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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008, 13h:15 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

MEIO AMBIENTE

Movimento o "Nortão Reage" provoca embates

   O movimento "Nortão Reage", que reuniu neste sábado, em Colíder, centenas de líderes políticos, empresários e produtores para protestar contra um decreto federal que fecha o cerco contra quem desmata ilegalmente, acabou acirrando o debate sobre a questão ambiental.

   De um lado, uns alertam que o Nortão enfrentará retrocesso econômico, afetando o desenvolvimento principalmente daqueles 19 municípios na lista de desmatadores, pois ficarão impedidos de buscar, por exemplo, financiamento e novos licenciamentos. Na outra ponta estão aqueles que consideram que o "Nortão Reage" não passa de um ato corporativista, articulado para acobertar destruidores da floresta.

    Eis abaixo, dois de alguns comentários feitos acerca da matéria "Colíder vive clima de festa com o Nortão Reage", sintetizando como as opiniões estão divididas.

Antonio Villar Torres
Cuiabá
 "Trata-se de reunião de jagunços e piratas da Amazônia tentando pressionar governos a continuar sendo coniventes e inertes diante da barbarie da devastação florestal cometida pelo avanço da fronteira agrícola e de plantio de pasto para gado. Esse pessoal tenta antecipar alguma reação frente à operação da Policia Federal que, felizmente, está vindo por aí para punir os responsáveis pelos altos indices de desmatamento e queimadas provocadas por esses tranvestidos produtores rurais, pois na verdade não passam de sanguessugas dos recursos naturais para obterem proveitos individuais e lucro fácil"

Maurílio Magalhães
Colíder
 "A classe produtora do Norte do Estado demonstrou seu poder de mobilização, mostrando para a classe politica, tanto na esfera estadual quanto na federal e para os ambientalistas das grandes cidades, que não conhecem a realidade do trabalhar na agropecuária, seja ele o empresario rural ou o agricultor familar que, antes de acusar, devem respeitá-los, pois estes que criticam consomem alimentos que vêm do suor e da dedicação destes trabalhadores do Nortão. Nós do Nortão sabemos do nosso dever, que devemos proteger os recursos naturais, mas não somos bandidos e que estamos aqui por influência de governos anteriores (decadas de 70 e 80) que incentivaram para que ocupássemos esta região, enfrentando juntamente com os familiares, malária, a falta de conforto e estradas, dentre outras dificuldades".

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Comentários (10)

  • Miguel Pereira de Almeida | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabenizo a sociedade matrogrossense, em especial aqueles que residem em regiões do norte e noroeste, tendo em vista que estão se mobilizando para defender seus direitos que estão sendo usurpados por decretos do governo federal, do ministério do meio ambiente, certamente motivados por pressões de ONGs, financiadas por capitais externos. Antes de baixar decretos, o Governo Federal deveria percorrer essas regiões e constatar "in loco" as dificuldades por que aquele povo passa, tendo que sobreviverem, muitas vezes sem o aparato estatal necessário para suas sobrevivências. Antes de decretar deveriam estudar medidas que de maneira racional harmonizem as relações homem x meio ambiente, pois meio ambiente e produção devem caminhar juntos, para que um não cesse o desenvolvimento do outro.

  • Francisco Militão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Com todo respeito à todas as pessoas que fazem seus comentários, mas dizer que o geverno Federal ou qualquer governo vai resolver os problemas do mundo com decretos é mais uma vez enganar a população, como sempre fez. Os problemas se resolvem com conversas e entendimentos, pois se assim não fosse, para resolver as dificuldades de fome e moradia da população ersó emitir um decreto e todos seriam felizer para sempre. Outro fator que o governo tenta enganar o povo é que temos problemas ambientais sim, mas se for para resolver realmente esta questão, não seria punindo somente esta região, teríamos que conversar nacionalmente sobre o assunto, pois do rio grande do Sul ao Amapá todos tem probleas ambientais. Aqui não tem bandido e sim pessoas com vontade de trabalhar e é preciso separar o joio do trigo.

  • Clebes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É preciso analisar o ponto de vista de progresso a que os senhores do agronegócio se referem, pois existem vários, mas podemos citar dois que cabe muito bem com essa situação: o progresso econômico da forma que eles conhecem desmatar para plantar e criar animais, que não combina com preservação ambiental e o progresso da auto-afirmação enquanto ser humano que vive neste planeta junto com varias outras espécies de animais e vegetais e depende deste conjunto para não ser extinto.
    Os embargos da carne que nosso Estado esta enfrentando, não é só por causas sanitárias, mas também por questões ambientais e a soja, o etanos e outros produtos também sofrerão as mesmas sanções se não houver um progresso da consciência socioambiental dos senhores do agro negocio.
    Todos nós somos co-responsáveis com esta situação, pois quando consumimos alimentos das grandes multinacionais que financiam o desmatamento fomentamos este negocio de cifras incontáveis.
    A preservação ambiental começa na mudança do hábito alimentar e do comportamento nosso com o meio ambiente enfim progresso socioambiental.

  • Mario Wolf Filho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Fico admirado em publicarem o artigo de um demente que não tem conhecimento algum dos fatos, dever ser esta pessoa paga por ONGS que estão tomantdo conta do nosso territorio uma pessoa desta não deve ser nem brasileiro,estou me referindo ao Sr. Antonio Villa Torres, onde ele chama de jagunços o Vice Gov. deste Estado, 30 Prefeitos, o Nosso dep. Federal Homero e outras tantas aoutoridaes presente no Reage Nortão,acredito que se estevesse com sua Saude perfeita o MELHOR SENADOR DO BRASIL O NOSSO QUERIDO JONAS PINHEIROS ESTARIA PRESENTE NESTA REUNIÃO "DE JAGUNÇOS SEGUNDO Antonio Villa Torres".Fica aqui os meus protestos, sou agropecuarista desde 1975 nesta região e atual Presidente do Sind. Rural de Nv. Canaã do Norte.

  • Jean M. Van Den Haute | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    POLITICAGEM PRIMÁRIA :

    Sobre os garimpeiros ilegais, o Presidente Sarkozy falou, em Camopi ...
    "ninguém mais vai violar impunemente a Amazônia Francesa".

    Para que, um dia, o Brasil seja considerado "País de Primeiro Mundo" é dever de cada cidadão comprometido com o futuro de suas crianças, apoiar totalmente a ação patética da Ministra Marina Silva para que o mesmo aconteça na Amazônia Brasileira.
    Jean


  • Leonardo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Sotero Conceição Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Maurilio Nagalhães, a sua atitutude não pode e nem deve ser verdeira quanto a produção de alimentos que comemos, até porque, os alimentos que consumimos por ser produzido aqui em mato grosso, deveria ser mais barato, por outro lado nós pagamos para isso. preservar as matas devem fazer parte da nossa vida. Veja bem esta comparação; se a minha mãe estivesse me abortado evidentemente que eu não estaria aqui. É pecado destruir vida, olhe para os nossos rios secando, será que isso não é reflexo do desmatamento. Estou plenamente de acordo com o decreto proibindo desmate sem controle.

  • Ademar Adams | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Evento em qeu José Riva é destaque já esta fadado a ser suspeito. Quem tem a folha corrida como dele, tem o poder de conspurcar qualquer evento.

  • José Oliveira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Senhor Editor,

    A polemica sobre como se deve desenvolver a Amazônia Brasileira, só vai acabar quando - governo, produtores, madereiros, garimpeiros, industriais, comerciantes e ONGs, chegarem a conclusão que para acabar com este eterno bate-boca, será necessário apenas uma coisa: Sentarem e definirem um projeto único de desenvolvimento para todo a região, que seja sustentável e que se traga retorno econômico para as comunidades amazônicas.
    E por favor, parem de utilizarem o termo INTERNACIONIZAÇÃO DA AMAZÔNIA, pois a mesma já é internacional e pertence a + ou - 12 países da América do Sul e Caribe...

  • Gi Manteli | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Penso que todo comentário negativo, antes de ser publicado, a pessoa que está fazendo dveria pelo menos estudar a respeito da história do lugar.
    Qto ao comentário infeliz do Sr. Antonio (topo dos comentários) esse cidadão por certo não é matogrossense nem mesmo de coração. Pois uma pessoas com as raízes fincadas em sua terra jamais teria falado tanta besteira.
    Sou contra o desmatamento sim, mas o povo do Mato grosso não pode pagar sozinho por um erro que o mundo inteiro cometeu.
    A solução é tão simples, a começar pelo Brasil, bastaria o governo decretar que todos proprietários de terra de todos os estados do Brasil, gdes ou pequenas, não interessa, reflorestassem 20% de suas terras e reflorestassem toda área em volta de rios, córregos, riachos, etc.... se o mundo todo adotasse essa regra e fizesse disso uma lei, acabaria com todos os problemas referente ao aquecimento Global, e tbém deixaria o povo que habita as terras na zona da Mata em PAZ.

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