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Quarta-Feira, 24 de Junho de 2009, 12h:30 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

SENADO

Motorista de Serys figura em ato secreto; senadora reage

   A mato-grossense Serys Marly (PT) está na lista dos 37 senadores que se beneficiaram dos chamados atos secretos. Ela foi envolvida no escândalo depois que as investigações chegaram ao nome do servidor Júlio César Cecílio, motorista do gabinete da petista, há exatamente seis anos e meio. Apesar de reconhecer a falha, a senadora nega que tenha feito algum ato secreto. “Que interesse eu teria em contratar um motorista que não é meu parente. Ele trabalha 12 horas por dia e recebe R$ 2,5 mil por mês?”, reage a parlamentar.

    Para ela, a falta da publicação do ato, que nomeou o seu motorista, pode ter sido uma falha ou má-fé de alguém. “Agora sou eu quem quero saber o que aconteceu. Se fizeram de propósito ou se foi incompetência”, dispara a senadora petista. Um levantamento parcial aponta envolvimento de 37 senadores e outros 24 ex-parlamentares, que desde 1995 usufruíram dos privilégios, informa o jornal Estadão desta quarta. Nove partidos (PT, DEM, PMDB, PSDB, PDT, PSB, PRB, PTB e PR) têm representantes na polêmica lista de nomeados por atos secretos.

   Os senadores aparecem como favorecidos em nomeações nos seus gabinetes ou assinaram atos secretos da Mesa Diretora criando cargos e privilégios. “A nomeação do meu motorista de secreta não tem nada. Assinei toda a documentação necessária, mas não posso ficar lendo o diário oficial para ver se foi publicado ou não”, rechaça Serys. Na semana passada, Serys se viu numa outra saia-justa. Ela mantinha lotada no seu gabinete a servidora de carreira do Senado Solange Amarelli, que mora há quase dois anos em Bethesda, em Washington e, mesmo assim, recebe salário de R$ 12 mil do Senado, além de direito a horas extras – saiba mais aqui. Serys decidiu colocá-la à disposição do departamento Pessoal do Congresso Nacional, ou seja, tirou-a do seu gabinete.

   O Senado já abriu sindicância para apurar os chamados atos secretos do Congresso Nacional. “Alguns parlamentares se mostram revoltados porque muitos estão tendo seus nomes envolvidos no escândalo sem motivo. Existem muitas contratações irregulares, mas nem todas que apareceram”, afirma. Serys se elegeu em 2003 e é a primeira mulher mato-grossense a conquistar cadeira no Congresso Nacional. O mandato da petista termina em 2010 e ela articula a sua candidatura à reeleição no próximo pleito. Além de Serys, os senadores Jayme Campos e Gilberto Goellner compõem a bancada mato-grossense no Senado. (Patrícia Sanches)

  •    Clique aqui  e veja a reportagem do Estadão e a lista dos parlamentares envolvidos no escândalo

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Comentários (19)

  • Ronan Jackson Costa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A nossa senadora aprendeu bem com o seu partido:quando é pega cometendo um ilícito NÃO viu nada, NÃO sabia de nada e ainda insinua que é armação da oposição...Como diria o Pignatti abra o olho companheira!

  • MAURICIO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    VIROU MANIA ENTRE OS SENADORES, FALAR A PALAVRA TRANSPARENCIA A TODA HORA, MAS NÃO SABEM O SIGNIFICA, POIS TUDO ANDA MUITO NUBLADO, NÃO É SERYS NÃO SEI DO QUE, POIS TODA HORA É UM SOBRENOME. FRANCA TRANSPARENCIA.

  • João | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tem que levar pau mesmo...É bom pra diminuir a arrogancia!!!
    Nem venha com blá,blá, blás...
    O que sera do PT Com Serys .....

  • João | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    - SERA QUE NÃO TEM UMA VAGA PARA MIM?

  • magalhães | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Rapazzzz nosso estado esta ferado, será que não temos mas politicos honesto????credo pareçe que enterrarão cabeça de burro no nosso mato Grosso, e escandalo atraz de escandalos, vejamos, mensaleiros, samguessugra, ambulançeiros, tonelada de suco, boqueteiro....e assim cresce a lista....vote, o diablo esta sorto aqui....crus credo. Dr Malouf para o Senado....se for honesto.

  • Sassioto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Tudo bem, senadora, pelo menos dessa vez não foi o mordomo. Segue a carruagem.

  • JÔ | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Isso é bem coisa de Serys, desde que era Secretaria de Educação....Imagina agora SENADORA.....
    É o povo, os pobres mortais, ralando para serem aprovados em concursos....
    CGU, TCU, MP, RF, PF, ............ENFIM, ESSE TIPO DE SITUAÇÃO QUEM RESOLVE?????????????????????????????
    É, acho que somente o POVO, nas próximas eleições, poderá reparar, tirando esse povo de circulação.

  • dejango | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Gostaria de dizer a SEnadora que nós já sabemos que não é seu parente, mas quem quer saber dos seus interesses pela contrataçao é a sociedadel.
    É triste ouvir de uma senadora que não tem que ficar lendo diário oficial, principalmente quando é um ato praticado por ela. Lembro a senadora de que ela tem assessores pago pela sociedade para fazer esse tipo de trabalho, inclusive aquela assessora que mora nos USA.
    É difício né senadora, explicar o inexplicável....

  • Paulo Cesar Amarante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A senadora que tanto critica os envolvidos em escandalos, é também peça carimbada em grande parte deles. no esquema das ambulâncias ela tava lá, com seu nome figurando atraves de um parente próximo, depois veio o escandalo das passagens aéreas, ela tava lá também, agora é o escandalo do senado, com o caso do motorista. será que não ta passando da hora dessa senhora rever sua posição e baixar a bolinha???? pelo que se vê, ela não é tão santinha como prega por aí. quando o Dep. Pedro Henry teve seu nome vinculado a escandalos, ela defendia sua imediata exclusão do cenário politico, e agora, ela não quer também defender a exclusão de si própia??
    Senadora Senadora, conta essa estória direito.

  • Prof. Shimizu | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Nesse caso, o fulano estava até trabalhando, o pior foi a fulanna lá nos EUA, que estava lotada em seu gabinete. Esse negócio de dizer que não sabia e, por isso, não tem culpa, não é justificativa. Será que a professora Serys não consegue ver um absurdo desse:Deixar esta pessoa recebendo R$12.000,00 mensalmente sem trabalhar e milhares de criancinhas e s
    eu pais passando nessecidades.

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