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Quarta-Feira, 29 de Abril de 2009, 14h:24 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

TRANSPORTE COLETIVO

MTU diz que tarifa em Cuiabá está entre menores do país

 Empresários do transporte coletivo acionam a Justiça para acabar com o que qualificam como situação "insustentável", aumentando assim o valor da tarifa; população reclama do preço cobrado atualmente e diz que ônibus estão sucateados

     A Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU) ingressou com uma ação judicial para acelerar o aumento da tarifa de ônibus na Capital. “Desde maio de 2007 não temos uma recomposição. O preço da tarifa está defasado e, por isso, recorremos à Justiça. Essa situação tem que ser resolvida logo”, disse um dos diretores da MTU, Rômulo Botelho. Segundo levantamento da própria associação, a tarifa de Cuiabá, hoje R$ 2,05, só é maior que a aplicada em Manaus (AM), R$ 2, e Rio Branco (AC), R$ 1,90. O levantamento aponta ainda Campo Grande (MS) como a Capital onde o preço da passagem é o mais caro em todo o país. Os campo-grandenses desembolsam nada menos que R$ 2,50 para utilizar o serviço.

   Cerca de 137 mil cuiabanos utilizam diariamente o transporte coletivo para se locomover . Por mês, estima-se que pelo menos 4 milhões de passageiros passem pelos ônibus. Entre as empresas  responsáveis pelo transporte estão a Pantanal, Sol e Norte-Sul, além de pequenos empresários que realizam o transporte por meio de micro-ônibus. Segundo a MTU, cada motorista recebe salário de R$ 1,2 mil. Já os cobradores R$ 750. “No total são 2,5 mil funcionários”, revela Rômulo. O salário pago aos motoristas em Cuiabá é menor que em Manaus, R$ 1,3 mil, Porto Alegre (RS) R$ 1,4 mil, São Paulo (SP), R$ 1,3 mil, e Porto Velho (RO), R$ 1,250 mil.

    Já o salário de cobrador é inferior ao pago em São Paulo, R$ 793, e Porto Alegre, R$ 861. O preço do diesel, que em Cuiabá é comercializado a R$ 2,11, só é mais barato que o valor cobrado em Rio Branco, onde custa R$ 2,13. Segundo o Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), apresentado no levantamento da MTU, há um déficit de 17,5%. Caso o valor seja aplicado, a tarifa pularia dos atuais R$ 2,05 para R$ 2,40. “Apresentamos a tabela à prefeitura. Agora estamos aguardando os cálculos. Prefiro não adiantar qual é o valor esperado. Aguardo, porém, que haja correção. A situação está insustentável”.

    Os empresários acreditam que até o início da próxima semana o Poder Judiciário julgará a ação. No final de 2008, o promotor de Cidadania e Defesa do Consumidor, Alexandre Guedes, ingressou com um pedido de liminar proibindo a elevação do preço da passagem na Capital – saiba mais aqui.  O prefeito de Cuiabá se vê acuado. De um lado está a população que não aceita o aumento da tarifa,  do outro estão os empresários, que ambicionam o reajuste. Até agora, o tucano não decidiu se autorizará ou não a elevação na tarifa. Em novembro de 2008 houve reajuste no preço das passagens intermunicipais (Várzea Grande – Cuiabá), que passou de R$ 2,05 para R$ 2,20.  (Patrícia Sanches)

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Comentários (8)

  • Jessica | Segunda-Feira, 28 de Junho de 2010, 20h38
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    O trasporte da capital não é de qualidade e ainda temos que pagar um alto preço por um serviço de péssima qualidade isso é um absurdo sem tamanho.........

  • Marli | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Se Cuiabá tivesse transporte decente com certeza ninguém reclamaria do aumento de onibus. Alguém já andou nos onibus linha Osmar Cabral/Rodoviária? e não são só estes, Cuiabá inteiro tem deficiente de transporte.
    Então, quem lucra com o aumneto? somente os empresários.

  • Jota Mauricio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E é o pior do país.

  • fernando jorje da silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    trabalho no tranporte alternanativo des da gestao do senhor frederico campos nunca passei por uma crise tao desesperadora pois ate hoje nunca recebemos uma se quer parcela da gratuidade da prefeitura pois a mesma diz nao ter condiçoes de arcar com os 50% sendo os empresarios do transporte alternativo nunca se quer percebeu nada pelo serviço prestado por isso nao ha condiçoes de alguma melhoria no atendimento tomo a liberdade de falar de um assunto tao conplicado. homens do poder socorra-nos...

  • hugo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A tarifa do transporte coletivo uma das menores do país, enquanto o diesel um dos mais caros do país. Esse é o Mato Grosso, das disparidades, onde o produtor tem que rebolar para produzir.

  • valmir molina | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O maios importante não foi dito.Aqui tem passe livre.Vamos parar de demagogia e começar compararos preços com isenção.

  • Lane Costa - Professora | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Francamente!!

    O transporte coletivo em Cuiabá é, realmente, de péssima qualidade!!

    Isso sem contar que, em alguns bairros, observa-se uma drástica redução do número de ônibus; o que leva seus usuários a ficarem um longo período nos pontos.

    Se quiser comprovação, basta aguardar as linhas 103, 120 ou 519, entre as 17h30 e 19h, com destino aos bairros. Deve passar uns 03 ou 04 ônibus antes que o usuário consiga entrar em algum para, esprimido, poder chegar ao seu destino,

    Quanto aos pontos de ônibus, eis aí outro aspecto importante! Observe que os pontos de ônibus não constituem, concretamente, abrigos e proteção contra o forte sol cuiabano, quanto mais contra as chuvas da época.

    Isso sim, é insustentável!!



  • Carlos Campos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Também, com esses onibus ultrapassados, deveria ser de graça...

    Aqui não tem onibus, não tem asfalto (apenas buracos), não tem engenharia de trafego, não tem ruas suficientes, NÃO TEM SECRETÁRIO DE TRÂNSITO, NÃO TEM PREFEITO...

    acho que a tarifa aplicada em Cuiabá é muito cara devido a precariedade dos serviços oferecidos aos cidadãos...

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