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Sábado, 31 de Maio de 2008, 09h:44 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

MEIO AMBIENTE

Minc baixa portaria para "aliviar" restrição em MT


Carlos Minc e Blairo Maggi se cumprimentam em encontro de governadores da Amazônia Legal
Foto: Edson Rodrigues

  O ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, começa a amenizar o discurso e apesar de garantir que não irá aliviar para os produtores rurais na lista do desmatamento ilegal, anunciou nesta sexta (30), durante o Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, que deverá ser publicada nesta segunda (2) uma portaria para amenizar a resolução 3.545 do Banco Central que restringe o crédito para produtores que estão com as propriedade sem a regularização ambiental e que estão localizados dentro dos municípios que fazem parte do bioma da Amazônia. “A resolução não muda em nada, até porque uma portaria não tem o poder de fazer isso. Mas irá ajudar a alguns municípios que estão enquadrados pela resolução”, disse Minc.

  A portaria irá deixar mais claro para as instituições financeiras o que pode ou não ser feito. O que acontece é que muitos municípios possuem parte de seu território dentro do bioma, mas nem toda área produtora de grãos está localizada dentro do bioma, com isso fica livre da restrição. Só que na dúvida, o banco não libera o crédito para ninguém desse município.

  Para o governador Blairo Maggi e para o secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Luiz Henrique Daldegan, a portaria ajuda, mas não resolve o problema. Segundo Daldegan, na próxima semana a Sema começa a fazer um levantamento dos municípios mato-grossenses que estão dentro dessa situação, já que serão as secretarias do Meio Ambiente de cada Estado as responsáveis pelas informações. Mas ele já adiantou que a medida não irá resolver o problema.

  De acordo com o diretor do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, 529 municípios em todo o país pertencem ao bioma da Amazônia, mas pelo menos 100 deles possuem apenas parte do território na área da floresta.

  Para Maggi, a resolução deveria ser aplicada para aqueles que estão entrando agora no processo. Já os que produzem há muitos anos deveriam ter um prazo compatível para se adequar antes de ter o crédito restringido. “As atividades que estão em andamento produzindo alimentos, riqueza para o País, não podem ser paralisadas”, sustentou.

  “Em Mato Grosso, a regularização ambiental está acompanhada da regularização fundiária. Isso traz dificuldades. Temos que fazer com que esses processos sejam mais práticos. Da parte de Mato Grosso queremos o cumprimento da lei. O que precisamos é de tempo e de recursos para cumprir a resolução 3.545”, afirmou Maggi. “Quando houve a campanha do desarmamento, o cidadão que entregasse sua arma não era punido ao entregá-la. Hoje o produtor, ao se apresentar para regularizar sua propriedade já é punido com multa e processo por estar ilegal”, reclamou.

  Mato Grosso, assim como outros da Amazônia Legal, não têm condições de fazer de forma rápida o licenciamento. O secretário de Planejamento, Yênes Magalhães, explica que as secretarias de Meio Ambiente não possuem estrutura suficiente para dar conta da regularização dos processos num espaço de tempo tão curto.

  De acordo com o governador Blairo Maggi, a resolução do Banco Central pode trazer prejuízos ao País, causando uma quebra na safra nacional em torno de 8%. Segundo seus cálculos, a medida atinge uma região no Mato Grosso responsável por uma produção de 12 milhões de toneladas, das 26 milhões de toneladas estimadas no Estado. “As atividades que estão em andamento produzindo alimentos, riqueza para o País, não podem ser paralisadas”, afirma.

  Convite

  Em outro momento do discurso, Maggi diz que gostaria de expor ao ministro Carlos Minc assuntos sobre o Meio Ambiente. Ambos se cumprimentaram no início da cerimônia. “Mato Grosso está pronto para discutir, para sentar junto com o Ministério do Meio Ambiente e mostrar todos os avanços na área do meio ambiente”, afirmou. (Alline Marques com assessoria)

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Comentários (12)

  • CARLOS ROBERTOC | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    POR FAVOR, SENHOR GOVERNADOR, SEJA PREFEITO DE CUIABÁ PELO MENOS POR UM MANDATO, PRA MOSTRAR A ÉSSA GENTE COMO SE ADIMINISTRA A COISA PUBLICA.!!

  • Sormany J M P. | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Infeslizmente temos que fazer papel de mulher de bandido. O Cara bateu bateu agora vem passar a mão verde na cabeça do povo.

  • Milton Ribeiro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tantas acusações! somente holofotes!

    Um Ministro falastrão, fala pelos cotovelos..

    E um Governo que ainda não convenceu, quer nas ações, quer nos discursos, em nada...!

  • Germano Souza Cruz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ei Carlos Roberto, tu és cego??? Só você acha que este (des)governador sabe governar, onde tu viu algo que ele fez que já não era projeto de governos anteriores? Pelo que vejo o (des)governador Blairo é até ventríloquo, que até consegue transformar seres humanos em bonecos que só lhe dizem AMÉM, e puxam seu saco diuturnamente. Quanto tu recebe por tanto puxa-saquismo Carlos Roberto? Aposto que é do sul também? Eu sou, mas sou sensato e penso! Ao contrário de Vossa Senhoria. Com todo respeito... um abraço de tamanduá, espero que goste.

  • pedro celestino | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    esse minc ministro de copacabana, é um tremendo de um idiota, deveria parar de falar oque não sabe. cala boca batista. seu besta véi.

  • miguel justino da silveira castro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Desde quando houve aquele acordo para não apresentar os novos números do desmatamento pelo inpe, estava escrito um acordo de bastidores para amenizar as coisas para o aliado do lula. Essa turma acha que o povo é bobo, não percebe as armações politicas para maquiar a verdade e a partir de agora querem vender uma imagem ilusionária do Estado de mato grosso como modelo no controle do desmatamento. A partir de agora a população vai desconfiar dos dados do inpe, e resta apenas o satélite japonês como referência.

  • CARLOS ROBERTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    CARO AMIGO GERMANO, NÃO SOU DO SUL, MAS MINEIRO,É QUE ENTRE O DISCURSO DEMAGOGO E POPULISTA DO SENHOR WILSON SANTOS, EU PREFIRO O MODO COMO O BLAIRO GOVERNA, OU SEJA, ELE PROMETE, ELE CUMPRE. E QUANTO AO ABRAÇO DE TAMANDUÁ QUE VOÇÊ ME MANDOU,EU TE DESEJO TODA FELICIDADE DO MUNDO, E QUE POSSAMOS TRAVAR NÓVAS DISCUSSÕES SOBRE VARIOS ASSUNTOS, MAS DENTRO DO ALTO NIVEL E RESPEITO MUTUO, UM ABRAÇO FRATERNAL A VOÇÊ.!!

  • Jacyara | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Para ser estadista, o governante tem que se impor e conhecer os mecanismos do sistema que rege e controla a governabilidade a ele atribuida.
    Blairo aceitou ser afagado, pelo Minc Trudeau,pois na verdade não recebeu nada. O plano dos cerrados e projeto feito pelo governo federal, existe e pautou os beneficiosrecebidos por sua excelencia.
    Nada ganhou, porque não se impos e não mostrou os numeros e o modo pelo qual deveria contestar os resultados encontrados pelos satelites que prestam serviços ao INPE.
    Cara, rosto de enfrentamento, olhar de matador, não é justificação de determinação, em muitas das vezes é realmente perplexidade pelas derrotas encontradas e que se realmente tivesse o apôio de Lula, nunca aconteceriam.
    Trato se faz com bons aliados e o Sr.Blairo está perdendo um grande aliado, que é o proprio Minc Trudeau, que precisa de apoio em seu ministério e de holofotes.
    Não se afaste do ministro, excelencia, se aproxime dele que ele precisa do senhor, será um grande parceiro e mato grosso é superior a todos vocês junto incluindo aqui seus auxiliares mais novos.
    Lembra-se da frase de Jayme: As pessoas podem ter problemas partidarios, mas nunca partirem para a agreção ou ataques pessoais.
    Ao meu ver esta frase é que nortea toda a vivencia politica do senador, pode usa-la ele não vai brigar.

    Seu eleitor por toda sua vida politica: suplente de senador, governador e re-eleição de governador, e votarei no senhor para senador ao lado do Dep.José Riva.

  • Senhor Entediado | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quem articlou tudo foi o grande secretário de Estado senhor doutor em meio ambiente Luiz Henrique Dadelgan...

  • Fernando paulo lins de azevedo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    COMO É QUE É, DOUTOR EM MEIO AMBIENTE???DALDEGAN???SENHOR ENTENDIADO, SE EXISTE ALGUÉM RESPONSÁVEL (OU SERIA IN?)PELA DESASTROSA IMAGEM AMBIENTAL DO ESTADO DE MATO GROSSO, ENTÃO ESSE ALGUÉM É JUSTAMENTE ESSE CIDADÃO QUE VOCE CHAMA DE DOUTOR (SIC!) E QUE FOI ALÇADO A CONDIÇÃO DE SECRETÁRIO SEM TER PREPARO MÍNIMO SEQUER PARA PASSAR NO CONCURSO PARA SER ANALISTA DA SEMA. PARA ESTAR A FRENTE DA GESTÃO AMBIENTAL DESTE ESTADO É NECESSÁRIO ALGUÉM COM ESTATURA MUITO MAIOR, QUE SEJA REALMENTE PREPARADO TÉCNICAMENTE E QUE NÃO FIQUE PUXANDO O SACO DO CHEFE PARA SE MANTER NO CARGO.

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