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Terça-Feira, 03 de Novembro de 2009, 16h:27 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

LEGISLATIVO

Mesmo com 8 cadeiras, Baixada Cuiabana perde espaço

   A Baixada Cuiabana, que representa praticamente 40% do eleitorado mato-grossense, algo em torno de 800 mil votos num universo de 2 milhões, tem perdido representatividade na Assembleia Legislativa para as regiões Sul e Norte do Estado. Embora ocupe hoje maior número de cadeiras, com 8 deputados, a região capitaneada por Cuiabá e Várzea Grande já chegou a "abocanhar" metade das 24 vagas em legislaturas passadas. Nos últimos pleitos, outras regiões têm marcado posição. As com menores "peso político" no Legislativo são o Araguaia, que conta com o peemedebista Adalto de Freitas, o Daltinho, e o Vale do Arinos, com José Riva (PP).

   Todos os 24 parlamentares trabalham candidatura em 2010. Com exceção de Mauro Savi (PR), líder do governo Blairo Maggi na Assembleia e pré-candidato a deputado federal, os demais buscam a reeleição.

   A Baixada Cuiabana é representada hoje na AL por Sérgio Ricardo e João Malheiros (ambos do PR), Antonio Brito e Wallace Guimarães (PMDB), Maksuês Leite (PP), Guilherme Maluf (PSDB), Chica Nunes (DEM) e Alexandre Cesar (PT). Em segundo lugar vem o Sul e o Norte, ambas região com cinco deputados. Dilceu Dal Bosco e José Domingos (os dois do DEM), Ademir Brunetto (PT), Nilson Santos (PMDB) e Savi são do Nortão. Já com base eleitoral no Sul estão na cadeira de deputado Sebastião Rezende e Jota Barreto (ambos do PR), Percival Muniz (PPS), Vilma Moreira (PSB) e Gilmar Fabris.

  O Médio-Norte conta com Otaviano Pivetta (PDT) e Wagner Ramos (PR). O Vale do Arinos tem o presidente da Assembleia, José Riva e, o Araguaia, Adalto de Freitas, o Daltinho. Os deputados Airton Rondina, o Português, e Antonio Azambuja são do Oeste.

    Voto distrital

   Se já tivesse em vigor no sistema eleitoral do país o voto distrital, cada região teria o seu representante. Essa proposta voltou à discussão na Câmara dos Deputados, após ter ficado de forea da minirreforma aprovada neste ano. A Comissão de Constituição e Justiça aprovou duas propostas de emenda à Constituição que modificam a forma de escolha dos deputados federais e dos vereadores. Eles estabelecem a adoção do voto distrital. Seguem agora para análise da comissão especial criada para estudar o assunto. Se as matérias forem aprovadas na comissão especial ainda precisam passar pelo plenário e ganhar aval do Senado.

   Pelo texto de uma das PECs, o voto distrital misto seria adotado nas cidades com mais de 200 mil habitantes. No caso de Mato Grosso, só entrariam nesse sistema Cuiabá, com 526.830, e Várzea Grande, com 230.307 moradores, segundo dados oficiais do último recensenamento do IBGE, realizado em 2007. O terceiro maior municíipio em número de habitantes é Rondonópolis, com 172.783.

     Pelas regras atuais, o voto é proporcional. Um deputado pode se eleger com votos de qualquer lugar do seu Estado. O que determina quantas cadeiras cada partido terá é a soma da votação de legenda e da votação nominal dos candidatos do partido. Os mais votados ocupam as vagas. Já no  sistema distrital, cada Estado é dividido em um número de distritos equivalente ao de cadeiras no Legislativo. Os partidos apresentam seus candidatos e ganha o mais votado em cada distrito. A condição básica para dividir o mapa é que cada área tenha um número equivalente de eleitores. Os distritos podem abranger vários municípios pequenos ou grandes municípios podem ser divididos em vários distritos.

     Pelo modo do sistema misto, os Estados seriam divididos num número de distritos equivalente à metade do número de vagas no Legislativo. Metade dos deputados é eleita pelos distritos e metade por listas de candidatos feitas pelos partidos. Os nomes e a ordem de preferência na relação são definidos nas convenções de cada partido. Quanto mais votos de legenda um partido tiver, mais vagas poderão preencher com os candidatos eleitos pelos distritos. Se eles forem insuficientes para preencher todas as vagas, chega a vez dos que estiverem na lista.

    Muitos entendem que o voto distrital aumentaria o poder de fiscalização dos eleitores sobre os representantes. Partem do pressuposto de que as regras atuais facilitam a atuação de políticos que conseguem se reeleger em outro local mesmo que não tenham tido um bom desempenho parlamentar.

Bancadas na Assembleia por região
Baixada Cuiabana - 8
Sérgio Ricardo (PR)
Antonio Brito (PMDB)
Wallace Guimarães (PMDB)
Maksuês Leite (PP)
João Malheiros (PR)
Guilherme Maluf (PSDB)
Chica Nunes (DEM)
Alexandre Cesar (PT)

Nortão - 5
Dilceu Dal Bosco (DEM)
José Domingos (DEM)
Ademir Brunetto (PT)
Nilson Santos (PMDB)
Mauro Savi (PR)

Sul - 5
Sebastião Rezende (PR)
Percival Muniz (PPS)
Jota Barreto (PR)
Vilma Moreira (PSB)
Gilmar Fabris (DEM)

Médio-Norte - 2
Otaviano Pivetta (PDT)
Wagner Ramos (PR)

Oeste - 2
Airton Português (PP)
Antonio Azambuja (PP
)

Araguaia - 1
Adalto de Freitas (PMDB)

Vale do Arinos - 1
José Riva (PP)

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Comentários (8)

  • Carlos Eduardo Furim | Quinta-Feira, 05 de Agosto de 2010, 18h29
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    0

    Caro Orlandir, de quem fui vice no Centro Acadêmico "Silva Freire", do curso de direito da UNEMAT de Cáceres: seu discurso pode ser tranquilamente interpretado de forma xenófaba, como se não pudessemos nós, o povo do Nortão, ter vindo morar em Mato Grosso, uma garantia constitucional inclusive. O estado continua puro, não são os habitantes de outros estados que tiram a pureza... é a preguiça, a leniência, a porquice e a corrupção... como educador que é, reveja este conceito, pois é antidemocrático e retrógrado, quase reacionário...

  • Orlandir CAvalcante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Este é o fruto da discussão bocó ta tal Cuiabania..... Esta perda de represntatividade é a prova de que MAto Grosso não é só cuiaba com seus doces de caju, cabeça de pacu e viola de cocho, mas temos um novo MAto Grosso dos goianos, mineiros, sulistas etc........
    Desconsiderar isso será a morte na certa do Mato Grosso puro e verdadeiro que se tenta espalhar por ai.....

  • marcola | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    0

    sr.orlandir cavalcanti, tenha mais um pouco de respeito para com os cuiabanos, pois antes
    de falar de cuiaba, observe a sua caceres que
    quando aparece na tv. é só pra mostrar trafi
    cantes que foram presos.e olhe que isso
    acontece quase todo santo dia heeiim!!!

  • martelinho de ouro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    0

    na proxima eleição esse dep.malheiros é um
    dos que vai gastar uma fortuna e não vai se
    reeleger com certeza, pois tem uma atuação
    pífia diante do parlamento,na eleição passada
    ele passou raspando,dorme muito e não faz
    nada!!! esse caititú só quer andar nas abas
    do blairo mággico mas seus dias estão de
    glórias estão contados com certeza!!!

  • Orlandir Cavalcante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sr. MArcola,
    só para esclarecer não falei mal de cuiabá e sim da cuiabania, respeito sua falta de formação e informação, mas exijo igualmente respeito, eu estudo! não sei o senhor!
    logo, Pediria que fizesses o mesmo antes de sair por ai distorcendo tudo.....Cuiabá é uma coisa bem diferente, é progressista, quer respirar novos ares e tem um povo arrojado e com ansia de crescer!
    Já cuiabania é retrógrada, está com as mentes no século XVIII, acha que MT é Cuiabá e que Cuiabá é o centro do Universo, tem aversão ao que vem de fora, quase xenofóbica! esta sim eu critiquei..
    VIU A DIFERENÇA ? É SO ESTUDAR UM POUCO ISSO NÃO DÓI NADA!

  • Ronan Jackson Costa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
    0
    0

    Senhor Orlandir,
    A realidade do Estado de Mato Grosso nos dias de hoje não comporta mais esse tipo de raciocínio. O Novo Mato Grosso é fruto da soma da luta e da resistência da chamada cuiabania e dos novos matogrossenses que para cá vieram em busca da realização de seus sonhos.A cuiabania nos deu homens como Lenine Póvoas, Moisés Martins, Rubens de Mendonça, Dante de Oliveira e muitos outros que contribuiram com seu trabalho para que o progresso atual do nosso Estado.

  • Rodemilson Barros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    0

    Gente antes de estarmos brigando por deputados que é desta ou aquela região, eles tem que saber que são deputados pelo Estado de Matogrosso, isso independe deles fazer ou não um bom trabalho, podem ter certeza que o povo esta de olho.ok. Todos nós que vivemos aqui devemos a este Estado quem não esta satisfeito que mude daqui.

  • Etevaldo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    0

    Para mim quem está perdendo representação política desde sempre é o estado como um todo, a prova cabal disso é o emprego do termo caititu por um dos nossos políticos, coisa de quem não tem argumento, típico de quem não tem respeito pela atividade que desempenha... a política por aqui é uma tragédia.

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