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Quarta-Feira, 21 de Fevereiro de 2007, 09h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

EXECUTIVO

MT Fomento restringe operações e demite 11

    O presidente da MT Fomento, Éder de Moraes, demitiu, de uma só vez, 11 funcionários da instituição. Alega que a emenda de autoria do ex-deputado Zeca D'Ávila (PFL), que impede financiamento para pessoa física, diminuiu a rentabilidade da agência e não encontrou outra alternativa para cortar despesas senão a redução do quadro de pessoal. De 60 funcionários, a agencia conta agora com 45 - além dos 11 demitidos, 4 retornaram aos órgãos de origem.

    Segundo Éder, se a Assembléia Legislativa não se mobilizar e mudar a emenda, a MT Fomento vai fechar os três postos de atendimento, um em Rondonópolis, outro no CPA, na Capital, e outro no Cristo Rei, em Várzea Grande. Explica que essas unidades representam custos e precisa diminuir despesas. Nesse caso, a agência passaria a atender somente em sua sede, no centro de Cuiabá. "Todo o trabalho de descentralização está sendo prejudicado".

    A emenda aprovado pela Assembléia é já promulgada pelo próprio legislativo diz que a MT Fomento atenderá exclusivamente aos mini-produtores rurais e micro e pequenas empresas e formas associativas de produção. Para o presidente da agência, essa redação obriga, em tese, o empreendedor a estar vinculado a alguma entidade. "A forma associativa e de produção exclui (do direito ao financiamento), por exemplo, os moto-taxistas porque são prestadores de serviços", comenta Éder de Moraes. Para ele, a lei deu margem a muitas interpretações e entende que o bom-senso recomenda ser o mais conservador possível. "Com a emenda, a pessoa física ficou impossibilitada de buscar recursos da MT Fomento. Isso representa uma queda de rentabilidade da agência".

   Tem direito a financiamento todo e qualquer pequeno investidor do Estado. Sem poder contar com abertura para empréstimo à pessoa física e impedida também de fazer operações com grandes empresas, a rentabilidade da MT Fomento deve despencar em 40%, prevê Éder. "É preciso entender que a operação com o grande empresário é que dá sustentabilidade à agência e subsidia a taxa para o pequeno. É o que chamamos de operação Robin Hood: tira dos grandes para emprestar aos pequenos".

   Desde sua fundação, a MT Fomento realizou mais de 7 mil operações de crédito. Segundo Éder, o capital hoje é de R$ 12 milhões. Agora, ele desenvolve engenharia para realizar operações diferenciadas na prestação de serviços na esperança de garantir a rentabilidade.

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