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Segunda-Feira, 22 de Junho de 2009, 20h:12 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

MEIO AMBIENTE

Marfrig não compra carne da Amazônia; Maggi apóia

  Numa decisão inédita, o grupo Marfrig anunciou nesta segunda, em reunião com o governador Blairo Maggi, uma moratória a bovinos originários do bioma amazônico, ou seja, não adquirir, abater ou comercializar de imediato animais da área do ecossistema que tenha sido desmatada. Representantes da Ong Aliança da Terra participaram do encontro e vibraram com a decisão, assim como o governador. Para Maggi, trata-se de um sinal favorável à política ambiental do governo de impedir pressão econômica sobre a Amazônia.

   A Marfrig é um das maiores exportadoras de carne bovina do país e da América do Sul. Possui plantas em 9 países diferentes. "O passo dado pela Mafrig a partir de hoje mostra que estamos no caminho certo", diz Maggi, maior produtor de soja do mundo e que busca provar, na prática, que é um dos defensores do desenvolvimento sustentável. A moratória decretada pela companhia terá validade até a implantação do programa do governo do Estado denominado de MT Legal, que prevê a regularização ambiental das 140 mil propriedades rurais de Mato Grosso. "A entrada do produtor no MT Legal significará que, a partir desse momento, ele cumpre com todas as normas ambientais e, portanto, poderá comercializar normalmente sua produção", destaca o governador, para quem o MT Legal é maior programa de regularização fundiária do país.

   O presidente da Marfrig, Marcos Molina, afirma que a empresa se compromete a trabalhar em parceria com o governo do Estadoe com a sociedade em geral em um programa de garantia de origem dos animais, ao promover a adesão dos seus fornecedores que fazem a engorda dos bovinos. Com isso, será possível controlar a origem dos animais para abate, a fim de que estes não sejam provenientes de áreas embargadas pelo Ibama ou que constem da lista de trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego.

  Com um rebanho de 25,6 milhões de cabeça, MT dispõe de 37 plantas frigoríficas, mas 15 estão fechadas e outras 22 em atividade. Algumas delas pararam abate neste ano justamente em cidades da região amazônica. Dados do sindicato das Indústrias de Frigoríficos (Sindifrigo) revelam que os frigoríficos voltaram a obter resultado financeiro positivo em abril. O valor comercializado ao exterior no mês teve aumento de 17,3% em dólar (US$ 39,226 milhões contra US$ 46,012 milhões). Já a quantidade exportada, ampliou para 27,3% (12,655 mil toneladas e 16,109 mil toneladas).

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Comentários (2)

  • Helio Correa de Arruda | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Que governadorzinho de merda voces eleitores de MT nos arranjaram.Ao înves de defender com firmeza os produtores e agricultores, que acreditaram neste estado ha´mais de 20 anos atraz,quando aqui não valia nada, ele aplaude a possivel desse Frigorifico não adquirir bois criados no nortão do estado. Pois quem ocupou 50% das terra acima do paralelo 13, como mandava a Lei na decada 1980-90,hoje virou desmatador e criminoso,apos os governos de FHC e LULA. Ainda bem que já estou vendendo tudo que tenho aqui, e vou mudar para até para a Bolivia se preciso for, pois o Evo Morales é menos cruel e safado,doque o sr. Carlos Minc.Gostaria que o Blairo e sua familia fossem perseguidos la´no Sapesal e Rondonopolis,como nós do nortão estamops sendo. Tô indo embora,antes que o nortaão de MT acabe, pois pela regras atuais,ninguem sobrevivera usando apenas 20% de sua propriedade para produzir alimentos,gerar empregos para o povo,e ter um pequeno lucro financeiro do seu dinheiro aqui investido. Bay,bay,.MT fique com os Blairos e Mincs da vida;.Fui....

  • rodrigo souto maia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    bem que o governador tentou passar a imagem de que a decisão da marfrig está de acordo com que pensa o governo do estado de mato grosso. ledo engano, o governador deve estar é muito preocupado porque com a decisão desta empresa exportadora muitos pecuaristas deste estado não vão ter para quem vender o seu gado, e consequentemente, vai proporcionar mais boi no pasto, o preço vai cair, e a atividade vai desempregar e deixar de gerar empregos. e o governador está contento com isso? duvido muito. Quanto a saída desse problemão ser o programa MT Legal, acho prematuro dizer isso, senão há um pouco de exagero ou ufanismo nisso, pois este programa apenas vai dar um tempo para que os proprietários rurais possam recuperar suas áreas de reserva legal e de preservação permanente que se encontram degradados ou subtraídos da propriedade, conforme exigência da legislação ambiental. Em síntese a pura existência do programa mt legal não quer dizer que a propriedade está legal, apenas que conquistou um prazo para corrigir a ilegalidade. acho que tanto a marfrig como as demais empresas multinacionais que compram os nossos produtos, assim como a comunidade do primeiro mundo não quer comprar produtos de propriedades rurais que estejam irregular com a legislação ambiental e nem vão querer ouvir que foi feito um termo de compromisso para regularizar a situação ambiental de tais propriedades, afinal o dano ambiental está lá, existe, e não sei se estariam dispostos a confiar na palavra do proprietário de que vai recuperar suas áreas. quem garante isso??? com o histórico de devastação ambiental neste Estado, eu não garanto, e você?

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