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Sábado, 14 de Novembro de 2009, 09h:29 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:24

MÁFIA DO COMBUSTÍVEL

Oficiais envolvidos no esquema serão julgados nesta 2ª

  Três tenentes-coronéis, um capitão e um sargento vão ser julgados nesta segunda (16) por suposto envolvimento com a Máfia do Combustível. O esquema foi descoberto em 2001, após a realização da Operação Tentáculo, deflagrada pela Polícia Federal. Vão ser julgados José Robson Figueiredo, Gilmar Campos Silva, do 6º Batalhão de Cáceres e César Ribeiro de Assis, que comandava a P2 (comando de inteligência da PM em Cuiabá). Além deles, estão na "berlinda" o capitão Wendel Soares Sodré, responsável pela P2 em Cáceres, e Marcelo Rosário, que é 3º sargento. 

   O caso está nas mãos da juíza Lúcia Peruffo e dos coronéis Lílian Tereza Vieira de Lima, Pedro Sidney Figueiredo, Gilson Farid e Ricardo Almeida Gil. Os quatro militares terão direito a um voto e a juíza a outro. A denúncia foi oferecida em 2004, pelo promotor Vinicius Gayva Martins. Os militares são acusados de receber propina para liberar carretas carregadas com combustíveis na região da fronteira de Cáceres com a Bolívia. Segundo o MP, as carretas irregulares beneficiadas pelo esquema, que envolvia também policiais civis e federais, entraram no país em 2001 enquanto os PMs faziam “vistas grossas”, ou seja, não conferiam documentos ou faziam revistas nos caminhões. Eles chegaram, inclusive, a queimar documentos que comprovariam a existência do esquema e ameaçaram outros PMs que denunciaram o caso à Justiça e instalaram uma sindicância para apurar os fatos em Cáceres.

   Gilmar Campos responde por corrupção passiva, ameaça, prevaricação e coação. Pesa contra José Robson os crimes de inutilização de documentos, coação e ameaça. Wendel será julgado por corrupção passiva e coação. O comandante do P2, que segundo a denúncia feita pelo promotor Vinicius Gayva conduziu uma reunião onde PMS sofreram ameaças, responderá por coação e corrupção passiva. Já Marcelo Rosário foi enquadrado no crime de corrupção passiva.O julgamento está marcado para as 13 horas na Primeira Vara Criminal, especializada em crimes da Polícia Militar. O processo possui 30 volumes. (Patrícia Sanches)

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Comentários (5)

  • mario | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    todo mes deveria ter fiscalização do orgão competente nos postos de cuiaba, meu carro é 2007 e ja é a terceira vez que vai para oficia por causa decombustivel adulterado...

  • Adriana Santana | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Resultado: O Sargento será condenado e excluído da PM, os outros que são Oficiais, no máximo serão aposentados!

  • João HONESTO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Essa eu pago para ver! Com toda certeza o julgamento vai ser adiado! Dificilmente uma alta patente Militar é julgada e condenada nesse Tribunal Militar,que só julga e condena praças. O caso de Matupá no qual o capitão entregou covardemente dois bandidos que estavam sob sua custódia para que alguns cidadãos daquela cidade fizessem Justiça com as próprias mãos,hoje é coronel PM,este caso já está perto da prescrição! apesar de ser da Justiça comum, é um grande exemplo de que a Justiça não alcança os Oficiais da PM! Outro caso é o do aspirante que matou abatendo um adolescente na frente das câmeras da Tv Record em Rondonópolis (hoje o criminoso é capitão) e não foi julgado ainda. É viver e esperar!

  • marcio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    só mandar embora da pmmt não adianta....o pensamento da corrupção esta em cada um...deveria ficar no carumbé....

  • Flávio Pinho | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Parabéns ao JOÃO HONESTO, ele se lembra do caso em Matupá. Eu estava a 10Km dali, na mesma data. Cobro e também acredito que a Justiça Militar se fará presente. Acredito também que não devemos citar fatos ocorridos dentro da instituição, mas que a Justiça saiba que NÓS SABEMOS.

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