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Sábado, 10 de Março de 2007, 00h:00 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

Artigo

O povo - refém dos donos do poder

    Em artigo, O servidor público estadual e e acadêmico de Direito, Agnaldo da Silva Campos, revela sua decepção com a classe política, para quem "não se importa com a vontade do povo". Confira abaixo.

    A titularidade do poder político pertence ao povo, pois o Estado decorre da soberania popular. Assim, à vontade dos nossos representantes político, seja na esfera municipal, estadual ou federal é à vontade do povo, expressa por meio dos nossos representantes, aos quais, o povo outorga procuração no momento do voto.

     Mas, infelizmente a classe política não se importa com a vontade do povo, pois ao serem eleitos se esquecem do compromisso de lutar pela melhoria da coletividade. A classe política está desprestigiada, pois já se tornou rotina escândalos onde os políticos são acusados de corrupção. Esses acontecimentos colocam-na em situação de total descrédito perante a população, pois os políticos tomam decisões que é um verdadeiro atentado a moral e a lei. A falta de crédito da classe política em sua maioria, faz com que toda a sociedade brasileira seja atingida.

    A atitude desses pseudo-sábios administradores e/ou legisladores que imaginam serem indispensáveis na condução política, cultivam a mesquinhez de julgarem proprietários da administração e/ou parlamento, esquecem de quem realmente é o legitimo proprietário: o povo. Se, já não bastasse o descrédito da classe política, eis que o Poder Judiciário, em sua corte suprema, ou seja, o Supremo Tribunal Federal, que, diga-se de passagem, os seus membros são nomeados pelo Rei (Presidente da República) o que torna aquela Corte eminentemente política, em razão disso as suas decisões são políticas e não jurídicas. Aquela Corte que é a guardiã da Constituição Federal, ou seja, é ela quem declara se a lei é constitucional ou inconstitucional, através do voto deus membros.

   O STF está preste a livras os políticos da aplicação da Lei que pune os gestores públicos que lançaram mão do cargo para obter vantagem de ordem pessoal. O processo é de 2002 e contou na época com cinco votos de ministros que já não estão mais na Corte.

    Ficaram faltando mais cinco votos, além do voto da presidente do STF. Atendendo o pedido de vista do ministro Eros Grau, o Supremo Tribunal Federal adiou a discussão da aplicação da Lei sobre Improbidade Administrativa. Mas, pelo andar da carruagem o STF se posicionará a favor da liberação dos gestores públicos que se locupletaram do dinheiro público.

      Então, prezados colegas. Em quem nós devemos acreditar. A classe política que elabora as leis, não se importam com os nossos direitos e garantias, editando normas inconstitucionais a bel prazer, assim, só nos resta recorrer ao Supremo Tribunal Federal -STF que é o guardião da Constituição para ter os nossos direitos garantidos.

   Mas, infelizmente referida Corte, por ser eminentemente política decide de acordo com a vontade do Rei (Presidente da República). Assim, as decisões do STF são meramente políticas e não jurídicas. Por isso se já não bastasse o descrédito da classe política, o Corte Suprema que era a esperança do povo está caindo na vala comum, ou seja, perdendo o seu credito perante a população, pois todas as decisões do judiciário em sua instância superior são a favor do Rei.

     Essa é a triste realidade da população brasileira.

     A verdade é que somos reféns dos donos do poder e só nos resta acreditar e esperar a justiça divina que é certa, pois a justiça dos homens é só ilusão.

 

 Agnaldo da Silva Campos é servidor público estadual e acadêmico de Direito

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