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Quinta-Feira, 25 de Junho de 2009, 14h:34 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

MINISTÉRIO PÚBLICO

Obra imponente do MP embargada agora é retomada


Trabalhos de construção da Casa da Cidadania recomeçam na 6ª e devem ser finalizadas até outubro

    A luxuosa construção do novo prédio da Procuradoria-Geral de Justiça, a chamada Casa da Cidadania, foi embargada pelo Ministério do Trabalho e ficou paralisada por pelo menos 12 dias. A expectativa é que seja retomadas nesta sexta (26). A interdição ocorreu depois que fiscais detectaram a falta de equipamentos de segurança, principalmente para os funcionários responsáveis pela colocação dos vidros espelhados na fachada do prédio. Iniciada em 2006, a obra já passou por algumas paralisações que atrasaram o seu andamento. Apesar de rumores sobre a existência de vícios em licitações entre outras irregularidades, o secretário-geral Mauro Benedito Curvo garante que os atrasos são naturais. “Como tudo foi feito de maneira fracionada para economizar, tivemos problemas na coordenação das licitações o que gerou um efeito cascata de atrasos”, ressalta.

   Em princípio, a obra foi orçada em R$ 24 milhões, mas, até agora, segundo dados oficiais da PGJ, foram investidos R$ 32 milhões. A construção da Casa da Cidadania foi iniciada pelo então procurador-geral Paulo Prado. Ele chegou a articular a aceleração das obras, mas acabou esbarrando em falhas e na morosidade do processo. “Pelo menos na nossa gestão não tivemos problemas. Não posso responder pela outra administração”, se esgueira o secretário-geral.

   O curioso é que os funcionários da obra e os próprios empreiteiros se mostraram relutantes em comentar sobre a execução do projeto, nesta sexta (25), durante a presença do RDNews. “Acho melhor você perguntar isso lá na Procuradoria”, respondeu o proprietário da construtora Ipê, Itamar Pimenta, responsável pela primeira etapa da obra, inaugurada em abril deste ano. “Somos responsáveis ainda pela urbanização, rede hidráulica e pavimentação externa”, explica o empresário. Doze empresas executam os serviços de automação, acabamento hidráulico e urbanização.

   No total são nada menos que 14,9 mil metros quadrados de área construída e aproximadamente 30 mil metros quadrados destinados à urbanização (jardim, estacionamento com capacidade para 500 vagas e pavimentação). Serão 75 gabinetes para promotores de Justiça, com as salas de apoio como coordenação e assessorias. Já no piso térreo foram construídos espaços que abrigarão correio, agências bancárias, auditório com capacidade para 350 pessoas, lanchonete e protocolo geral. Todo o piso do prédio foi feito em mármore, as portas são antifogo, foram instalados ar-condicionados individuais, portas de vidro, além de uma espécie de cascata na entrada e um elevador que pretende facilitar a acessibilidade aos três andares. "Atualmente, as procuradorias ficam todas descentralizadas, em locais apertados. O novo prédio quer atender melhor a população", afirma Curvo.

   A Casa da Cidadania, que está sendo construída ao lado do Fórum de Cuiabá, no Centro Político Administrativo, abrigará todas as promotorias de Justiça da Capital, com exceção da Promotoria da Infância e do Juizado Especial. Já as promotorias Central de Inquérito, Cível, Criminal, Defesa da Administração Pública e da Ordem Tributária, Gaeco, Interesses Difusos e Coletivos, Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e Violência contra a Mulher ficarão concentradas no “majestoso” prédio que chega a ofuscar o Fórum de Cuiabá com sua grandiosidade. "A expectativa é de que nos mudemos até outubro. Todos os móveis já foram comprados", conta o secretário-geral.

  Estrutura

   Com um orçamento anual de R$ 133 milhões, o Ministério Público Estadual, sob Marcelo Ferra, conta com cerca de 550 servidores. A folha salarial consome R$ 103 milhões anualmente. O MPE é composto por 26 procuradores e 139 promotores, totalizando 165 membros. (Patrícia Sanches)


12 empreiteiras trabalham na conclusão da obra de 34,9 mil metros quadrados. No total serão 75 gabinetes. Antes mesmo da inauguração, escadas de mármore já estão quebradas e sem condições de uso

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Comentários (14)

  • rodrigo teixeira | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    qt dinheiro jogado fora
    aff

  • CARLOS ROBERTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    QUEM DEVERIA DAR O EXEMPLO..........

  • Roni Lazaro | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quanto dinheiro pra promover a cidadania,nao? cidadania nao se conquista com predio luxuoso e nem gastando milhoes de Reais em uma construçao faraonica e sim atraves de atitudes eticas e responsabilidade com que trata o proximo,respeitando os bens morais,culturais e financeiros adquiridos por ele.E isso parece faltar a alguns orgaos publicos e seus administradores que simplesmente torram o dinheiro publico em obra que satisfaçam seus egos capitalistas.

  • Lobo da Estepe | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Dicão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Essa obra justifica o pífio trabalho desenvolvido pelo MP de Mato Grosso. Parabéns aos visionários, aqueles que perceberam a necessidade de os membros do MP ter uma super sede. Talvez assim, reverão suas obrigações enquanto agente públicos e darão maior celeridade em investigações essenciais, tais como denúncias de caixa 2, desvios de dinheiro público, superfaturamento de obras, nesse caso poderão começar dando o exemplo.

    Foi se o tempo que a sociedade tinha orgulhos das instituições públicas; essas autoridades com seus altos salários, gabinetes imponentes, carros luxuosos, somente servem no dia-a-dia como motivo de vergonha para a sociedade cuiabana.

    Que Deus tenha pena de nós. Pelo ao menos por enquanto basta trabalhar cinco meses no ano para pagar impostos para os semi-deuses de Mato Grosso manterem seus superpoderes.

    É lamentável !!! Não temos a quem recorrer!!!

  • Denise | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O pior é que eu soube por meio de um engenheiro que no início das obras, uma laje construída no local, caiu 02 vezes.... não sabem se foi erro do projeto ou da execução....
    Outro fato é que desconheço algum prédio ligado a TJ, MP,MPF, TCE e TCU que não tenha instalações imponentes.... e o nosso dinheiro público indo ao ralo...

  • Roberto | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Quem teria poderes para investigar o MP-MT? Pois poderiam fazer uma auditoria em todos os processos licitatórios desta obra,que com certeza deve haver várias irregulariedades. Está na hora da justiça ser igual para todos e o art.5 da CF(todos são iguais)onde fica? Temos que punir os corruptos.

  • LUIZ FERNANDO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O que não entra na minha cabeça, é o porquê dos prédios de certos orgãos (MP, TRIBUNAL DE JUSTIÇA, TRE, TRT) são todos luxuosos e de alto padrão, enquanto outros orgãos estão caindo aos pedaços, sem dinheiro para se quer uma reforma, será que é porque ninguém fiscaliza este pessoal, será?

  • HUGO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ENQUANO ISSO O GOVERNO NÃO TM DINHIRO PRA TERMINAR O HOSPITAL CENTRAL OU CONSTRUIR UM HOSP DECENTE PUBLICO EM
    CUIABÁ. O METROPOLITNO DE VARZE GRANDE COM 60 LEITOS JA NASCE DEFASADO E SERÁ UM PRESENTE PARA A
    UNIVAG E NÃO PARA A POPULAÇÃO.SERÁ INAUGURADO EM 2014...

  • Orlandir Cavalcante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ao ver obras imponentes assim me lembro das escolas publicas de MAto Grosso.... triste inversão de valores e prioridades.......

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