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Domingo, 14 de Outubro de 2007, 09h:09 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

SENADO

Maioria de senadores do PT não é favorável à cassação de Renan

Folha ouviu, em dois dias, 10 dos 12 senadores do partido; quanto ao afastamento do cargo de presidente do Senado, oito defendem a imediata renúncia

MARIA LUIZA RABELLO
SILVIO NAVARRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Em meio a uma crise que envolve o comando da bancada e aspirações pela sucessão de Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado, 8 dos 12 senadores do PT defendem hoje que o peemedebista se afaste imediatamente do cargo, mas somente dois deles avaliam que há elementos para a cassação.
A Folha ouviu, em dois dias, 10 dos 12 senadores -Fátima Cleide (RO) e João Pedro (AM) não foram localizados. Foram feitas três perguntas: 1) O presidente Renan Calheiros deve se afastar do cargo? 2) Como o senhor (a) votou no primeiro processo? 3) Como votaria hoje no plenário?
No caso do primeiro questionamento, oito petistas acham que Renan deve pedir licença do cargo de presidente - Aloizio Mercadante (SP), Augusto Botelho (RR), Delcídio Amaral (MS), Eduardo Suplicy (SP), Flávio Arns (PR), Ideli Salvatti (SC), Paulo Paim (RS) e Serys Slhessarenko (MT).
Sibá Machado (AC) e Tião Viana (AC), que é o primeiro-vice-presidente da Casa, não quiseram se manifestar. Tião alega "não poder adotar nenhuma posição pela condição de vice-presidente".
Além da já declarada abstenção de Mercadante (SP), seis senadores disseram ontem ter votado pela cassação de Renan no caso Mônica Veloso -Botelho, Delcídio, Suplicy, Paim, Arns e Serys. Sibá, Ideli e Tião não quiseram revelar os votos.
Entretanto, se a decisão no plenário fosse hoje, apenas Delcídio Amaral (MS) e Paulo Paim (RS) manteriam o voto pela perda de mandato por falta de decoro.
A divisão no PT é o retrato de uma bancada que vive acirrada disputa entre a atual líder, Ideli, e Mercadante.
Além disso, ganhou peso nas últimas semanas a mudança de postura de Tião Viana, até então defensor de Renan. Primeiro na linha sucessória, ele passou a criticá-lo por permanecer à frente da Casa. A crise entre os dois foi deflagrada após a divulgação que uma funcionária paga pelo gabinete de Tião trabalhava de fato na sede do PT. Reservadamente, ele atribuiu a divulgação a Renan.

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