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Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2009, 16h:54 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

PEDRA PRETA

MPE pede cassação de Augustinho por caixa 2

  Sob acusação de gastos ilícitos eleitorais e de caixa 2, o ex-deputado federal e prefeito de segundo mandato de Pedra Preta (a 232 km ao Sul da capital), Augustinho Freitas Martins (PR), corre risco de ser cassado. A promotora Ducilei Maria Soares Ribeiro Ambrósio, da 32ª Zona Eleitoral, ingressou com representação eleitoral, pedindo a cassação do mandato do republicano. Entre as acusações que pesam contra Augustinho, está o pagamento de forma ilícita de quatro pessoas para afixar placas publicitárias em suas residências durante a campanha.

   Segundo a denúncia do MPE, Heleno Bernardino da Silva e suas filhas Débora Bernardino da Silva e Aldenira Lessa de Souza, além do moto-boy Anderson da Cruz Nunes, receberam valores que variam entre R$ 150 e R$ 300 para colocar placas do então candidato do PR e também do vice Marciolino Corte Souza, em suas casas ou adesivar veículos. Segundo depoimento de Débora, ela aceitou R$ 150 porque passava por dificuldades financeiras. Seu pai Heleno recebeu R$ 300 e, a irmã, R$ 250. Já o moto-boy ganhou R$ 250 para adesivar a moto e teria gravado a possível negociata em um CD, que foi entregue ao MP.

  O áudio gravado apresenta má qualidade e não pode  ser utilizado como prova cabal da acusação sobre compra de votos. A partir das denúncias, a promotora abriu inquérito. Por fim, após oitivas e coleta de documentos, decidiu pedir a cassação do prefeito, reeleito com 4.300 votos. O ex-deputado derrotou nas urnas dois candidatos: Edvaldo Porto, o Formigão (PP), que teve 974 votos, e Romildo Sandro (PTB), que ficou com 384 votos. O ex-prefeito Nelson Dias de Moraes (DEM) foi punido com indeferimento do seu registro na reta final da campanha e, na contabilidade dos votos, seu nome aparece "zerado".

   Como os valores pagos pela colocação das placas não constam na prestação de contas, o MPE pressumiu que houve capitação ilícita, ou seja, uso de caixa 2, o que complica mais ainda a situação jurídica do prefeito reeleito.

   Augustinho de Freitas, irmão do ex-deputado estadual e ex-vice-prefeito de Várzea Grande, José Carlos de Freitas (DEM), rebate as acusações. Ele diz estar tranquilo e chega a dizer que confia no trabalho do MPE, que o denunciou. Assegura não ter cometido nenhum ato ilícito. Augustinho prepara defesa na esperança de salvar o segundo mandato. (Patrícia Sanches)

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Comentários (1)

  • jose | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    0


    adversarios do prefeito, parem de manipularem
    as pessoas, parem de mentiras,aceitem a derrota
    isso que estao fazendo é muito feio, e voces que dizem terem recebido dinheiro que coisa feia, mentira tem perna curta

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