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Domingo, 01 de Junho de 2008, 23h:55 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

MEIO AMBIENTE

Ministro ironiza e revela que Maggi foi derrotado


Blairo Maggi discursa, em Belém, sob olhar do ministro Minc
Foto: Edson Rodrigues

 O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, mantém o debate provocativo ao governador Blairo Maggi, maior produtor individual de soja do mundo. Ele disse, em entrevista neste domingo ao O Globo, que conseguiu derrotar o governador mato-grossense na reunião, em Belém, entre gestores da Amazônia. Segundo Minc, Maggi tentava boicotar a resolução do Banco Central que proíbe a concessão de financiamentos públicos aos produtores responsáveis pelo desmatamento na Amazônia.

  Na entrevista, o ministro destaca que Maggi fracassou na tentativa de convencer todos os governadores a incluírem na Carta da Amazônia a exigência de revogação da medida. Afirma que a carta não traz nenhuma crítica à resolução, que entrará em vigor a partir de 1º de julho."Nenhum governador assinou o documento do Blairo Maggi. Ele foi derrotado. Ou eu o deixaria isolado ou não começaria a ser ministro. Acabava. Como eu viria governar o meio ambiente e ter uma posição forte sobre a Amazônia, se a maioria dos governadores estaria do lado de um sujeito que quer destruir o principal instrumento de controle do desmatamento, na época da estiagem? Estaria morto já na partida", diz o novo ministro, no jornal O Globo.

   Carlos Minc deixou claro que não admitirá qualquer mudança na medida contra produtores que não têm licença ambiental da Amazônia. O ministro revelou, na entrevista, que recebeu do presidente Lula, de quem Maggi é aliado político, de que, se todos os governadores apoiassem a reivindicação do "rei da soja", o governo federal seria obrigado a renegociar a resolução e a fazer alguma concessão.

   Sem desagravo

   Maggi tentou também, sem êxito, apoio dos colegas governadores na assinatura de um documento de desagravo ao governador de MT por declarações de Minc, segundo as quais ele (Maggi) seria capaz de plantar soja até nos Andes. De novo, Minc saiu vitorioso.

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Comentários (16)

  • Marieta Etico | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Está de parabens o Senhor Ministro, que já tomou conta do cargo e não deixando que terceiro impeça seu trabalho, sendo que este não aceita intromissão em seu governo, mesmo que seja por técnicos capacitados.Inseguro e sempre temendo que alguem possa desbancá-lo, o maji está sentindo a cada momento a realização do seu sonho:tornar-se nacionalmente conhecido, não como grande politico, mas como o MAIOR VILAO DO PLANETA.

  • Francz Shwartz | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E ai Mané? Como fica a nossa representação? Como fica a nossa RAÇA? E o trabalho que tivemos para lhe colocar ai?

  • carlos águia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse tal de ministro, nao sabe o que e planta um pé de soja,e muito menos o que e mata, agora nos todos vamos ter de pagar o pato, por meia duzia pato pingado, ta certo o governador, temos que produzir pro mundo comer, e vem essas ongs, e dizem que somos errados, nos que tantos anos sofremos com malária etc, agora que estamos prontos pra colher temos que ir embora, ou porque nao vem aqui dentro da mata, e oferecem um salario pra nos continuarmos cuidando da floresta, isto ninguem que faze, pergunto pra voceis aonde iremos agora??? chega de conversa e de esmola so queremos trabalhar como cidadãos honesto, e nao tratado como bandidos, nos nao viemos pra mato grosso foi o governo federal que trouxe esses homens trabalhadores pra ca, agora vem uns dizendo que temos que sair do nosso lar....vergonhoso,,, vai fundo BLAIRO MAGGI, continue defendendo o mato grosso...

  • Cesar de Oliveira. | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Até quando?


    Meu Deus a que ponto chegou a desmoralização do governador Blairo junto ao governo federal.Primeiro não consegue o aval de seus colegas e depois, pasmem, é chamado de SUJEITO pelo ministro, tal como se fosse um marginal. É muita falta de consideração e de respeito. Também ele foi se aliar ao Lula, político que Blairo sempre combateu.

    Agora Blairo não é somente,o Nero, o Motoserra de Ouro, o Desmatador da Amazônia, o Rei da Soja, o Banqueiro Mor da Farra dos Incentivos Fiscais, o Chefe dos Botinudos. É também, segundo o Minc, o Sujeito.

    E ainda o governador fica aqui em Cuiabá atrás do PT, para dar sustentação a candidatura do Maurinho, portanto ele faz por onde ser tratado dessa maneira. Agora, falta ao povo matogrossense deixar a ficha cair.

  • silvia | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Caro Carlos Águia, Se você fosse um pouco informado, iria saber, que com o tempo a humanidade vai adquirindo conhecimentos, então hoje sabemos que o desmatamento, a falta das florestas provoca alterações no meio ambiente, furacões, desgelo nos polos, aquecimento dos mares, chuvas demais em certo lugares, falta de chuva em outros, com isso o desequilibrio, se você é do Sul deve lembrar a seca do ano passado, muitas cidades sem água, perca total das plantações.Então é certo desmatar aqui no Mato Grosso para produzir mais alimento, e no sul não produzir nada por falta de chuva. Equilibrio e tudo. Não pense so em você. Caso vc lê este comentário leia sobre a teoria de Guaia

  • JOÃO GALDINO DE MEDEIROS | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esta situação é uma faca de dois gumes. O problema, a ser resolvido, é cegar o que corta mais. As Ongs são crias do dito mundo civilizado que, de há muito não têm matas e o que falar de índios, os verdadeiros, e tentam, para justificar suas existências, parar o Brasil, pois que, sem isso, mesmo com a bandidagem política e de colarinho branco, virá a ser, seguramente, a maior Nação, entre as maiores. O outro gume são os bandidos de moto-serra, que não são poucos; são imediatistas, querem o lucro rápido, independente das destruições que isso causem. Porém, há que se separar o joio do trigo - ou seria, pela proporção, o contrário? -, ou seja, punir, rigorosamente (sic) esses bandidos e privilegiar, isso mesmo, privilegiar aqueles verdadeiros bandeirantes, que passaram, e ainda passam, as maiores privações para chegar onde chegaram. Essa diferença há que ser muito bem medida. Medalhas aos heróis, cadeia aos bandidos. Tomara que esse ministro, além da verborragia, tenha conhecimentos para saber a diferença.

  • helio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    sr. governador a época do desmatamento acabou, ta na hora de desembolvimento sem desmatamento, tem que usar a criatividade, as florestas estão precisando de paz...

  • Paulo Mattos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Peraí, senhor Carlos Minc. Também como o senhor sou profundamente preocupado com a questão do meio ambiente, com o desmatamento incontrolável, com a poluição de nossos rios, com o mortífero processo de degradação ambiental, enfim, que coloca em risco a espécie humana como um todo, razão porque a adoção de medidas rigorosas para preservar o nosso sistema natural. Também, senhor Ministro, não sou ds mais vibrantes defensores do Blairo Maggi, por discordar de algums de suas políticas, principamente aquela voltada à preservação ambiental. Mas daí, ter que aturar o senhor, num repente moleque e desrespeitoso, de adjetivar o nosso Governador como um sujeito, vai uma distância muito longa, exagerada. Essa sua afirmação extemporânea, desnecessária, arrogante e discriminatória, bem demonstra que o senhor é uma pessoa destemperada e despreparada para ocupar um cargo tão elevado, porque, muito embora entendedor dos problemas ambientais do país e do Planeta, falta-lhe, contudo, educação, respeito e humildade para discutir, diplomaticamente como assim deve ser num país democrático, as questões de relevância de Estado e que dizem respeito à sua Pasta. Meu repúdio veemente a esse destempero verbal, próprio dos mal-educados.

  • Jacyara | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SABER FAZER POLITICA, é mostrr nos momentos dificeis, serenidade, respeito, paciencia e argucia em todas as decissões tomadas ou adotadas.
    Blairo não é um ente politico ideal, mas pode melhorar desde que queira fazer mudanças em sua visão de estadista.
    Comentei várias vezes que C.Minc em sua vaidade seria um pareo duro e ousado, foi constatado isso.
    Comentei ainda que buscase Holdem Tretini, até agora não fizeram caso.
    Vou fazer melhor : Como todas as boas ligações que sua excelencia mantem e que só levam ao ridiculo e ações de mesmice, recomendo: Vá conversar com José Riva, ele possui carisma e é o consigliori dos tempos dificeis.

  • mario souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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