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Quinta-Feira, 11 de Janeiro de 2007, 06h:40 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

LEGISLATIVO

Mulheres perdem espaço em cargos eletivos

      Cai a representação feminina em cargos eletivos em Mato Grosso e também no Poder Executivo. A dificuldade já vem desde a campanha eleitoral, quando os partidos não conseguiram preencher a cota mínima de 30% reservada a um dos sexos. De três cadeiras na Câmara Federal, a ala feminina perde duas, com o fim dos mandatos das deputadas Teté Bezerra (PMDB) e Celcita Pinheiro (PFL). Teté abriu espaço para o marido Carlos Bezerra, eleito federal, enquanto Celcita foi reprovada nas urnas. Reeleita, Thelma de Oliveira (PSDB) passa a ser, a partir da posse de 1º de fevereiro, a única mulher da bancada mato-grossense na Câmara. No Senado, uma das três vagas faz parte da cota feminina, com a petista Serys Marly (PT), primeira senadora eleita da história de MT.

     Na Assembléia, a ala feminina continuará com uma representante. Sai Vera Araújo (PT), que não se reelegeu, e entra Chica Nunes (PSDB). De duas cadeiras na Câmara de Cuiabá, as mulheres serão representadas agora apenas por Lueci Ramos (PFL), já que a vereadora Chica se elegeu deputada. Em Várzea Grande, só há uma mulher entre 13 vereadores: Aziza Baracat (PSB).  Das 12 vagas de vereadores em Rondonópolis, duas contam com representação feminina, com Mariuva Valentim Chaves (PMDB) e Wilma Moreira (PSB).

Executivo

       Na composição do 1º escalão do governo estadual e das prefeituras, as mulheres também têm participação insignificante. Entre as 22 cadeiras de secretários de Estado só há duas. Antes eram três. No primeiro mandato, o governador Blairo Maggi manteve no staff Terezinha Maggi (Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social) e Flávia Nogueira - substituída depois por Ilma Grisoste na Ciência e Tecnologia, além de Yêda Marly (Desenvolvimento do Turismo).  Agora para o segundo mandato, o governo tem participação de apenas duas mulheres: Terezinha e Flávia Nogueira, nomeada para a recém-criada secretaria extraordinária de Apoio a Políticas Educacionais. Na Prefeitura de Cuiabá não há uma mulher entre as 15 secretarias - Adriana Bussiki, do IPDU, não é considerada secretária. Em Várzea Grande, a jornalista Édna Araújo (Comunicação) é a representante feminina no 1º escalão.

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