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Quinta-Feira, 03 de Dezembro de 2009, 15h:37 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

JUDICIÁRIO

Não autorizei viagem de avião ao Sesc, reage magistrado


Desembargador Leônidas Monteiro, em entrevista nesta quinta, assegura que não está sob investigação
Fotos: Rodinei Crescêncio

  O desembargador Leônidas Duarte Monteiro, que presidiu o Tribunal Regional Eleitoral de 2008 até abril desde ano, assegurou nesta quinta, em visita ao RDNews, que não usou aeronave fretada pelo órgão para se deslocar de Cuiabá ao Sesc Pantanal, em Poconé. Ele contrapõe a matéria intitulada "Gestão Leônidas no TRE é investigada por viagens à pousada", mas confirma que, de fato, há processo administrativo instaurado pelo presidente Evandro Stábile para apurar as razões de uma viagem de avião feita supostamente antes de haver licitação. "Eu nada tenho a ver com isso", destaca o magistrado.

   Leônidas esclarece que tinha ficado de plantão no TRE durante o recesso natalino e em 6 de janeiro deste ano saiu de férias. Foi substituído pelo vice e corregedor-regional eleitoral Manoel Ornellas. No mesmo mês, houve encontro nacional de corregedores, no Sesc Pantanal (a 130 km de Cuiabá). Leônidas conta que pegou carona no avião do governador Blairo Maggi junto com o secretário-chefe da Casa Civil para participar do evento. "Fui e voltei de carona no avião do governo do Estado. Pela manhã houve uma sessão solene, depois almoçamos e retornamos a Cuiabá no mesmo avião. Esse foi o único voo que eu fiz enquanto presidi o TRE".

    Perguntado sobre o porquê do presidente Stábile instaurar sindicância para apurar possível irregularidade na locação da aeronave para uma viagem, Leônidas Monteiro pondera que ficou surpreso com essa decisão. Sabe-se que está sob investigação um voo feito pela Abelha Táxi Aéreo para levar o então corregedor eleitoral do Distrito Federal para o Sesc Pantanal. Explica que o colega magistrado estava operado da coluna, não podia viajar de carro e precisava presidir o encontro. Destaca que não autorizou essa viagem. "(...) tenho a dizer que jamais fui consultado a respeito, o que significa que jamais o autorizei, mesmo porque, insisto, encontrava-se em gozo de férias".

    Ainda acerca da polêmica, o ex-presidente do TRE emitiu nota e disse que sentiu-se mal com a matéria de capa e ilustrada com a charge em que aparece num avião com a turbina pegando fogo. Reclama que foi exposto como um magistrado sob investigação. "Esta noite nem dormi", diz o desembargador, ao apresentar uma nota de esclarecimento. (Romilson Dourado)


Em nota acima, Leônidas Monteiro assegura que não autorizou contrato com a Abelha Táxi Aérea

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Comentários (9)

  • João Carlos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Santo Desembargador, se fosse um pobre mortal como eu, ja tava na cadeia.
    Mas o Sr... bem o Sr pode ficar tranquilo, o Sr está acima do bem e do mal, o Sr é a Lei, o Sr pode tudo, nada vai lhe acontecer.
    Tenho nôjo desse judiciário ridiculo, hipocrita, mentiroso, tendencioso e caolho.
    Tenho nôjo dessa gente que condena nos outros o que lhes é peculiar.
    O ESTADO PROIBE AOS INDIVIDUOS A PRATICA DE ATOS INFRATORES, NÃO POR QUERER ABOLI-LOS, MAS POR QUERER MONOPOLIZÁ-LOS.(Freud)

  • Costa | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Olha, pelo que conheço do des. Leônidas Monteiro, trata-se de um homem integro, moral e ético. São poucos magistrados do seu elevado nível culto e de sensibilidade como esse em MT. Suas explicações são plauíveis e vejo que a reportagem foi infeliz ao expor dessa forma a imagem do desembargador.

  • valmir molina | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quero solidarizar-me ao desembargador Leônidas que durante toda sua vida pregou a ética e a moralidade.

  • Carlos Rocha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ora Excelência o Sr. era Presidente daquela Corte, portanto responsável e ordenador de despesas, não tem como tirar o corpo dessa esdruxula situação. Qto ao Molina acima é contra parente do Desembargador, portanto a sua opinião é pessoal e só !!!

  • Emília Roberta | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Em nenhum momento o Des. Leonidas está tirando o corpo fora, caso isso estivesse ocorrendo o mesmo nao viria a público esclarecer o que está acontecendo.
    Des Leonidas é uma pessoa que preza pela moral, pela ética, pela honestidade. É uma pessoa de índole inquestionável.
    Infelizmente notas como essa para denegrir a sua imagem acabam acontecendo mas a verdade virá a tona e tudo será esclarecido.

  • jose gonçalves duarte | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não precisava nem o desembangador LEONIDAS, faser nota de esclarecimento, pois quem o a conhace sabe, de sua integridade, moral, e não tambem de seu carater, e digo mais(AINDA É UMA DAS POUCAS RESERVA MORAL DESTE PAIS)

  • Paulo Roberto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Como tem puxa sacos!!! É brincadeira.....Quem au-
    torizou desembargador?? Pelo que entendí o sr.
    era Presidente do TRE à época!!! Ou não...Vai
    acabar sobrando pro faxineiro!!

  • Prof. Luis Carlos Ferreira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Mais uma nota dissonante da conduta do Jornalista Romilson: Fica claro que houve parcialidade em sua matéria... não ouviu exaustivamente as partes para, em seguida vir a público. Diz um certo adágio que uma notícia não concerta os erros da anterior, apenas dá prosseguimento à história dos fatos, pois quem lê um trecho pode não ter lido o anterior, ou vice-versa. Sou leitor assíduo dos trabalhos do Sr. Romilson. Entretanto, tenho notado o mesmo (ultimamente) um tanto tendencioso e parcial, ademais um tanto quanto apressado em seu trabalho de jornalista.

  • JAMIFARES | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Des. Leônidas é uma das pessoas que honram a Justiça. Nunca se ouviu nada que o desabonasse. É uma das reservas morais daquele Tribunal de Justiça.

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