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Domingo, 28 de Outubro de 2007, 18h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

INVESTIGAÇÃO

MCCE quer depuração para evitar "vazamento"

Antonio Cavalcante, o Ceará, coordenador do Movimento contra Corrupção Antonio Cavalcanti, o Ceará, um dos coordenadores do Movimento Cívico de Combate à Corrupção Eleiotoral, disse que vai propor depuração interna para evitar vazamento de informações e uso político do MCCE. Ele explica que muitas ações investigatórias sobre agentes públicos, com respaldo da polícia e do Ministério Público, são feitas sob sigilo e jamais podem ser antecipadas. Apesar de todo o cuidado preventivo, no sentido de evitar que ocorra omissão de documentos e provas, algumas operações acabam tornando público antes mesmo de vir acontecer. Ele suspeita que pessoas do próprio MCCE estejam vazando informações.

   Ceará citou exemplo de uma operação realizada pela Delegacia Fazendária na última terça (23), quando foram recolhidas várias caixas de documentos na Câmara Municipal de Cuiabá. O legislativo está sob investigação sob suspeita de utilização de notas frias, clonadas e de concorrências viciadas. As denúncias sobre ingerência da Mesa Diretora recaem, inclusive, sobre a presidência de João Malheiros, hoje secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado, passando pelas gestões de Luiz Marinho e Chica Nunes.

   "É preciso resguardar o sigilo dessas operações. Quando uma ação dessa é antecipada, corre-se o risco de todo o trabalhar ficar prejudicado", destaca Ceará à frente do MCCE, que tem fechado o cerco contra uma série de políticos. Em poder de alguns dossiês, o MCCE é responsável pelo protocolo de várias denúncias junto à Justiça Eleitoral, Ministério Público e Polícia Federal contra parlamentares e administradores.

   "Estou preocupado com a antecipação dos fatos. Quero depuração dentro do nosso Movimento, que não vai ser usado como trampolim por ninguém. Não aceito quem traia o princípio do sigilo", afirma Ceará. Conta saber quem esteja vazando informações sigilosas, mas prefere não revelar nome.

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Comentários (5)

  • Gilmar | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Porque que só o Jornal Diário de Cuiabá divulgou na edição de sábado a Ação da Delegacia Fazendária, Muito estranho. e preucupante, ao ler a matéria referente a inexistência dos arquivos contabeis de 2004.

  • marcus mediato | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E aí Gilmar Brunetto, fique com a barba de molho pois o Cearazinho está de olho em você!!!

  • Moreira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    sinceramente, quero ver até onde vai dar esse MCCE. Me desculpe, mas no Brasil não dá para acreditar que tais movimentos não tenham cunho político. Esperem e aguardem....

  • Rafael Damian | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É engraçado ler alguns posts como o de cima, o brasileiro perdeu tanto a capacidade de se revoltar com a situação que quando alguém faz alguma coisa para tentar desvendar os mistérios do poder, sempre se desconfia dos motivos...

    O MCCE é um dos únicos movimentos sérios que existem hoje e tem meu total respeito, outra coisa interessante, mesmo que se o movimento tivesse um cunho político-partidário que eu acredito não ter, ainda assim, seria sério, a política é o bem mais importante da democracia, Política é uma coisa, "bandidagem" é outra...estamos vendo o banditismo na política brasileira, nada melhor que isso. Se o DEM encabeçasse uma frente de luta contra a corrupção teria meu apoio, mas...o conhecemos bem, sabemos que não teria essa capacidade.

  • Antonio Carlos Cuiabano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ceará, vai em frente, nao desista, existe um complo muito forte pra desarticular o MCCE. A sociedade te apoia, vc tem o nosso respeito e credibilidade. Um dia todos vamos conseguir livrar os cofres publicos desses pilhadores do erario publico.

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