros segmentos atingidos pelos embargos serão obrigados a passar por um processo de recadastramento. Correm risco de não podem vender produtos ou receber financiamentos. Quem comprar produtos dessas fazendas também devem responder criminalmente.

    Maggi insiste na tese de que houve precipitação e equívocos dos órgãos federais. Ele contesta tanto o Decreto 6.321, que acabou motivando a intervenção federal na gestão ambiental em Mato Grosso, por considerar que os dados do Inpe sobre desmatamento em 2007 não batem, quanto a Portaria 96, do Ibama, sobre os embargados. O governador entende que a União não pode impedir MT de realizar atividades econômicas por causa de desmatamentos que aconteceram há várias décadas.

(Às 12h50) - "Vamos apresentar modelo de gestão"

 O governador Blairo Maggi revela que neste sábado conversou bastante, por telefone, com a ministra Marina Silva, sobre as problemáticas na área ambiental. Nesta segunda, às 8h, ambos se encontram pessoalmente em Brasília para prosseguir o debate e, mais tarde (às 16h), com o presidente Lula. "Vamos discutir sobre os números (do desmatamento, que colocam MT entre os que mais atuam de forma ilegal na Amazônia Legal) e saber de que forma vamos conduzir esse processo", enfatiza.

   Maggi adianta que nas audiências em Brasília vai buscar alternativa que venha atender o Estado de Mato Grosso e que, ao mesmo tempo, não confronte com as ações do Ministério do Meio Ambiente na busca por um desenvolvimento sustentável. O governador prefere o diálogo ao enfrentamento. "Queremos a preservação ambiental, mas como atingir isso e sem prejudicar os municípios? É aí onde está o problema".

Ex-prefeito e deputado Otaviano Pivetta  O governador destaca que surgiu uma nova proposta e que pode vir, inclusive, a colocá-la na reunião com Lula e Marina. Seria consolidar no Estado um projeto em parceria com ONGs, a exemplo do que fez o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e hoje deputado Otaviano Pivetta (PDT) que, aliás, entrou como ponto de apoio do governo do Estado na questão ambiental. O modelo consiste em envolver ONGs, produtores e o poder público num comprometimento mútuo, ou seja, de forma participativa. "Hoje, não se consegue separar um ato isolado em MT. A idéia é que a imagem do Estado seja resguardada dentro desse processo". Na avaliação do governador, o Estado não pode ser penalizado por causa de ações isoladas. "Do jeito que está é como se alguém de MT cometesse um crime e todos tivessem que pagar por isso. Não podemos criminalizar todo mundo".

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Comentários (10)

  • antonio xavier torres | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A grande falha da politica ambiental deste Estado é a falta de iniciativa própria para antecipar aos problemas, as crises ambientais. Estão sempre apagando incêndio. Agora vêm esta proposta de replicar a experiência de lucas do rio verde para todo o Estado. Ora, trata-se de uma experiência ainda incipiente,voltada para atender a realidade daquele município. Mato grosso é muito grande, com realidades distintas em cada macro região, portanto, deveria haver politicas, projetos e ações para cada realidade distinta, levando em consideração suas especificidades, como também, implementando novos instrumentos de gestão ambiental nestas regiões. A área ambiental do Estado não vai evoluir enquanto continuar a reboque de politiqueiros ou daqueles que desejam manipular a politica ambiental para satisfazer seus interesses pessoais ou empresariais.

  • fernando gonçalves | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Engraçado a conciência de algumas pessoas que dizem dúvidar do desmatamento no estado rararara em Mato-Grosso nois temos administradores que pensam apenas em plantação e á assembleia esta cheia de representantes de madereira só que esqueceram que alguém cuiada da natureza .Agora vamos pedir ajuda antes que dizem que nois temos alguma coisa com isso....

  • ANTONIO GADELHA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • jacyara | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Romilson, Boa noite

    Só posso concordar com a idéia de Otaviano Pivetta, pois foi uma implantação de sucesso em Lucas do Rio verde, e é exemplo não só para o Brasil mas sim, para o mundo.
    Se tem coisas que não posso duvidar, é da capacidade de Maggi e Otaviano em gerir seus emprendimentos no agronegócio, acusar as soluções apresentadas como de afogadilho ou de que não foram maturadas (interpretação do primeiro comentario)é no minimo um contracenso, pois temos que termos um rumo, um destino e este (destino) realmente tem que ser facilmente comprovavel e aplicavel, visando nosso agraonegocio que é a base social e economica do Mato Grosso.

    Parabens Otaviano Piveta.

    Jacyara

  • valter josé de afonso correa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Meus senhores e senhoras, aí está a raiz do seríssimo problema ambiental do mato grosso. O órgão ambiental não dá conta de propor saídas para a crise, aliás, a gestão da sema é uma das responsáveis da falta de rumo da politica ambiental do estado, e agora, deputados profundamente arrolados no processo histórico de ocupação desordenada do território estadual, onde inclusive muitas vezes foi beneficiado por financiamentos e incentivos econômicos para derrubar vastas áreas florestadas para dar lugar ao cultivo de grãos e pasto para gado, e hoje, depois de se enrriquecer na base da extração dos nossos recursos naturais, deixando um passivo ambiental significativo, vêm a público para replicar um programa que está ainda no ínicio, lá de lucas do rio verde, sem nenhum resultado concreto, e muito menos, sem uma avaliação técnica da capacidade técnica de extender a outras regiões do Estado. Alguém está querendo enganar o povo, de duas formas, escondendo o seu curriculum de degradador ambiental, e depois, mostrando uma faceta disfarçada de coelhinho, bomzinho, protetor da natureza.

  • luiz melodia de mato grosso | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    o gov blairo é um grande governador e com certeza ira encontrar uma solução junto ao presidente lula para essa questão que vive nosso estado e principalmente os municipios envolvidos no asssunto

  • CARLOS ROBERTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESTIVE EM LUCAS TRES DIAS ANTES DO COMEÇO DA OPERAÇÃO ARCA DE FOGO, ME HOSPEDEI NO HOTEL ITALIA, ANDEI PELA CIDADE, VISITEI O ASSESSOR DE IMPRENSA NERY, PAU MANDADO DO PREFEITO MARINO NA PREFEITURA, E SAI DE LA COM UMA CERTEZA. A ELITE DONA DOS NEGOCIOS DORME CEDO, QUEM ELES USAN COMO ESCRAVOS, SE CONTENTAN COM UM GOLE DE PINGA.!!

  • Luiz Blanco | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse governador quer fazer gestão ambiental com técnicos mal remunerados, além disso, mantem uma tal de TECNOMAPAS com pelo menos uma CENTENA DE FUNCIONÁRIOS dentro da SEMA desenvolvendo os mesmos trabalhos dos técnicos de carreira, por sinal essa empresa é 1º caso de cabide de emprego na iniciativa privada, lá estão, parentes de políticos. ESSES FUNCINÁRIOS ESTÃO TOMANDO O LUGAR DOS CLASSIFICADOS NO ÚLTIMO CONCURSO, A CONTA É SIMPLES: SE A SEMA TINHA UM CONCURSO EM VALIDADE E MANTINHA FUNCIONÁRIOS CONTRATADOS O NORMAL SERIA SUBSTITUÍ-LOS PELOS CLASSIFICADOS NO CONCURSO. O MINISTÉRIO PUBLICO QUE TANTO CONTEXTA A GESTÃO DA SEMA DEVERIA VER ESSE CASO DO CONCURSO QUE JÁ PERDEU A VALIDADE, MAS QUE PORÉM NÃO PREENCHEU COM NÚMEROS DE PROFISSINAIS SUFICIENTES AS VAGAS QUE ESTÃO NÁ MÃO DA TECNOMAPAS.

  • Fidel | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Fazendeiros vistos como heróis por colonizarem a Amazônia na década de 70 hoje são considerados vilões ambientais pelo mesmo governo federal que os incentivou a ocupar as terras. Que País é Este???

  • Jovaine | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E assim caminha a humanidade. Quero ver até quando!

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