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Sexta-Feira, 14 de Março de 2008, 08h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

ARTICULAÇÃO

Maggi, Pivetta e Muniz também viram caciques

  A militância partidária começa a "produzir" novos caciques na política em Mato Grosso. Depois de Carlos Bezerra, que há décadas dita as regras no PMDB, do PP de José Riva e Pedro Henry, do DEM de Jaime Campos e do PTB de Oswaldo Sobrinho, agora começam a prevalecer também normas dentro do PR com Blairo Maggi, do PDT com Otaviano Pivetta e do PPS com Percival Muniz. Estes três incorporaram a tese do caciquismo. Atuam com mão-de-ferro para ter as rédeas do partido. O prefeito cuiabano Wilson Santos começa a seguir o mesmo caminho enquanto presidente estadual do PSDB.

   O governador Blairo Maggi escalou seu afilhado Moisés Sachetti para presidir o PR, depois de, com a força da máquina, transformar a legenda na maior do Estado com 67 prefeitos, mais de 50 vice, 250 vereadores, 5 deputados estaduais e 2 federais. Mesmo fora da presidência, controla tudo. Sachetti dá os passos partidários monitorados pelo cacique Maggi. O rei da soja já é responsável pela fritura de alguns pré-candidatos, como o deputado Sérgio Ricardo, que desistiu de concorrer à Prefeitura de Cuiabá. Maggi virou político de carteirinha.

  O deputado estadual Otaviano Pivetta, aos poucos, conseguiu arrancar de Mário Márcio Torres a presidência estadual do PDT. O radialista controlava o partido há mais de 20 anos. Agora é Pivetta quem impõe sua "filosofia". Sob suas ordens, a legenda pedetista já se distanciou do prefeito Santos. Percival Muniz incorporou a rebeldia do presidente nacional Roberto Freire e conduz o PPS no Estado com rigor. Tenta cassar os infiéis e reconduzir o partido à condição de grande, após voltar a ser pequeno com a debandada da turma da botina para o PR.

   As novas regras do TSE sobre fidelidade partidária trazem mais poderes aos caciques que, dependendo da conveniência do momento, podem "fritar" ou projetar aliados.  

   Imposição

   Hoje, em praticamente todas as legendas as decisões sobre candidaturas, alianças e controle interno são tomadas pela cúpula, apesar de muitos recorrerem ao costumeiro argumento de que as bases são consultadas. Nesse processo, a chamada militância se vê obrigada a absorver encaminhamentos que poderiam até tomar outro rumo se fosse conduzido de forma democrática. Mato Grosso começa a experimentar a fase na política de muitos caciques para poucos índios.

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Comentários (10)

  • Ramire pelado | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Blairo Maggi entrou na política representando o novo e vendendo uma esperança para o povo que seria um político diferente, portanto, suas ações estão mostrando ao contrário, chegou no Partido da República patrolando o grupo de Welinton Fagundes e com o poder da máquina administrativa virou o grande cacique do PR menosprezando anos de luta pártidária de Welinton Fagundes, Jota Barreto e outras lideranças históricas do antigo Partido Liberal.

  • Paulo Ricardo Almeida | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tenho amigos que militam no pdt e estou filiando tambem,posso afirmar de fontes seguras que o Otaviano Pivetta só interfere de forma positiva nas decisões do do pdt,não tem caciquismo nem mão de ferro,basta ver a composição da executiva.

  • Antonio Carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não resolve ser cacique, se vc não tiver indio para comandar. Ao meu ver, militância politica é tudo numa agremiação partidária. Caso esses politicos continuem trabalhando com regime autocrático, com certeza estarão fadados ao ostracismo num futuro bem próximo.
    Hoje vivemos no mundo global, onde a tecnologia da informação proporciona que saibamos das coisas em tempo real, portanto revejam seus conceitos.
    EU ESTOU DE OLHO.

  • Igor | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Discordo da afirmativa que refere ao deputado Pivetta como cacique politico, vejamos:
    Se ele assumiu recentemente o pártido e quebrou uma hegemonia de 20 anos o caciquismo talvez era praticado pelo antigo lider, entretanto ambos( Pivetta e Mário) colocam seus estilos de liderança na adminstração pártidaria, o que é de qualquer forma toleravel, para isso existe uma executiva e os dirigentes, para ter atitude nas tomadas de decisão.Portanto é normal que o Deputado Pivetta tenha outro ponto de vista com relação ao antigio diretório.
    Saliento que essas discusões são importantes para fomentar o conceito correto de se fazer politica e não politicagem. Parabéns ao Blog e seus colaboradores por gerar discusão e aumentar a forma de se expressar opniões.
    Atenciosamente Grato.

  • Pedro Araújo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    há unica diferença entre o CACIQUE PIVETA e o CACIQUE MARIO MARCIO é o tempo de "CACIQUISMO".

  • sandro luiz m. delgado | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Isto é para nós eleitores aprendermos a votar certo, a tal reeleição é que torna essa perpetuação no poder. Devemos abrir os olhos e ouvudos também.

  • Luciano Regis | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não concordo com essa matéria... No caso do Blairo Maggi ele não é o cacique quem comanda, mesmo de Brasília, e o Professor de Deus Luiz Antonio Pagot... que no tempo que estava no PPS tbm empunha as suas decisões dentro do partido, mas no PPS ele tinha a resistência do Percival e do Roberto França...

    E já no que se refere aos Dep. Otaviano Piveta e Percival Muniz, nós não podemos confundir liderança política com caciquismo, pois ambos são os mandatários com maior expressão dentro de seus partidos, é compreensível que a militância siga a suas decisões....

    Em relação à afirmação de que o Percival é um cacique por querer cassar os infiéis é tbm um equivoco, pois isso é uma determinação da direção nacional e o diretório regional que não o fizesse seria destituído e no caso do Percival, e de outros mandatários, o partido iria pedir a cassação pelo motivo de infidelidade partidária!!!

    Concluindo, não podemos confundir as coisas!!!

  • Medeiros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESTADUAL

    Glauco Matoso

    Numa federação, governador
    teria mais poder que o presidente,
    pois, sendo cada estado independente,
    compete a ele pôr como dispor.

    Polícia, impostos, bancos, o que for,
    tem tudo em sua mão! Só seu parente
    ou correligionário quer que sente
    no quente trono, como sucessor!

    Controla no Congresso uma bancada
    capaz de derrubar qualquer proposta
    que uma azeitona tire-lhe da empada!

    Se em pizza acaba o que antes foram bostas,
    é só mandar servir a marmelada
    que um tapa a oposição lhe dá nas costas!

  • PEDRO BÔ | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    No período em que militei, tínhamos IDEOLOGIA, discutíamos Democraticamente, e existia sim, nucleos acentuadamente políticos, muito bem preparados ideologicamente.Hoje, encontramos "pseudos-Caciques"Porque? MANIPULAM OS PARTIDOS, COM INDICAÇÕES, COMPRAM PARTIDOS E DAÍ? DAÍ QUE SE ACHAM PODEROSOS, SABENDO QUE SEUS SÚDITOS PODEM SE ELEGER E DAR CONTINUIDADE AOS DESMANDO, ASSISTENCIALISMO-NEPOTICO, E PREPARANDO CAIXA PARA AS ELEIÇÕES, E O POVO QUE SE DANE. ASSIM, NÃO SE RENOVA.

  • Formador de opiniao | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Pivetta é despreparado e dissimulado!
    Quem tem oportunidade de sentar e reunir com ele, sabe perfeitamente do que falo!
    Ele nao sustenta opiniao e nao cumpre o que fala!
    Tempos curtos... e cheio de trovoadas... pairam sobre a Gestao Provisoria e capenga de pivetta frente ao partido...
    Volta pra empresa Pivetta...

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