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Segunda-Feira, 16 de Novembro de 2009, 15h:02 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

CONFRONTO

Não fosse o Fethab, governo Maggi não existiria, diz Maluf


Guilherme Maluf discursa, ao lado dos colegas deputados Chica Nunes, José Domingos e Dilceu Dal Bosco; na mesa estão ainda o senador Jayme Campos, o prefeito Santos e o ex-prefeito sinopense Nilson Leitão

   O empresário e médico Guilherme Maluf, único deputado do PSDB na Assembleia, afirmou que, se não fosse o Fethab, instituído em 2002 pelo governo Dante de Oliveira, "os feitos da administração Blairo Maggi não existiriam hoje". Segundo ele, são com recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação que a atual gestão se gaba de ter construído cerca de 2,9 mil km de pavimentação asfáltica e ter estabelecer como meta do mandato a viabilidade de 61,9 mil casas populares. "O asfalto e as casas são construídos com dinheiro do Fethab. Quanto ao restante, como saúde, educação e segurança pública, não se vê investimentos. Tudo ficou para segundo plano. Maggi tinha de agradecer o governo Dante, que deixou a casa arrumada".

    Maluf reforçou esse posicionamento no encontro suprapartidário do PSDB e DEM em Sinop, no último sábado. Foi um dos que discursaram para cerca de mil pessoas. Segundo o deputado, não se pode desprezar lideranças que ajudaram a construir a estrutura do Estado e lembrou dos oito anos do governo Dante (1995/2002), para quem, na avaliação de Maluf, concedeu uma série de incentivos fiscais para atrair indústrias e levar desenvolvimento a regiões, entre elas o Nortão. Lembrou dos programas Pró-Soja e Pró-Madeira. "Era só pró e nesse aqui (no governo Maggi) é só corte".  De acordo com o deputado tucano, os linhões que avançaram Nortão foram construídos pelo governo federal, mas com participação decisiva de Dante e FHC. "Mato Grosso vivia no escuro. Quando era 10 horas da noite, acabava energia, principalmente aqui no Norte e aí tinha que recorrer a motores e geradores, mas isso no caso de quem tinha condições financeiras. Dante resolveu essa questão do déficit energético antes de sair do goverrno".

     Na mesa, acompanharam o discurso do tucano os ex-governadores e irmãos Júlio e Jayme Campos, caciques políticos do DEM, que surgiu com o fim do PFL, partido no qual Maluf iniciou a militância como vereador por Cuiabá. Estavam presentes também o prefeito cuiabano e virtual candidato do PSDB à sucessão estadual Wilson Santos e o senador Osvaldo Sobrinho (PTB), deputados estaduais e vários pré-candidatos proporcionais. Segundo Maluf, o governo só prioriza alguns setores, como o agronegócio e prefere mirar o discurso na moratória da carne e ainda se mostra omisso diante do decreto do presidente Lula que proíbe ampliação da área de cultivo da cana-de-açúcar na Amazônia e Pantanal, prejudicando regiões como Médio-Norte, Nortão e Araguaia. Lembrou que Maggi adquiriu a Plantações Michelin em Mato Grosso e, por interesses pessoais, passou a incentivar os pequenos produtores a plantarem seringueiras.

    Guilherme Maluf lembrou ainda, no discurso de situações que considera dramáticas para os municípios, como a saúde pública. Em Sinop, segundo ele, o hospital regional está paralisado. Enquanto isso, lamenta o parlamentar, milhares de pessoas se vêem obrigadas até a se deslocar a Cuiabá, com 500 km de distânca, em busca de socorro médico. Maluf só não falou que na capital mato-grossense o caos sob o tucanato também está estabelecido na área da saúde. Ele preferiu sair em defesa da gestão Wilson Santos. Diz que o prefeito sofre críticas por causa da grande demanda e da incompetência do governo estadual nesse setor.

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Comentários (14)

  • pedro gomes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    o grande merito do governador foi continuar as politicas publicas implantadas pelo governador dante, que pegou o estado deficitario e entregou ao blaio superavitario e competetivo, principalmente dentro do setor do agronegocio que esta o grupo AMAGI. Grande erro ter melado o bid PANTANAL com recursos em conta corrente, duzentos milhoes de dolares.errou ate como EMPRESARIO.

  • Ludi Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O deputado Maluf sabe que se não existisse o Fethab, Blairo Maggi criaria algo até melhor para cumprir suas promessas de campanha. O que incomoda a turma do PSDB é a competência política e administrativa do atual governo como um todo. Ao contrário do que fez o PSDB no governo, Blairo não privatizou o BEMAT, a CEMAT e outras MTs a preço vil. Maggi ao invés de aumentar impostos, organizou a arrecadação e as despesas. O funcionalismo público nunca esteve tão valorizado, tanto que 500 mil pessoas querem se tornar funcionários do Estado. PSDB tem que administrar os seus politicos responsáveis pelo cáos da Saude Publica inclusive o sr Maluf, tem que explicar porque não expulsou Chica Nunes e Carlos Avalone ambos envolvidos em desvios e esquemas imorais. PSDB ainda não cumpriu nenhuma promessa de campanha em Cuiabá e nem explicou a morte de um trabalhador em obra do PAC. O que o PSDB tem para Mato Grosso além de Chica Nunes, Carlos Avalone, Aparecido Alves, Loeci Ramos, Guilherme Maluf, Antero de Barros, Antonio Rosa e outros no mesmo nível.

  • Albino Pfeifer Neto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Não fosse o Fethab, governo Maggi não existiria, diz Maluf. Concordo plenamente, pois foi o Blairo que disse na campanha que iria acabar com o Fethab, mas na hora que viu o tanto de dinheiro que tinha mudou o discurso e os idiotas engoliram. Agora me diga onde tem asfalto do fethab? onde ele tem fazenda!!! Os outros tiveram que fazer consorcio e vão pagar pedágio né!! Olhem bem este governo é uma grande farra de desvio de verbas públicas!! Cadê o MP estadual para fiscalizar, pois a assembléia não conta.
    Abra o olho eleitor só voce pode mudar esta história !!!

  • Isabela Moreira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Como se eles sechegarem a ganhar vão acabar com o Fetheb,tô pagando pra ver. O povo nãoémais bobo,cuidado políticos coronèis

  • Marcio Brandao | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E por acaso ele disse alguma inverdade?

  • Luis de Souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Lógico o governo passado e sua turma sentaram nele, tem muito neguinho rico

  • beto duailibi | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    concordo em genero numero e grau com o Deputado Maluf.... se nao fosse Dante eles não fariam nada.... moro n interior e sei das dificuldades, principalmente em relação à saúde, que é uma vergonha tratar o povo do jeito que o Blairo trata, total abandono!!! é tudo pra cuiaba tem q se deslocar numa ambulancia pra talvez conseguir uma vaga em cuiabá......

  • Sergio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns deputado, conte com o grande cpa deputado atuante unico que tem coragem de falar os problemas do governo estadual como a saúde, segurança publica.

    Continue assim deputado, a população de Mato Grosso vai reconhecer sua dedicação.

  • Paulo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Mas e os prefeitos dessas cidades do interior do estado, não investem na saúde?

  • benedito | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    È não concordo com o Sr. Guilherme hoje depultado, pois ele fala se não foçe o Fetab mais á quantos anos Dante esteve no poder e esse Fetab criado por ele já ezistia, pois varios municipios como Barão De Melgaço ainda não éra asfaltado, e algumas comunidades não tinha energia e porque só quando Blairo assumiu que nós pobres tivemos esse previlégio.Só falta o Sr. Guilherme falar que o melhor candidato a governador é a Sra. Chica Nunes aquéla que te abandonou no PSDB, que não faz mal a niguem ne ela nem o seu marido hoje prefeito reconduzido ao cargo de Barão, o Sr. Guilherme sabia que só tem três meses que esse cara voltou a comandar esse municipio e jà tem varios funcionarios com ezatamente três meses atrasados com os seus salarios, é com essa não vai colar mais não duvido que o Sr. sejá eleito mais não menti pois para chegar ao poder vale tudo mais falar mal de Sr. BLARIO PARA NÓS póbre principalmente de BARão é sõ faltava éssa?

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