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Sábado, 26 de Abril de 2008, 08h:42 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:20

NEGÓCIOS

MT adquire estrutura dentro do Porto de Santos

  Maior produtor de soja e algodão e dono do maior rebanho bovino do país, Mato Grosso está prestes a ter uma área dentro do Porto de Santos, o maior do país, o que vai elevar a participação do Estado na balança comercial nos principais setores produtivos destinados a exportação, como algodão, madeira, proteína animal e couro. Hoje a produção do Estado percorre mais de mil km até o porto de Santos e, na hora do embarque para outros país, perde o carimbo da chancela devido à falta de logística e de um espaço dentro do porto.

   O secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, está empolgado com a proposta. Orientado pelo governador Blairo Maggi, ele mergulhou nas articulações. Conseguiu respaldo do executivo Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), que ainda cuida dos portos, e já tem resposta positiva da Companhia Docas do Estado de São Paulo, autoridade portuária de Santos, para construção de espécie de porto seco. "Mato Grosso precisa de uma área alfandegária federal para operar e ter a sua chancela, senão o bônus da exportação dos nossos produtos vai continuar com outros Estados", explica Nadaf.

  Os exportadores mato-grossenses reclamam que o atendimento à cadeia de serviços para os produtos básicos é feito de forma displicente e sem prioridade pelos terminais retroportuários do complexo portuário santista. Por causa do valor dos produtores exportados por MT não atingir o mesmo montante agregado de outros produtos escoados pelo Porto de Santos, a oferta de serviços registra baixa performance aos exportadores da região, trazendo prejuízos aos produtos do Estado, em razão, por exemplo, de avarias ou sujeira (no caso do algodão) nesses produtos. Assim, se sujeitam aos exportadores a obrigatoriedade de renegociar o preço dos produtos quando do recebimento pelos importadores.

   A tendência é que, com a estrutura dentro do Porto de Santos (a 1.794 km de Cuiabá), MT venha aumentar sua participação no escoamento da produção da carga originária. O Estado contribui de forma consistente com o desenvolvimento das exportações brasileiras, principalmente no setor do agronegócio. Situado numa região estratégica, o Estado será responsável, em 2015, por 60% do total de grãos, fibras e proteínas animais produzidos no país. No ano passado, MT exportou 886 mil toneladas, rendendo US$ 1,4 bilhão nos segmentos de algodão, madeira, proteína animal e couro. A participação do porto de Santos foi de R$ 646 milhões (45,3%) com um volume de 323 toneladas. O algodão, por exemplo, registrou 249 mil toneladas (US$ 292 milhões).

   Resta ao governo mato-grossense fazer a sua parte, com construção de novas alternativas para o transporte da produção, mesmo que seja por meio de parcerias público-privadas. O novo programa logístico portuário é um bom sinal, mas deve incluir também pavimentação de rodovias, ferrovias, hidrovias e dutos.

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Comentários (1)

  • Jacyara | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Romilsom, Boa Tarde

    Acho que está havendo uma inversão da origem,titularidade, desta noticia, a menos que Pedro Nadaf esteja se lançando a prefeito de Cuiabá.
    Esta noticia é original de Francisco(chico) Paiaguás quando solicitou a sua excelencia um espaço para o Porto Sêco em seu emprendimento( de Blairo) nas Docas de Santos.
    Acredito que tenha sido no seu Blog que lí a mesma.
    Por estes dias, depois que João Albert, acessorando certo deputado, lotou os periódicos escritos e internauticos de projetos, virou mania e o início de campanhas e desejos a partir de publicações de bôas informações e sonhos fantásticos, como esta noticia alvisareira que liga vários candidatos com pretensões ao futuro politico de nosso estado.

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