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Sexta-Feira, 31 de Agosto de 2007, 23h:18 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:16

DEBATE

Membros do MPE e jornalistas trocam farpas

Paulo Prado, procurador-geral de Justiça de MT   Enock Cavalcanti, assessor da senadora Serys, vê omissão do MPE quanto às denúncias contra Riva e Bosaipo; Prado reage e cobra postura, consistência e independência da imprensa

 Jornalistas e membros do Ministério Público Estadual travaram um debate nesta sexta, em Cuiabá. As discussões foram tão duras que acabaram descambando para ataques mútuos. O embate marcou o encerramento do seminário "Aspectos Atuais do Combate à Corrupção", promovido pelo Centro de Estudo e Aperfeiçoamento do MPE. Logo após a palestra do jornalista Roberto Cosso, do Estado de São Paulo, o mediador do evento, jornalista Marcos Lemos, abriu espaço para o debate.

    A recém-eleita presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado, Keka Werneck, questionou Cosso, que, em sua explanação, fez um comparativo do atual momento com o período do regime militar (64-85) e concluiu que hoje a imprensa é independente. Keka disse que Cosso estava equivocado. Afirmou que, em Mato Grosso os veículos de comunicação sobrevivem basicamente alimentado pelo poder público.

   O jornalista Enock Cavalcanti, assessor de imprensa da senadora petista Serys Marly, cutucou o MPE, principalmente o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado. Afirmou que antes o MPE tinha posições mais firmes e era mais combativo. Questionou o porquê do site da instituição não ser utilizado para divulgar as representações contra os deputados estaduais José Riva e Humberto Bosaipo, denunciados por atos de improbidade administrativa. Na opinião de Cavalcanti, o MPE se anulou por completo em relação aos dois parlamentares.

   Ele frisou ainda que a instituição hoje se preocupa em fazer parcerias que, em nada de positivo resultam, como a campanha “Não dê Esmola, dê Cidadania” em parceria com a Prefeitura de Cuiabá. “Não tem saúde, não tem educação, não tem social e como ficar sem esmola!”.

    Reação

    Prado reagiu de imediato. Ponderou que o MPE sofre pressão de todos, assim como a imprensa e disparou: "Cadê o apoio da imprensa? Não vale colocar só notinha, tem de cobrar com insistência. Agora, em que pese todos os tipos de acusação, tem gente que se reelege com 83 mil votos", comentou Paulo Prado, numa referência, sem citar nome, ao deputado Riva, reeleito para quarto mandato no ano passado com 82.799 votos.

    O chefe do MPE observou que há entendimento dentro da instituição de que não adianta insistir em processos que estão parados no Judiciário, mesmo ponderando que no Superior Tribunal de Justiça foi feito o desbloqueio de muitas ações paralisadas por decisão do Judiciário mato-grossense. "Fizemos a nossa parte. Daqui para a frente depende de nós, mas mais de vocês nos ajudar".

   Prado, ao final, propôs novas discussões e a defesa de uma pauta mínima entre o Ministério Público e a imprensa na construção de um Mato Grosso melhor.
As discussões ganharam forma de acusação quando sutilmente acenaram que o MP silencionou em relação as supostas irregularidades cometidas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), com quem o Movimento Cívico de Combate à Corrupção trava batalhas judiciais pelo fim do nepotismo e de outras vantagens.

   Não faltaram acusações pela utilização política do Canal Aberto 30 da Assembléia Legislativa, que estaria sendo utilizado de forma a promover deputados estaduais, principalmente aqueles pré-candidatos em 2008. “Vão lá ver a concorrência desleal que a TV Assembléia está fazendo com o demais canais!”.
Um promotor presente ao evento cobrou a postura da imprensa em relação às ações promovidas pelo MP, lembrando que a imprensa dá demonstrações de só agir por motivações.

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Comentários (16)

  • Anônimo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Continuo a afirmar que a Sra Keka tem razão quando fala que a imprenssa mato-grossensse sobrevive do poder público ou melhor dinheiro que a população de impostos na esperança que seja retribuidos em obras e infelismente uma boa parte dela é consumido pela imprensa através das famosas "VERBAS DE ZELO".
    Quero aqui parabenizar o Sr. Jê Fernandes proprietario do Jornal do Onibus pois deve ser um dos poucos ou talves o único quem sabe que não recebe tal verba.
    VAMOS CONFERIR E VOLTAMOS A FALAR NO ASSUNTO.

  • ana da luz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Deve ter sido muito bom esse debate. há verdades que precisam ser ditas. em mt, todos os jornais e sites estão a serviço do governo e poderes, até do MP. é uma vergonha. me admira muito o mp se calar diante de tantas irregularidades como os políticos a frente de programas de tv. o rabelo é uma vergonha, ele é mais prefeito de cuiabá que o wilson. pelo menos ele pensa que é. tudo ele resolve. porque não dar um basta. tb se cala no caso do movimento de combate a corrupção é o tribunal de contas do estado. há vários erros lá que precisam ser esclarecidos. o juiz não acatou a denuncia por falta a de provas. no mesmo dia, esse blog deu uma notícia sobre o latocionograma do tce que tinha o nome do filho do riva. como ele pode ser estudante de medicina e trabalhar no tce. lá tb tem uma capela bem na entrada e agora vi na tv que tem um mega jardim do tal plenário. a pintura e de um artista famoso de cuiaba. o mesmo do chopão. isso tudo com o dinheiro nosso, povo. isso pode mp. na assembléia a coisa não é diferente. fornecedores como eu estão sem receber. tenho mais de 3 milhões para receber de vendas feitas aos poderosos da assembléia, não recebo a tempos. estou falido. fico indignado. são todos comadres. como o mp vai fiscalizar o tce se o tce fiscaliza as contas deles. o tj vai vender os corollas comprados a pouco tempo, o mp não pode fazer nada. e a ssembléia compra corolla. é o pais da piada pronta esse no brasil. mt então nem se fala.

  • orlando soto correa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Eu gostaria de saber se estava presente neste seminário o dito promotor que fez o tal de Termo de Ajustamento de Conduta entre prefeitura de cuiabá e a construtora são benedito, autorizando esta a construir três edificios de 25 andares em área de proteção ambiental. Gostaria de estar lá e perguntar a ele sobre esse precedente perigoso, abrindo a possibilidade de fazer outros TACS para desmatar e construir em outros áreas de proteção ambiental como o mãe bonifácia, horto florestal, parque nacional da chapada dos guimarães, etc.

  • Vinicius Damaceno | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Politicagens a parte, foi louvável a atitude do Ministério Público em abrir as portas da instituição para um debate entre jornalistas e promotores. Por mais quente que tenha ficado o clima, entre ambas as partes, fica claro que quem não tem "rabo preso" pode promover ações como estas. Queria é o TJ, TCE e Assembléia Legislativa tomar a mesma iniciativa!
    Talvez se todos os poderes dessem essa oportunidade para os líderes de órgãos públicos saberem como estão sendo vistos pelo povo, poderiam ter a chance de mudar a postura e trabalharem para quem realmente paga seus salário no fim do mês, o povo!

  • Gibran Luis Lachowski | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ministério Público e Mídia têm de melhorar muito. É importante esse debate. E sabemos, sinceramente, que há muito tempo a mídia comercial vive de interesses políticos e econômicos. Coitado das pessoas que assistem telejornais, lêem jornais... Muitas vezes são enganadas ou recebem informações distorcidas. E sobre o caso Riva e Bosaipo... sabe-se que provas há, aos montes. Acredito que o Ministério Público deve meter mais o dedo na ferida nesse caso, pois ele tem importãncia grande, é basilar, por demais simbólico na luta por justiça. E o Paulo Prado tem de agir fortemente em relação a isso, sob pena de, acomodando-se, parecer conivente.

  • Getulio Ribeiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Infelizmente todos tem razão, só quem não tem somo nós, povo matogrosense. Quanto a Riva e Bosaipo o Paulo Prado disse bem, com tudo que pesa contra eles, um deles teve 83.000 votos, mas o outro entrou na zona de risco e na próximo com certeza não entra mais. Aí quem sabe o MP poderá fazer alguma coisa. Quem não tem razão somos nós, o povo...

  • marcos s. matos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    por que se critica tanto Riva e Bosaipo? E os outros? A assembléia não é só Riva e Bosaipo.

  • Cristiano Souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Concordo com o proucurador paulo prado a imprensa do nosso estado lambe botinas dos atuais donos do poder!!

  • claudio pontes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Enock Cavalcanti precisa sair da barra da saia da senadora Serys e parar de mamar nas tetas do poder publico. vive procurando Holofote , porem é muito insignificante.

  • Anônimo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Infelismente a Sra Keka esta coberta de razão, os meios de comunicações de Mato Grosso estão atrelados com o Poder Público através de uma verba chamada "VERBA DE ZELO"

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