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Quarta-Feira, 07 de Março de 2007, 16h:56 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

SEGURANÇA PÚBLICA

MCCE visita órgãos e cobra providências

 Integrantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) cobraram nesta quarta, em três reuniões distintas, providências quanto às agressões sofridas pelo ex-sindicalista Gilmar Brunetto, o Gauchinho. Ele reclama que em 1º de fevereiro foi interceptado por seguranças e PMs momentos antes de chegar à Assembléia, onde pretendia fazer protesto durante a posse dos deputados.

    Primeiro, os membros do MCCE estiveram com o secretário de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito. Depois foram recebidos no Ministério Público pelo procurador-geral de Justiça do Estado, Paulo Prado. Por fim, foram à Assembléia, quando cobraram do presidente, deputado Sérgio Ricardo, apuração dos fatos.

     Gauchinho alega ter sido agredido e levado à delegacia sob acusação de distribuir panfletos apócrifos. Em verdade, trata-se de informativo do MCCE com reprodução de denúncias do Ministério Público Federal contra deputados por supostos atos de improbidade administrativa. Gauchinho, que integra o MCCE, afirma ter sido vítima de agressão por parte de dois seguranças da AL e de PMs.

      Membro da Mesa Diretora da Assembléia, o deputado petista Ademir Brunetto, considerado primo de Gauchinho, participou da reunião. Ele não quis assumiu o grau de parentesco com o ex-sindicalista. "Lamento o que aconteceu. Sou até amigo pessoal do Gauchinho. Apesar da gente ter o mesmo sobrenome, a gente não é parente", afirmou Brunetto. Antes das eleições, porém, o hoje deputado procurou Gauchinho para pedir votos e o chamou de primo.

      Em nota pública, o MCCE afirma que luta pela garantia de direitos humanos e pela ética na política, condena a agressão sofrida por Gauchinho e a violação do direito à liberdade de expressão e pede providências. Confira abaixo o documento na íntegra.

Nota pública 

"A propósito das agressões físicas sofridas no último 1º de fevereiro por militante do Comitê Estadual do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) do Mato Grosso, Gilmar Brunetto, em frente à sede do Sindicato da Empaer, em Cuiabá (MT), enquanto organizava material que seria distribuído durante uma manifestação na Assembléia Legislativa, o Comitê Nacional deste Movimento vem manifestar o seguinte:

O direito à mobilização e à organização é inerente às entidades e aos movimentos da sociedade civil, que reagem ao grave momento pelo qual passa a democracia brasileira com redobrado ímpeto de afirmar a dignidade da ação política e de ver alteradas as bases estruturais sobre as quais se assenta a corrupção eleitoral.

Todos têm o direito de refletir sobre a realidade social e política do Brasil e de dar publicidade às incongruências no uso do recurso público. Não é possível se admitir que cidadãos e cidadãs sejam amordaçados por dedicarem suas vidas à causa de ver a política fortalecida como instrumento de serviço ao bem comum, nunca como campo privilegiado para desonestos e desagregadores.

As ações de controle social realizadas pelo Comitê Estadual do MCCE do Mato Grosso são louváveis em todos os sentidos. O que se quer com isso é fiscalizar o orçamento público, denunciar responsáveis pelo abuso de poder e uso indevido da máquina administrativa e fazer valer a justiça. Tudo para garantir que haja ética na política sob todos os aspectos, bandeira máxima do MCCE.

As tentativas de intimidação que os militantes vêm sofrendo são um atentado não só à liberdade individual, mas à livre expressão e à democracia. Esperamos que as investigações apresentem resultados e que a Assembléia Legislativa saiba adotar as medidas necessárias para que se esclareçam os fatos, com a devida punição dos responsáveis pela violência ocorrida.

Não podemos admitir que protestos da sociedade civil sejam calados com violência, a exemplo do que ocorreu em Cuiabá. Temos que garantir a liberdade de manifestação e de se realizar controle social e administrativo por parte da sociedade civil, sob pena de comprometermos os direitos dos cidadãos e cidadãs e a própria democracia."

Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral

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