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Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2009, 15h:01 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

Artigo

Não precisei nem desenhar

   Tendo em vista a decisão da juíza que acompanho através do site do TJMT, talvez esta seja a última vez que comente este caso. Como todos sabem, o senhor Luiz Pagot, diretor-geral do Dnit, não entendendo um texto publicado aqui pediu minha ajuda em juízo. Me dispus a ajudá-lo, inclusive com desenho. Pois não é que ele é até bem espertinho?

   Entendeu sem que eu precisasse desenhar. Hahahahaha. Intrigantemente não fui intimida, logo, não compareci a nenhuma audiência. E blá, blá, blá, todos acompanharam, vamos aos finalmentes.

   Na última audiência, dia 12 de janeiro, a juíza resolveu colocar fim no pedido de explicação. Deve ter visto que Pagot e seu advogado não queriam outra coisa senão usar a justiça para satisfazer suas picuinhas comigo, pois as perguntas elaboradas pelo seu advogado foram tão primárias e desprovidas de fundamento, que coloca em debate a eficiência da prova da Ordem.

   Processo é uma relação de custo/benefício, como bem disse meu advogado, Dr. Eduardo Mahon. E bem cedo Pagot, percebendo que neste caso o custo seria bem maior que o benefício, esfriou sua ânsia de perseguição. Na verdade Pagot se assustou, ele não esperava a repercussão que um simples pedido de explicação com intuito de intimidar, teria. E ele mesmo colaborou ainda mais com essa repercussão ao chamar o senador Arthur Virgílio de “patife”, por ter relatado o caso na Tribuna do Senado.

  Agora, mesmo findando o processo, existirá “estrita vigilância” do senador para com seus atos. Coincidência ou não, logo após o caso ser noticiado, não faltaram matérias na imprensa nacional relatando a ineficiência administrativa de Pagot diante do órgão que dirige, a ponto de seu desgaste ser tamanho que ele precisou recuar de suas intenções políticas.

   Mas como disse em textos antigos, ele escolheu a pessoa errada. Por natureza, não sou do tipo que se acovarda diante de ameaças, instintivamente reajo e me motivo a ir até o fim, sempre dentro dos limites legais.

   O intuito de meramente me intimidar ficou patente com esta decisão dele. A juíza encerrou o processo contra mim e manteve o processo contra o editor do Jornal Liberal, que de fato havia escrito a frase da discórdia: “Pagot envolvido até o pescoço”. Findado o processo contra mim, Pagot e seu advogado simplesmente desistiram do processo contra o jornalista. Ou seja, seu interesse não era esclarecer a frase que tanto “atingiu sua honra”, mas me intimidar, ameaçar, satisfazer suas picuinhas.

   Que esta lambança jurídica midiática intentada por este sujeito, lhe ensine que nem todos podem ser medidos pela sua régua e nem todos possuem pendências de natureza ética como ele (o Ministério Público Federal o acusa de dano moral ao Senado).

  Quem sabe este episódio sirva para que este sujeito tenha um pouco mais de humildade.

    Adriana Vandoni é economista, articulista e especialista em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas (www.prosaepolitica.com.br)

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