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Sábado, 19 de Setembro de 2009, 10h:54 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

RONDONÓPOLIS

Medeiros diz que Comissão de Ética prepara grande pizza

   O presidente municipal do PPS de Rondonópolis, José Antônio Medeiros, criticou a postura da Comissão de Ética da Câmara nas investigações contra o vereador João Gomes (PR). Disse não ter “vocação para pizzaiolo”, e avalia que o corporativismo entre os parlamentares rondonopolitanos é evidente. “Eu saquei a manobra deles. Se querem absolver João têm que assumir. A população espera uma resposta. Não vou compactuar com essa grande pizza que estão fazendo”, reagiu Medeiros, ao RDNews, numa referência às insinuações do presidente da Comissão, Milton Mutun, de que o partido teria decidido desistir das investigações e, que, por isso, ele não compareceu as oitivas – veja aqui.

   “Não fui porque não quero participar desse teatro. Não estão investigando porque preferem não saber se João é culpado. Eu sei que é complicado, mas eles (Comissão de Ética ) têm que assumir os atos, ser transparentes”, dispara Medeiros. Segundo ele, a sociedade quer saber se João é pedófilo, se contrata funcionários fantasmas, se agride a ex-esposa e se distribui irregularmente casas populares. “Do jeito que está, nunca saberemos a verdade e João entrará para a história como o vereador pedófilo de Rondonópolis”. Ele ressalta que a Comissão tem todos os meios para investigar João. “Existe um inquérito, podem ser solicitados documentos da Câmara sobre os funcionários. Agora, ouvir os denunciantes que pedem a existência da investigação é duvidar da nossa inteligência”, dispara.

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"Não quero participar desse teatro.
Não estão investigando o caso porque
preferem não saber se João é culpado"
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   Ele reclama também dos “ritos” da Comissão, que tentaria descredenciar as denúncias protocoladas pelo partido. “Tivemos  que provar até a existência do PPS para que nossa representação fosse acatada. Será que o vereador Reginaldo Souza (PPS) está de maneira irregular no Legislativo?”, questiona, pra depois completar, “desde o começo, isso tudo está estranho. Não queriam sequer receber nossa representação e virou aquele imbróglio”, lembrou, numa referência a polêmica em torno do prolocolo que chegou a ser retirado por Reginaldo, do próprio PPS e um dos membros da Comissão de Ética, logo após ser oficializado junto à Mesa Diretora – veja mais aqui.

   Ele critica a falta de transparência. “Até o Congresso, que é permeado por todo aquele lamaçal, amassa as suas pizzas na frente da população. Eles estão tentando esconder e está ficando mais feio”. Nesta semana a Comissão de Ética, composta por Mutun, Olímpio Alves (ambos do PR, mesmo partido de João Gomes) e Reginaldo se reúne para definir os próximos passos da investigação. Novas oitivas devem ser marcadas para quinta (24). (Patrícia Sanches)

(12h) -  Mutum reage, nega "pizza" e acusa Medeiros de auto-promoção

    O presidente da Comissão de Ética de Rondonópolis, Milton Mutum, reagiu às acusações feitas pelo presidente municipal do PPS, José Medeiros e, por meio de nota, assegura que todos os procedimentos necessários para apuração das acusações em desfavor do vereador João Gomes estão sendo tomadas. Ele acusa Medeiros de usar o RDNews para se promover e manchar a idoneidade da Comissão.

   Mutum reforça que os membros nunca se negaram a prestar esclarecimentos “a quem quer que fosse”. “Quero dizer ao senhor Medeiros para respeitar o nosso trabalho, já que na manhã de ontem dispensou a oportunidade de atuar junto a essa Comissão na busca pela verdade, pois sem qualquer justificativa, não compareceu à audiência e agora vem falar em pizza”, argumenta o presidente da Comissão, que voltou a dizer que todo o trabalho está sendo feito com transparência. (Patrícia Sanches)

   Eis, abaixo, a íntegra da Nota de Esclarecimento enviada por Mutum
 "Venho por meio deste responder as acusações que o presidente do PPS, José Medeiros, fez a essa Comissão, que desde o momento em que recebeu as três representações tem trabalhado para apurar os fatos e chegar a verdade sobre as acusações em desfavor do vereador João Gomes.
   O senhor Medeiros está usando esse veículo de comunicação para promoção pessoal, tentando manchar a idoneidade desta Comissão de Ética, que em momento algum, durante o processo de investigação, se negou a prestar esclarecimentos, a quem quer que fosse sobre o caso. As declarações são tão infundadas, que assim que as representações foram entregues ao Conselho, a primeira ação do presidente da Comissão, que estava sob o domínio do vereador Mohamed Zaher foi convidar representantes do Conselho da Mulher, PPS e do Ministério Público a participarem da investigação, para dar transparência ao ato.
   O senhor Medeiros, titular de uma das representações, foi convocado e notificado a participar, na manhã de ontem (18), da primeira oitiva sobre o caso. Conhecer as motivações com que as representações foram realizadas também faz parte do processo investigativo. O Conselho da Mulher, desde o princípio, está engajado e disponibilizou duas de suas conselheiras para participar da primeira audiência e sem delongas responderam a várias perguntas formuladas por essa comissão.
 Quero dizer ao senhor Medeiros para respeitar o nosso trabalho, já que na manhã de ontem dispensou a oportunidade de atuar junto a essa comissão na busca pela verdade, pois sem qualquer justificativa, não compareceu a audiência e agora vem falar “em pizza”.
Isso só demonstra despreparo da parte do dirigente do PPS, que antes de conhecer os fatos já julgou e condenou o vereador João Gomes e a esta Comissão.
   Em relação à presença da imprensa na oitiva, fui em busca de um parecer jurídico para saber como conduzir a questão. Como a oitiva, é uma espécie de audiência instrutiva, como ocorre nos fóruns, acharam por bem, aceitar apenas a presença dos membros do Conselho e desta Comissão. Mas, sob o conteste de um membro da imprensa local, a solitação foi repassada aos membros da Mesa e todos aprovaram a presença da imprensa, desde que não interferissem na condução dos trabalhos. Assim, a imprensa que compareceu ao local, acompanhou na íntegra os depoimentos e todo o trâmite da primeira audiência.
   Esta Comissão vai continuar seu trabalho em busca da verdade em relação às acusações feitas ao vereador João Gomes. Muito ainda precisa ser feito, como ouvir todos os assessores, a ex-mulher do vereador e também as testemunhas arroladas pela defesa. E conforme forem sendo realizados esses depoimentos a Comissão definirá os rumos da investigação
."
   Milton Mutun
   Vereador e presidente da Comissão de Ética da Câmara de Rondonópolis

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Comentários (10)

  • Celino Teodoro de Melo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Jose Antonio Medeiros, a questão não é se vai terminar em pizza ou não. A questão é a seguinte: Cadê as provas? Mas tem que ser provas palpáveis, visíveis e não acusações infundadas que temos visto até agora. O PPS entrou na história, então apresente as provas e as testemunhas à justiça. Ou vocês querem que o acusado se declare culpado? O ônus da prova cabe a quem acusa. Você sabe disso? Ou seja, quem acusou que apresente as provas à sociedade e à justiça. Não estou dizendo de antemão que o João Gomes é inocente, nem culpado. Só quero dizer o seguinte: Ninguém tem o direito de acusar, achincalhar e depois não provar nada. O João, como todos sabem aí em Roo, tem crédito junto ao cidadão de bem, pelo que ele fez e pelo que tem feito à cidade. Então ele merece respeito e ser julgado e investigado com respeito e obedecendo os trâmites legais da justiça, sem ser atropelado, tampouco acusado sem as devidas provas necessárias ao processo. A regra é clara: Acusou? Cadê as provas. Não tem provas? Encerra o processo. Se não tem provas, não tem pizza. É simples.

  • jotinha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Se o Medeiros falou isto é porque tem certeza do que está falando.
    Agora se der pizza, vamos memorizar bem os vereadores que estão participando da investigação do João Gomes.
    Eu já vi vereador ser cassado por menos que isto, será que vai fazer vergonha.
    Outra coisa fiquei sabendo que o João Gomes distribuiu 250 casas, enquanto os outros candidatos zero. Porque será? por intermédio de quem? como conseguiu?

  • Mauro Dias | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tentando esconder o trabalho da comissão da imprensa é algo vergonhoso, o vereador tem que entender que o Legislativo e Judiciário são instituições diferentes e de práticas diferentes, e mais: se imprensa não estivesse lá, o trabalho não teria a transparência necessária, pois nem tiveram acesso a defesa do vereador João Gomes.

  • Antonio Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não dá pra entender o senhor medeiros ele faz a denuncia ela tem que te os requisitos ..a Sandra e aoutra do conselho foram lá prestaram declaraçõaes acho q não ficaram sem nenhum pedaço ...e disseram que não tinha provas e queriam que investigasse ..tão chamando todos ..uaiiii..Ahhh por lembra o Deputado desse senhor foi cassado o registro foi pra justiça agora disseram q o TCE reformou rsrsrs a sentença ..uaiiiiii não tinha prova ..ou acabou em pizza o Mandato do senhor Percival

  • chico | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    têm provas sim? basta ir á tv,que o programa gravou , onde ela foi denúnciar? é veja se ela está falando á pura verdade que dê as fitas já queimaram ?ou pegou para acender o fogo pra assar pizza?o povo tá de olho

  • ALBERTO SABRE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ainda não entendi, o PPS atráves do seu presidente em Rondonópolis e o Conselho Municipal de Defesa da Mulher tem que provar que o vereador Joâo Gomes é culpado de pedolfilia, de tráfico de influência, de contratação de fantasmas e de espancar a mulher? Ou será que estes vereadorezinhos de meia tigela estão realmente querendo preparar uma pizza? quem tem que provar as acusção com João Gomes é a sua ex-mulher que o acusou publicamente ao conceder entrevista aos veículos de comunicação fazendo as denúncias. Tanto o Medeiros, quanto a Sandra estão cumprindo o papel que suas intituições exigem, pedir que a câmara municipal apure as denúncias e julge se Gomes é ou não culpado das acusações. Agora vejamos dois dos membros da comissão são do PR ( Mutum 20 % e Olimpio vai com as outras) e o outro ( Reginaldo duas caras) é o sumiu como requerimento do próprio partido para que não houvesse a abertura do inquérito, o que esperar desse bando de canalhas que vivem do nosso dinheiro e ainda tentando posar de paladinos da justiça?

  • Antonio Farias | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    OPPS virou partido de perseguidores? Cade ochefe maior não tem compromisso com a cidade, cade vc Percival, pede para o Medeiros provar a denuncia contra o Vereador, ele não esta so afetando o moral do Legislativo, afetou tambem membro doseu partido uma funcionária que tem 340 anos de acasa e ficou prejudicada com esta história e o senhor não fez nada e não quis nem saber, o povo de Rondonopolis esta desconhecendo seu comportamento Deputado, ven ha mais na cidade onde mora e onde todos te admira. Olha por esta funcionaria que seu partido prejudicou dentro da Camara. O Senhor sabe quem é e e sua amiga particular. O Medeiros porque não foi na Comissão dar seu depoimento, medo, receuiro ou vergonha, porque não sabe não o que emcrimina contra o vereador, não soucontra e nem a favor do vereador porque não acusei e nunca vi nada. e quem entrou com denuncia foi o medeiros ele que como a fruta podre.

  • jose medeiros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Senhor presidente, não coloque palavras na minha boca.

    Quem está tendando condenar João gomes, são os que se esquivaram de investigar, e uma coisa voces nao podem negar só estão investigando porque houveram estes pedidos.

    Investigar é da uma resposta, e o PPS, o conselho da mulher e a imprensa ninguem nunca condenou o vereador João, pelo contrário eu en diversas entrevistas disse inclusive que nao acredito que ele seja pedófilo.
    porem, o que eu tenho dito repetidas vezes é que se não houver uma investigação séria e transparente ele será condenado pela opinião pública, justamente por falta de esclarecimentos.
    mas parece que estou falando grego.
    entendo que nao é fácil a situação da camara, ter que investigar um colega.
    entretanto a unica coisa que o PPS pediu foi o seguinte, INVESTIGUE, e só.
    isso nao é se promover, quem provocou celeuma na imprensa até agora foi a camara, primeiro com a estoria do protocolo, querendo passar a imagem de que o partido havia retirado o pedido.
    agora vem o presidente da comissao dizer que vai arquivar o pedido por que o presidente nao foi na audiencia, e quer que fiquemos quietos?
    não venha jogar isso pra cima do partido, que esse filho nao é nosso.
    Não há promoção de ninguém, alias lamentamos que isso esteja acontecendo, porem nao vamos nos quedar inertes, quando deliberadamente alguem vai a público querer, passar para a opinião pública uma imagem distorcida do partido. todas as vezes que isso ocorrer vamos procurar a imprensa, sim, para esclarecer qual a posição do PPS.
    reitero, nao queremos nem condenação previa, nem absolvição prévia.
    E presidente nós já temos um representante, é vereador e membro da comissão de ética.
    mas se o Reginaldo não serve, vamos enviar nosso representante jurídico para ajudar.

  • NATALIA DO CARMO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • cleber vila mineira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Presidente do PPS Sr. Medeiros você é um Borra-Botas, você tinha que enfrentar a comissão de ética da câmara. Gostaria de lembrá-lo Medeiros que teve uma votação dentro do partido e a maioria venceu, só duas pessoas ficarem contra, e tinha mais de cinqüenta pessoas participando de reunião. Portanto você teria que estar na sexta-feira nos representando, você ta deixando transparecer que é encapas de representar a coletividade.

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