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Sábado, 16 de Fevereiro de 2008, 06h:02 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

MEIO AMBIENTE

Nortão se reúne e faz manifesto contra decreto

   O movimento Nortão Reage promete reunir neste sábado, em Colíder (a 660 km ao Norte de Cuiabá), centenas de lideranças políticas e anunciar um manifesto contra a inclusão de 19 municípios mato-grossenses no decreto 6.321, de dezembro de 2007, que instituiu o embargo econômico de áreas desmatadas ilegalmente e a responsabilização da cadeia de produção. Políticos, produtores e madeireiros do Nortão alegam que esses municípios que integram a Amazônia Legal vão se tornar inviáveis economicamente por causa dessas medidas de penalização.

    Na portaria, o governo federal informa, por exemplo, que serão embargadas as propriedades em que for identificado desmatamento. Nesse caso, o responsável ficará impedido de vender a propriedade, obter financiamentos e créditos, além de não poder transportar os produtos oriundos da área envolvida.

  O encontro deste sábado vai debater o desenvolvimento do Nortão, mas o enfoque será político. É liderado pelos deputados estaduais José Riva (PP) e Dilceu Dal Bosco (DEM). Os discursos devem descambar também não só críticas ao governo federal, mas também ao estadual, principalmente à secretaria do Meio Ambiente por conta da morosidade para liberar licenças ambientais.

  Prefeitos dos 19 municípios que aparecem na lista dos que mais desmatam no país reforçar a tese de se lançar um manifesto contra o temido decreto, assinado pelo presidente Lula e pela ministra Marina Silva. O deputado Riva já avisou que vai criticar duramente a ação do governo. O decreto estabelece, por exemplo, que quem tiver suas terras embargadas será obrigado a passar por processo de recadastramento. A idéia é submetê-lo a um novo mapeamento da propriedade.

   O que mais incomoda os produtores é o fato do decreto estabelecer que, onde for registrado o desmatamento da área preservada, não serão concedidas licenças para derrubadas em novas áreas. Em Marcelândia, por exemplo, está proibido o desmate. O decreto praticamente anula a legislação ambiental que permite a exploração de até 30% da mata.

     Segundo Riva, o decreto é radical e vai contra aos interesses econômicos da região. “O decreto é afrontoso e absurdo. Não se pode culpar todos por causa de erros de alguns. A legislação fala em 30% de direito. O decreto anula todos os nossos esforços para fazer a região crescer. É como se em uma festa com 200 pessoas, matassem alguém e as 198 pessoas que não têm nada a ver com o crime fossem presas”, disse Riva. “Se estamos sendo prejudicados é inevitável não tratar disso no seminário e nos outros debates. Vamos debater maneiras de exigir que parte do decreto seja revisto”, completou.

    Evento

    Vão estar presentes no encontro o vice-governador Silval Barbosa, 35 prefeitos, 6 deputados, secretários de Estado e diretores de indústrias e frigoríficos do Nortão. As palestras abordarão temas como Políticas de Regularização Ambiental para Propriedades Rurais; Compensação das Perdas de Investimentos; Estímulo à Captação de Investimentos e Empreendimentos para Verticalização e Diversificação da Economia; Estratégias para Consolidação e Fortalecimento da Agricultura Familiar. (Simone Alves)

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Comentários (5)

  • Maneporrete | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Dos 35 prefeitos,quantos vão à reeleição? Desses 35 quem é quem no jôgo eleitoral que se aproxima?E o Eline por exemplo conta com quais dêles no nortão? Já vi esse filme várias vezes no passado. Foi assim no fechamento dos garimpos de Nortelandia,Arenápolis e Poxoréu.A demagogia permeia e deputados decrépitos aproveitam a hora de aparecer.Não se precaveram,não houve educação ambiental,não houve fiscalização a contento e agora choram o leite derramado.Produção com eficiencia e respeito é omelhor caminho para nós de Mato-Grosso.É o que o povo quer.

  • Paulo Mattos | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A questão do desmatamento no Brasil e, principalmente em Mato Grosso, deve ser objeto de estudos aprofundados e abundantes quanto à necessidade econômica e social desse procedimento, além de se observar, com rigor, a lesgislação pertinente, sob pena de estarmos contribuindo ainda mais para o aquecimento global, formação de desertos, com interferência direta no meio ambiente, e, em conseqüencia, na qualidade de vida do planeta. É de domínio público o verdadeiro carnaval de desmate que foi realizado em nosso Estado, com ações criminosas que, muito, muito longe de estabelecerem o progresso e a geração de emprego, serviram para demonstrar a irresponsabilidade de supostos empresários do ramo que, pretendendo e conseguindo lucros inéditos, praticaram imenso crime contra o meio ambiente e, por tabela, contra a população de nosso Estado e do país. A coleta de madeira irresponsável, com o objetivo somente de auferir lucro, e muito lucro, sem racionalização e sem se observar o direito e a Justiça, são responsáveis pela triste sina a que se encontra submetido Mato Grosso, apontado mundialmente como inimigo da floresta, desmatador incontrolável, irmão dos estragos ao meio ambiente. Portanto, essa reunião no Nortão, contando com expressivas lideranças políticas (muitas delas de uma demagogia ímpar) deverão discutir o tema sob o prisma do que efetivamente é bom para Mato Grosso e para o Brasil, nunca se rendendo às intenções criminosas de meia dúzia de pseudos empresários que, na ânsia de cada vez mais auferir lucro, pouco se importam com o meio ambiente e as conseqüencias nefastas do desmatamento descontrolado e irresponsável.

  • Jean M. Van Den Haute | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Em Camopi, o Presidente Sarkozy falou que ninguém mais vai violar impunemente a Amazônia Francesa.

    Para que, um dia, o Brasil seja considerado "País de Primeiro Mundo" é dever de cada cidadão comprometido com o futuro de nossas crianças, apoiar totalmente a ação patética da Ministra Marina Silva para que o mesmo aconteça na Amazônia Brasileira.

  • Luis Medeiros | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Terça Feira (19/02/08) a SEMA prepara uma operação que visa auditar as áreas das supostas queimadas reveladas pelo INPE, acontece que a SEMA levará para campo somente policiais e agentes de nivel fundamental e raríssimos analistas ambientais, e é assim que a SEMA trata o meio ambiente, é como mandar um pedreiro fazer uma operação em um cardiaco, é evidente que a SUAD (Superientendência que faz a fiscalização) não está preparada para fiscalizar nada, é meramente uma fabrica de diárias para gente sem qualificação e sem compromisso com a SEMA. Os senhores produtores devem sim reagir contra a medida do Gov. Federal, porém, devem se lembrar que a gestão ambiental é da SEMA, que atualmente não gere nada e foi a SEMA que deixou a cadeia produtiva do estado à mercê de Marina Silva (xiita). Querem uma prova do relaxo da SEMA? Na ponte do Rio Areia, na cidade de Juscimeira, queima-se a anos carcaça de boi, a regional da SEMA de Rondonópolis nunca fez nada, é só ir lá e conferir, é na beira da BR 364/163, como um orgão desse poder gerir florestas que são ecossistemas complexos, sendo que mal consegue apagar fogo de um monte de ossos.

  • luiz henrique aquino de moraes | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Temos que concordar com o senhor madeiros, o maior problema ambiental do Estado de Mato Grosso é a falta de gestão dos atuais dirigentes da sema. Esses senhores (e senhora isabel) nada produzem, a única coisa que fazem lá na sema é fiscalizar o que os técnicos do órgão estão fazendo, inclusive monitorando os emails dos técnicos, a mando do senhor moacir, aquele amolfadinha, sobrinho de conselheiro de tribunal de contas que nada entende de meio ambiente e que hoje dá as cartas na sema para espanto e decepção do corpo técnico da sema, cada vez mais desmotivado com os rumos que essa turma está dando lá na sema. Jà houve reunião com o governador, este já foi avisado dos desmandos e incompetência que estão acontecendo, e então a única conclusão que chegamos é que o governador é conivente, ele quer que a sema na funcione, lamentavelmente.

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